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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

13
Mar11

A LIBIDO SELVAGEM !...

NEOABJECCIONISMO

 

foto tirada da net

 

 

{#emotions_dlg.blueflower}

doces as carícias da sedução
os corpos a tomarem-se consciência
sobe na ousadia a emoção
carregando a libido de efervescência

lábios línguas fogosos beijos
mãos percorrendo caminhos sedosos
entrelaçam pernas abraços desejos
os olhos revirados de supremos gozos

tão doces olhares apelativos
o arfar dos peitos ânsias palpitantes
entre gemidos de prazer lascivos
que se soltam ais das almas amantes

súbito do carinho desvanecido
cresce do animal a irracionalidade
sexos impacientes rasgam o tecido
exalando sua ambiguidade

cada um procura chegar primeiro
ao clímax absoluto do orgasmo
sem cuidar de saber se o tempo do parceiro
carece de acerto ou de entusiasmo

o cheiro que sai dos sexos é alucinante
e se mistura nos corpos com suor
se algo corre mal a um amante
é de esperar que a situação piore

findo o repasto afrodisíaco
o silêncio toma conta dos opositores
se se torna incómodo não idílico
é porque o fogo se apagou em seus amores

se vencida a sedução em tal disputa
cada um acusa o outro de impotência
preparam sem pensar os neurónios para a luta
disparam sem medida a violência

se pelo contrário o silêncio resplandece
nos olhos a harmonia do concerto
o fogo se espalha e docemente aquece
nos gestos de ternura e de afecto

não há relação que perdure à força
feliz de quem concilie a libido com a razão pura
o sexo com amor premeia quem se esforça
por respeitar no outro a diferença com doçura

autor:jrg

13
Fev10

LASCÍVIA

NEOABJECCIONISMO

 

foto tirada da net

 

teus olhos doces lascivos

que dizem tanto de mim

falam de desejos invasivos

na luxúria odorífera do jasmim

 

teus lábios húmidos rosados

fortalezas que se quebram no encanto

quando te ris da graça dos meus achados

ao ver neles os da vulva doce espanto

 

teus seios firmes sob o decote do vestido

separados por um declive tentador

os bicos salientes pronunciados no tecido

carentes de carícias de mim provocador

 

teus pelos que cobrem a vulva ardente

o clítoris  que entumescido neles desponta

os lábios rosados húmidos de fluidos quando me sente

a vagina latejante sedenta do falo que a monta

 

a anca redondinha sedutora

a pele macia lisa delicadamente aveludada

o ânus avelãs pelo caminho bela amadora

vizinho da vagina minha amada

 

teu sexo é um mundo fascinante

te cobre o corpo e a alma de estranha sedução

não há espaço de ti que eu não seja amante

que lenha usas tu amor para atear meu coração?...

 

eu digo que são a maravilha de teus odores

que me atormentam e prendem docemente

sempre que o cio te inquieta agita teus amores

que me penetram a alma eternamente

 

autor: JRG

07
Set09

N A N Y - 3ª PARTE

NEOABJECCIONISMO

 

 

 

 

 

 

 

Doll Dream

 

autor:José Luis Cunha - olhares .com

 

 

 

 

 

Anamar e eu próprio caminhavamos lado a lado por entre a multidão que entretanto  tinha afluído à praia,  na manhã  solarenga a queimar os últimos dias de Verão, indiferentes à chilreada das crianças, aos olhares cobiçosos que a miravam, que a despiam voluptuosamente, tal a beleza que se elevava do seu corpo, da majestade natural do seu andar, como se saltitasse, leve, os seios dela em turrinhas provocantes no meu braço deixado propositadamente a jeito de receber o encosto, sentia os bicos dos mamilos, salientes, isolados do conjunto mamário, por vezes ela abraçava-me e eu sentia toda a totalidade. Despudoradamente deixei de me preocupar com a saliência do meu sexo sob o calção, apenas o acomodei, ao longo da barriga, para que não fosse uma evidência perturbante

 

Anamar falava ainda do livro que ambos tínhamos lido e que nos impressionara pelo rigor estético da abordagem aos amores alimentados no silêncio dos corpos, as carências conjugais, as certezas mentidas a si próprios que alimentam as dúvidas. Nany é um romance de interiores.

_Explica-me isso de ser um romance de interiores, como uma arte decorativa... e soltei uma gargalhada.

_Repara, tudo se desenvolve no ecrã do computador, excepto quando se encontram para o envenenar, ela e o amante autêntico, Artur, por quem ela tinha de facto uma paixão, mandara até emissários para o testar, se ele se interessava dela, se tinha compromissos. Ele apareceu num momento fatídico de exasperação interior dela, do seu eu inconstante, a sonhar devaneios, em desvario, queria sentir a libertação de sensações que se acumularam e aquele personagem, galante, caliente, de palavras cruas e olhar penetrante na alma, encantava-a, como se fosse uma pausa até que o outro estivesse disponível, se vissem cara a cara, como aconteceu.

O livro mexera com ela, Anamar, senti toda a efervescência do corpo, o brilho dos olhos, os apertos que me dava no braço, os seios dela.

A casa tinha uma sala ampla com vista de mar e era limpa duas vezes por semana por uma mulher que colaborava na manutenção da casa e das roupas desde que Adélia morrera.

Adélia era a minha companheira, o grande amor da minha vida e tinham passado 10 anos desde então. Ela disse-me que eu arranjaria outra mulher, fez-me prometer-lhe que o faria e eu fiquei este tempo todo à espera de alguém, sem sexo, sem carinhos, sem calor nem frio, eu ausente em mim, numa parte de mim e agora, Anamar, os pés descalços sobre os azulejos luzidios, uma alma transparente de onde eu via um mundo paradisíaco à minha espera.

_Tenho uma paixão por lingerie, disse ela, naturalmente, no tom suave e quente da sua voz que me soava em melodia.

Eu estava em frente da janela grande, de costas voltadas para o mar e vejo-a subir subtilmente o vestido,   ou a túnica, as pernas, as coxas, a casquinha de cor preta com desenhos rendados de flores e cupidos espetando corações.

_São Lotus...

_Hã...

_Os desenhos...são flores de Lótus e eros caçando seus amores na magia dos aromas. Gostas?

Os nossos olhos não despregam, rutilantes de uma luz que nos inebriava e conduzia de gesto em gesto, as pulsações dos nossos corações, eu ouvia o meu e o dela, ou era apenas o dela ou só o meu, toc, toc, toc, uma vontade crescente de a abraçar, de ser em ela.

Junto à vulva um relevo que me prendia, o corte perfeito, adequado às suas formas.  Erótica, toda ela na sua simplicidade de mulher, os seios saindo da abertura da túnica, apelativos, os dedos compridos nas mãos bem cuidadas, os lábios sequiosos, embora húmidos de se morderem, beijei-a demoradamente, os nossos corpos enleados, a pele electrizante de encontro à minha, um ardor de fogo em toda a volta do corpo,   do lado de fora, a senti-la quente, os olhos fechados por momentos, longos, e quando se abrem dizem tanto da luz que emanam.

Levanto-a do chão com os meus braços e deito-a no tapete grande que há na sala, com motivos de deusas adejando sobre corpos nus de mancebos pujantes de sensualidade.

Fico assim, por um momento, de joelhos a ver o seu corpo a adensar-se na caixa dos sonhos, ou das imagens que edito num recanto da mente, ela olha-me docemente, estende-me os braços e eu debruço-me sobre os seus pés que beijo com toda a ternura que sinto,   ela encolhe-se com cócegas, chama-me doido, seu doido querido e eu sigo o caminho, beijo as pernas, os joelhos e detenho-me ante os cupidos, os corações vermelhos no fundo preto da cueca, o cheiro que me vem de dentro dela que me inunda de prazer, de desejo, de felicidade e beijo o espaço pudico, a vulva por sobre a cueca, ela aperta-me a cabeça, agarra-se aos meus cabelos, afasta as pernas, o meu nariz rasga em movimentos dúcteis a cavidade da vulva, surgem pontinhos luminosos, gotículas de fluidos que se espraiam da vagina, ela aperta-me mais de encontro ao fogo que me exalta e solta ais sumidos, levanto a cueca, uma nesga lateral,   com os dedos afasto os lábios raiados de sangue, a purificação do sangue e absorvo todo aquele odor que se apossa de mim, beijo o clítoris, Anamar puxa-me para cima, ainda me detenho no umbigo, beijo a barriga, as partes laterais do corpo e chego às maminhas, os mamilos evidenciando-se, destacando-se escuros na pele clara e já ela, louca, impaciente, mexe no meu sexo e fá-lo entrar na ânsia que a consome em fogo alucinante, beijamo-nos, as línguas num rodopio de dentro das bocas, revolvendo salivas, sabores de frutos, sinto o meu sexo dentro dela, sinto tudo dela, contracções, espasmos, fluidos que se libertam, de súbito ela atira-me ao tapete e ergue-se sobre mim, metida em mim, sem se soltar, o dorso levantado, as pernas abertas sobre o meu corpo deitado, a mamas balouçando enlouquecidas, os olhos revirados, as minhas mãos nas maminhas dela, os mamilos, os ais dela e meus, e de dentro uma revolução emotiva, absoluta, abrasadora

Anamar caiu sobre mim, exausta, beijámo-nos e ficamos deitados sem dar conta do tempo, inseridos um no outro.

Ao lado, caído no chão, o livro do nosso desassossego, NANY.

 

 autor:jrg

 

01
Mai08

AS PALAVRAS ANDAM TODAS LIGADAS

NEOABJECCIONISMO

As PALAVRAS alinhadas no absurdo da memória são em si mesmas, apenas palavras, caracteres com significados e intenções e leituras subjectivas. Têm força e vida própria mas precisam de emissor e receptor para se afirmarem como fundamentais.

A PALAVRA mãe. Mulheres que exultam de alegria, que se doam inteiras, que abdicam dum todo que as fazia ser mulher. Que se desencontram abjectivamente do ser e do estar, dos objectivos que um dia se colocaram. E se dedicam inteiras aos filhos, aos filhos dos filhos.

A PALAVRA  amor. Amor de amigo, amor de sexo, amor de mim, amor da vida. E ninguém sabe o que é. Como se define, caracteriza. Porque sendo um estado ambivalente do ser, que congrega em si as frustrações e a consistência da consumação, a ira e a ternura, a felicidade e o desdém, o mito e a realidade , a banalidade e o ênfase .

A PALAVRA dinheiro. Em nome do qual se chacinam pais, amigos, filhos e se renega o amor. Direi que é a palavra mais cínica do alfabeto conhecido. Incita a ódios e a vinganças. Ninguém escapa à estrábica visão do dinheiro. A traição, o crime, a abjecção de tudo o que mexe e implique dinheiro. Até os padres de todas as religiões.

A PALAVRA religião. Antes da invenção das palavras, os seres hominídeos já fornicavam entre si para a proliferação da espécie. Não tinham deuses nem santidades instituídas . Mas tinham medos. Simplesmente medos. As religiões vieram suprir essa carência de remédios contra o medo. A exemplo do combate ao fogo pelo fogo, elas vieram trazer a expurgação do medo com novos e mais exaltantes medos: Deus e o Diabo e numa ordem decrescente, os pais, os amos e senhores, que da terra se foram apoderando para garantirem a protecção dos mais fracos.

A PALAVRA sexo. Quantas desgraças, angústias, morticínios e vilanias. Juras desfeitas ao sair a porta da casa comum. O sexo da gaja do vizinho é melhor do que o da minha. O gajo do lado tem uma picha mais comprida e olha-me com olhos gulosos, é porque sou boa.

Enlamear-se em sexo. Chafurdar. Inventariar posições e desvarios conseguidos. Mentir e seguir para outra. Dizer amo-te quando já não há nada para amar. Só o sexo adivinhado nos lábios trémulos de prazer. Na ilusão de imagens trabalhadas para atrair.

A PALAVRA sonho. Estudada ao pormenor por especialistas da ilusão. A tentativa de nos fazer crer na bondade de uns e maldade de outros. Como se a palavra, desprendida de si própria, subsistisse. Fosse. E se tornasse numa realidade que objectivamos com o frenesim próprio dos incrédulos. Sonhamos no sono e dentro do sonho acontecem sonhos. Sonhamos acordados. Não é cisma. É sonho.

A PALAVRA democracia. Todos os regimes vivem em democracia, mesmo os totalitários.

Chamamos democracia a um estado onde as pessoas são todas inscritas como rebanho, com variantes de cor e tamanho. Ciclicamente chamam-nas a votos. Digladiam-se os grupos em promessas e programas de circunstância. Atraem com sedutoras miragens de bem estar. Cada vez são menos os que votam, Desenganados. E vamo-nos aproximando das democracias totalitárias. Só um grupo activamente interessado e conivente vai aos votos e elege os confrades que melhor lhes retribuirão a paga.

 

30
Abr08

ZÉ DO PAPO - E OS AUMENTOS

NEOABJECCIONISMO

Sou vagabundo e estou-me cagando para o preço dos combustíveis . Tanto se me dá que subam três ou vinte cêntimos.

O governo também, apesar da fingida preocupação. Porque isto de automóveis para todos foi chão que já deu uvas. Vão-se foder . O governo já subsidia os transportes públicos.

 Quem não tem dinheiro que ande a pé, como eu. Nem percebo o porquê de tamanho alarido, hoje, logo pela manhã, nas rádios dos automóveis que passam. Três cêntimos de aumento é uma ninharia. Em dez litros não dá para um copo de vinho.

Quando eu tinha carro e estava incorporado na sociedade das boas práticas, se havia um aumento de combustíveis , formavam-se bichas, eu disse bichas? Pois, agora diz-se filas, para não ofender. Mas se bichas é o feminino de bichos e nós somos bichos, qual é o problema?

Agora, as pessoas nem dão pelos aumentos. É preciso ser amplamente divulgado, chamadas de atenção nas primeiras páginas. Entrevistas.

-Não. não dei por nada.

Pagam e não bufam. Nunca houve tanto dinheiro em circulação por tantas mãos. Bichas nas pontes. Bichas nas cidades maiores. Férias no estrangeiro e nem conhecem bem o bairro onde vivem.

Estamos a chegar ao fim duma etapa, mas eles não querem acreditar, continuam a foder -se uns aos outros. Isto da sociedade da abundância já não estica mais. Começa a não haver onde arrumar tanto desperdício , lixo, escória.

Os gajos tramam as gajas, as gajas tramam os gajos e chafurdam todos na mesma merda de sobes tu subo eu e que se fodam os sentimentos.

Por mim os preços podem subir todos até lhes tirar a tesão das grandezas. Só me preocupa o aumento de vagabundos. Aqui está uma inflação que me preocupa.

É endividarem-se. Os agiotas autorizados nunca ganharam tanto dinheiro e têm o apoio das instituições públicas.

Quando eu era parte, os agiotas levavam, por lei, um juro de oito por cento ao ano. Hoje, a agiotagem leva trinta por cento ao mês. Tudo facilidades. No fim é que é o caralho , na hora de pagar as várias facturas. E há gajas que têm que vender a cona para continuar a ter as mordomias e gajos que se deixam enrabar . Cada vez mais difícil , porque com tanta cona , no mercado da oferta e da procura, e pelos mais diversos motivos que vão da simples tesão ao endividamento insustentável, até as putas têm que variar a qualidade do serviço se querem sobreviver.

 

28
Abr08

ZÉ DO PAPO-O ERRADIO MAL CHEIROSO NUM DIA DE SORTE

NEOABJECCIONISMO

Zé do papo, o vagabundo glorioso que varria, quer dizer, andava por, toda a cidade, mais propriamente as partes mais nobres, da cidade, soletrando palavras obscenas e outras não tanto, em sussurros arfantes pelo cansaço de andarilho, catando aqui ou ali, alimento, objectos que lhe fossem úteis, favores subtis, encapotados de altiva sobriedade.

O que lhe dava mais gozo não era uma foda em qualquer gaja bem parecida que se enamorasse, enjeitada, das sua parcas qualidades atractivas, como ouvia a alguns basófias , nas noites sem chuva. O que lhe dava verdadeiramente um gozo de morrer a rir, de se peidar em jeito de fogo de artificio, era a imagem aflita dum ricaço, em carro de alto gabarito, entreabrindo a janela, um fio de espaço para deixar passar a voz melosa, a pedir-lhe, a ele Zé do papo, que arrastasse aquele caixote do lixo à entrada da garagem, para que a bomba de carro não saísse beliscado, e a corromper a liberdade da sua decisão com uma moeda reluzente, ouro e prata fingidos, por entre os dedos banhosos , da mão direita, sem anéis , no pequeno espaço aberto na medida certa para que os dedos dele não tocassem os do Zé, erradio e do papo. E o aroma dos seu pés não maculassem as ideias que acumulara.

-Zé, chega-me aquele caixote para lá. Tens aqui uma moeda. Olha que são dois euros.

Cabriolou numa reviravolta, sacou a moeda e dum salto lesto de genuína infantilidade, deu um piparote no dito, que se tombou.

E sem mais ligar ao banhoso , Zé do papo, olhos sagazes na procura, uma sandes inacabada e mista, olaré. Catou, catou e não achou mais nada com interesse. Juntou o derrame que meteu no caixote e seguiu adiante, comendo e cantarolando.

Havia uma espécie de tasca, um café avacalhado, como diziam. E foi para lá que foi regar com vinho, do tinto, aquela meia sandes e um coto de banana, ainda com casca que por último quase se perdia.

Zé do papo tinha um aspecto asqueroso à vista e fedia uma mistura de cheiros e aromas de frutas e odores do corpo macerado pelo pó e falta de água potável e sabão.

Tomava um banho de quinze em quinze dias, no abrigo e, quando havia, mudava alguma roupa. A merda no corpo dava-lhe saúde. Dizia por entre os dentes podres, os lábios gretados, grossos.

Saíu da tasca, cambaleando. Apanhou do chão o resto de meio cigarro e dirigiu-se a uma mulher,à porta da loja, a fumar, pedindo lume.

Zé do papo mirou-a bem. Era bonita. Jovem. E tinha um corpo escultural. Uma calça justa ao corpo. A meio, o rego da cona em evidência, entre os lábios fartos, Um papo de cona descomunal. Fazia-lhe o minete , o lambete , o que ela quisesse . Os olhos raiados de luxúria e fixos na imagem que o caracterizava. Zé do papo. Pedindo-lhe lume, se fazia favor e ela, de pronto, oferecendo-lhe o isqueiro,  que ficasse com ele. E a meter-se na loja, a fugir-lhe. Os dentes podres. O sorriso rebarbativo.

Seguiu um cu bamboleante que passava, a cueca entalada no rego entre nádegas rijas, ou bem compartimentadas, a sobressair das calças brancas de tecido fino.

Era outra das suas paixões: os papos de cona e as cuecas à transparência de calças ou vestidos. Havia algumas sem cuecas e era a pintelheira farta o que Zé do papo sorvia nos olhos turvos e atormentava a mente com motivos escabrosos de fodas em turbilhão num qualquer vão de escada.

Caía a noite. Crescia a noite. Mais um copo e outro e outro. Hoje tivera muitas emoções e foi-se deitar, num recanto de prédio, onde guardava os preparos e uma cadela vadia lhe fazia companhia.

Deitou-se. Acendeu um coto de cigarro. A cadela chegou-se a ele, meiga, os olhos doces e tristes. Zé do papo esperava companhia. A Zarolha.

E veio, trôpega, chiando ais. Sentou-se no colchão junto dele, sem  se aperceber do vulto que já lá estava, adormecido. Zé do papo apalpou-a no escuro.

-És tu? Zarolha do caralho ?

-Sou, sou, meu cabrão.

Zé do papo achegou-se a ela, levantou-lhe a farripa de saia, aspirou o ar com sofreguidão, a mistura de cheiros, mijo, espermas ressequidos, sarro e enfiou-lhe o caralho há muito faminto das sórdidas investidas que aplacassem a loucura das visões diurnas.

Ela, a Zarolha, não deu por nada. A cona chocalhando de espermas antigos e recentes. E ele, arfando e peidando-se , adensando o ar de novos perfumes e vapores.

A cadela dormindo.

 

25
Abr08

O HÚMUS DO SEXO EM CHAMAS DE VOLÚPIA

NEOABJECCIONISMO

Estamos na área de fumadores do bar e os olhos dela não param de me fitar. Eu dou por isso porque fixo aqueles olhos de uma luminosidade intensa que me causam calafrios.

Entre dois golos da bebida excitante que tomamos ,meio sentados na berma do banco de tecido vermelho e negro, ela diz-me que o marido é um nojo.

Tinha montado um cenário de tal forma absurdo que ela tivera de recusar participar e saiu enojada.

-Queres contar como foi?

-Havia um tipo nosso conhecido que o enrabava , depois  de envolvidos em cheiros e músicas afrodisíacas . Depois o tipo tirava a picha e o meu marido chupava-lhe a picha .

-E o teu papel, qual era? Ver apenas, masturbar-te ?

Olhou-me, cortante. Os olhos dela são lâminas. Vorazes. Demónios. E os nossos corpos encostavam-se, quando ela teatralizava a conversa com gestos e movimentos de mímica audaz e inconclusiva.

-Não. A ideia era, o tipo enrabar o meu marido, O gajo chupava-lhe a picha e o outro voltava a enrabá-lo . O terceiro acto era onde eu entrava. Bahhhh .

E atirou-se para cima de mim, provocando um choque energético, a sua mão, na minha mão, babando-se de vinho, de mistura com a saliva esbranquiçada, pastosa.

-Eu devia começar por chupar a picha do tipo. Estás a ver o filme?

-Não.

-Oh! pá!

Os olhos vidrados. a boca pastosa. Um aroma fétido. Aposto que se peidoul . o ruído da música, a obrigar-nos a juntar os lábios de um com os ouvidos do outro.

-Ele ia ao cu ao meu marido, o canal da merda e eu chupava de seguida a picha emerdada .

Ri-me sem grande vontade. Mais pela entoação das palavras. Do ar enojado com que as dizia.

-Ah!, bom. Agora compreendo. É um bocadinho porco.

-Um bocadinho? Meu sacana.

E deu-me um encontrão que quase me atirou ao chão. Agarrou-se-me logo de seguida, amparando-nos, os seios dela entesados, não sei se de ordem natural ou silicónica , ou ainda por acção de aperto do sutiã ., encostados, pressionantes , no meu braço livre do copo.

-Ainda se fosse para me enfiar no cu. Sempre era  merda com merda .

Perdida de bêbada . E eu a caminho. A perder o pé ás bebidas já ingeridas. A achá-la bonita. A pensar papá-la em um qualquer recanto. Por mim seria ali mesmo, ensaiando uma dança de introdução fácil, na penumbra das luzes.

A minha mão a percorrer-lhe as pernas, uma e outra, arredando-as do caminho da  cona que me atraí  , oculta, ainda, mas presente na minha libido exaltada pelos vapores da bebida.

Eu, um homem de bem. Formado na academia, director de empresa. Divorciado repetente, à procura de satisfazer o impossível .

Ela, menina de bem e boas famílias. Era o que ela dizia. Putéfia!...  Em busca de emoções inacessíveis no meio desviante em que se inseria o seu casamento.

As cuecas rendadas a transvazar um liquido pegajoso. Húmus vaginal.  Esta gaja tem estado a ter orgasmos sucessivos enquanto fala comigo e se encosta no meu corpo, penso .

Sugar aquele sumo antes que seque. A ideia a fixar-se. A atormentar-me.

Levanto-me e pego na mão dela, com uma vénia real.

-Vamos?

E ela, lânguida pelos espasmos, a deixar-se conduzir. A agarrar-se ao meu braço, os seios duros de encontro ao meu braço. A libido. A minha e a dela em consonância de desejos.

Entrámos no carro, a custo e pouco depois, já no meu apartamento. A cama. O corpo dela em posição atrevida a apelar à minha criatividade. A roupa tirada com sofreguidão e atirada pelo ar  em apoteótica exaltação, os meus lábios beijando o clítoris , os lábios róseos da cona fervente e húmida, excessivamente húmida. As mãos dela agarradas aos meus cabelos, guiando os movimentos, contorcendo-se no fogo em que ardia toda ela. O cheiro do cio a abater-se nas minhas narinas ofegantes, o cu dela, abrindo e fechando em contracções cadenciadas. Oes seios eram mesmos rijos, tamanho médio, apetitosos.

O meu caralho a entrar na cona apetecida, as contracções de orgasmos múltiplos, a sugar-me. Muito dilatada Os meus dedos no cu dela a prepará-lo, a excitá-la até à rendição total.

O cu bem mais apertado, pleno de prazer e volúpia . Os dedos na cona dela, ardente ainda, a percorre-la em afagos calculados. A ejaculação anal, num clímax total, num supremo prazer de a ter tido como troféu da noite e ela a mim, lambendo-me a pila ainda hirta, as minhas mãos nos cabelos negros dela a guiar, agora eu, os seus movimentos oscilatórios. Já vencido, eu, e ela ainda sugando o esperma de mistura com a  sua própria merda .

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