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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

16
Dez17

SAÚDO O NATAL DE TODA GENTE

NEOABJECCIONISMO

a Terra.jpg

 foto pública tirada da net

*

SAÚDO O NATAL DE TODA GENTE
***
quero saudar toda a humanidade
Muçulmanos Cristãos Hindus e Judeus
Budistas Taoistas Confucionistas
saúdo todos os ramos da cristandade
saúdo os Agnósticos e os Ateus
saúdo de entre os humanos os Humanistas
*
todos os anos quando era natal
no dia 25 de dezembro
lembro a magia das prendas
os castigos por fazer mal
ou não ser obediente como o outro
e o frio que entrava pelas fendas
*
todos os anos porque era natal
havia doces com fartura
arroz doce filhós fatias paridas
e um mata bicho matinal
ao almoço o peru pagava a factura
a aceia da noite limpava feridas
*
natal para mim é magia é ilusão
o momento Zen da infância
a festa dos natais de toda a gente
um dia para se pedir perdão
de não pensar hipocrisia nem ganância
sentir a vida como todo mundo sente
*
quero saudar toda a humanidade
Muçulmanos Cristãos Hindus e Judeus
Budistas Taoistas Confucionistas
saúdo todos os ramos da cristandade
saúdo os Agnósticos e os Ateus
saúdo de entre os humanos os Humanistas
jrg

19
Dez16

MEMÓRIAS DO TEMPO DAS FESTAS DE NATAL NA VILA ONDE CRESCI...A COSTA DE CAPARICA!

NEOABJECCIONISMO

MEMÓRIAS DO TEMPO DAS FESTAS DE NATAL
NA VILA ONDE CRESCI...A COSTA DA CAPARICA
***
Na vila da Costa da Caparica onde eu cresci, todos os anos pelo natal toda a gente estreava uma roupa nova...todos menos os filhos da Aldigundes porque eram duma pobreza extrema...havia arroz doce na mesa, filhós e rabanadas caseiras...e um brinquedo, nem que fosse de de madeira grosseira ou de lata com pintura esborratada...
*
Matava-se o Perú que todo ano se alimentara de minhocas e grãos no juncal...às vezes de restos de hortaliças...porque era o dia de comer carne em terra de peixe farto...
*
Lembro aquele natal em que, como habitualmente, não esperava ter os presentes dos meus sonhos de menino...noite dentro ouvi as vozes da mãe e do pai num sussurro de mistério...a noite era fria mas a curiosidade aquecia-me o corpo e a alma impacientes...
*
Foi no ano em que descobri que não havia pai natal...que afinal era o meu pai quem preenchia o sapatinho à meia noite com a prenda que podia comprar...acordei o meu irmão após o silêncio que indiciava que os pais se foram deitar e fomos junto à
árvore de natal onde tínhamos colocado as botas de cardas... vimos que as botas tinham presentes...e quando nos preparávamos para os desembrulhar, ouvimos a voz do pai a mandar-nos deitar...
*
A noite passou tão lentamente que doía de tanto imaginar o que estaria dentro daqueles embrulhos compridos que não se pareciam com nada...sonhos e pesadelos alimentaram o pensamento adormecido...voltas e mais voltas na cama de folhelho .*
Enfim era manhã...já o sol entrava pela janela e ouviam-se vozes vindas da cozinha...corremos para a árvore...cada qual à sua bota...rasgámos o embrulho...e... a nossos olhos deslumbrados, um revólver que parecia de verdade, grande, de cano
comprido, com o tambor cheio de balas e que rodava...um gatilho que ao disparar fazia um estalido seco...tal qual como os dos filmes americanos que, à socapa, já começáramos a ver...com coldres e tudo...o cinturão...não...não era sonho...
*
Só muito mais tarde é que aprendi o verdadeiro significado do natal e de como havia muitos mais filhos de Aldigundes que não estreavam roupa nem recebiam presentes...

Mas pronto...é uma tradição festiva...trocam-se presentes e comem-se iguarias...juntam-se famílias...algumas desavindas aceitam as tréguas e no calor do álcool até trocam abraços e sorrisos...por um dia descobrem a paz e o amor que trazem
escondidos o ano todo...
*
Amanhã é já outro dia e uma semana depois um ano novo...renova-se a esperança...acicata-se o ódio...a indiferença...mas há sempre alguém que se passa
para o lado do amor...um dia seremos humanidade a sério...acérrimos defensores da nossa dignidade humana e da dos doutros...para que ninguém fique do lado de fora da
festa...de todas as festas...um dia em que não haja guerra nem terror sobre os inocentes...
*
Boas festas para todos e activem a consciência...por um novo Humanismo!...
jrg
PS:
Obrigado meus pais Natal por me incentivarem a sonhar!...jrg

A Gisela.jpg

O João Paulo.jpg

 

09
Dez12

OS DEZ MANDAMENTOS QUE CONDENAM O XIX GOVERNO CONSTITUCIONAL DA REPÚBLICA PORTUGUESA !!!

NEOABJECCIONISMO
quadro de Rembrandt
»»»//«««
OS DEZ MANDAMENTOS QUE CONDENAM
O XIX GOVERNO CONSTITUCIONAL
DA REPÚBLICA PORTUGUESA !!!
I
não roubarás
mas passos e gaspar roubaram
primeiro os reformados
que indefesos já não distinguem deus de barrabás
depois os outros que acreditaram
que era já farta a fome dos poderes esfaimados
II
não matarás
mas os macedos sanguinários
sinistros de pica e bastão
condenaram à morte lenta sem pira nem gaz
sob aplausos correligionários
os demais sobreviventes da inclitica nação
III
não cobiçarás
nem a mulher nem a coisa alheia
mas as portas corriqueiras
abrem a frente aos negócios com a mão atrás
e abrem a traseira coisa feia
com as luvas sempre cheias e certeiras
IV
Não mentirás
nem sobre os ídolos da constituição
que reconhece o povo soberano
por falsa castidade  ou desgoverno  não te rirás
enquanto vendes alma e coração
que é dos bens terrenos o mais humano
V
não governarás
adorando os ídolos ímpios estrangeiros
reduzindo à miséria o teu povo
ao demónio a tua alma e a riqueza entregarás
como resgate dos dinheiros
que perdeste no vício do viciado jogo
VI
não honrarás
a memória dos teus egrégios e santos avós
destruindo tudo o que deixaram
a dignidade de livre não precisa d'alvarás
ou da caridadezinha dum motar a sós
condeno-vos a devolverem o que já roubaram
VII
não odiarás
sobre todas as coisas o reformado e o trabalhador
nem mulher que anseia pão para seu filho
contra o senhor dos exércitos não mais te revoltarás
farei que pagues por toda justiça sem amor
condeno-vos ao exílio para que aprendeis o novo trilho
VIII
não ignorarás
a vontade e o saber no povo acumulado
nem o Sábado e o Domingo
porque são os dias da marcha contra o teu ídolo Satanás
a quem seguis de veras obstinado
condeno-vos à fuga permanente e sem abrigo
IX
Não sobreviverás
ao adultério das leis comuns e das constitucionais
à falsa castidade nem aos ardis
por onde rastejais... de onde vindes? de Alcoentre ou Alcatraz?
mando que acordem os lusos que apagais
que em cada coração se eleve a chama dos amores que fiz

X
Não Passarás
incólume pelo silêncio protestativo da multidão
em cada lamento nasce a coragem
perante a qual ao seres derrubado te calarás
de nada te valendo a oração
porque deus não perdoa à vilanagem

autor: jrg
22
Dez11

NATAL POR LOTES DE POVO...

NEOABJECCIONISMO
 
 imagem pública tirada da net
**
NATAL POR LOTES DE POVO...

**

quanto de natal ainda nos resta
neste glaciar de gente que nos afunda
num mar de fogo das palavras que resistem
quanta mentira mora nesta festa
recheio d'hipocrisia que nos circunda
dentro dum mundo de ladrões que coexistem

um cometa guiou-me até à tela
vejo gaspar o mago mimando a cena
do lider laico que expulsa vermes excedentes
onde a negro o fundo me revela
esta miserável gente que nos governa
rumo ao abismo do não sermos conscientes

tolhidos na surpresa os idosos
aura do poente fora de prazo insólito
vêem saqueado sem apelo seu parco espólio
enquanto lhes pregam ruidosos
sermões de equidade ao roubo público
em nome de um estado do direito perdulário

eles bem esgrimem argumentos
masturbações frustradas da oratória
aplaudidas de pé por medíocres salafrários
bênçãos de sábios e unguentos
criminosos assumidos nesta história
que partilham entre si honras e honorários

o mar cresce na revolta a dor
as aves procuram poiso espavoridas
as crianças de rua suspendem o andamento
se faz sentido que falte amor
quando celebram austeras medidas
em lotes de povo avesso a todo pensamento

sou reformado ou pensionista
acreditei de boa fé na avara fidúcia
que amealhou investiu e programou o crédito
onde já rejubila o prestamista
fora da lei na pilhagem com argúcia
uma matilha de agiotas a subverter o mérito

não há futuro para um tal país
que repudia seus velhos e os maltrata
que os reduz a lixo sem préstimo irreciclável
não pode o povo loteado na raíz
ser orgulhoso de alma justa na sucata
refém passivo desta súcia de si tão execrável

autor: jrg
18
Dez11

MENSAGEM DE NATAL...

NEOABJECCIONISMO

foto: Photobucket

*

MENSAGEM DE NATAL !...

*

natal era

a refeição de carne

os doces os presentes

a magia

de haver um deus igual a mim

*

natal era

rapar os tachos de iguarias

estrear roupa e

bota nova o banho

colher sorrisos de fraternidade

*

natal era

sonhar em cada sobressalto

da madrugada

espreitar o sapatinho à chaminé

a ver se o sonho me acordava

*

natal era 

a matança galinácea

a família a tribo à braseira

as conversas solidárias

à luz dos candeeiros a petróleo

*

natal era

já então a hipocrisia do amor

o beijo comprometido

os brindes a troca dos interesses

dum povo orgulhoso de si só

***

natal passou a ser

um dia virginal de vasto amor

dois dias de descanso

o negócio dos afectos com deus a morrer

vitima do conhecimento

*

o natal passou a ser

a tradição saudosa dos avós

o alimentar de ilusões

nas crianças bajuladas de atenção

famintas de afectos

*

o natal passou a ser

as férias a festa orgásmica fugaz

o ser natal pelas crianças

a exibição de mais ter que parecer

a sentir os outros por rivais

*

o natal passou a ser

o dia de partilhar a solidão

de olhar o outro sem ver nele o estranho

mas atento ao ser demais

de perder na festa o valimento

*

natal passou a ser

dia de boa disposição obrigatória

oferecem flores livros aromas

sobem os juros e mais valias agiotas

dum povo global de euforia

***

natal hoje é

o volte face com deus fora de cena

se não fossem as crianças

intoxicadas pelo fluxo da propaganda

a mesa menos farta de alegria

*

natal hoje é

na ostentação o brilho da tristeza

o medo a perda da ilusão

a exaltar o ânimo do homem como meio

vencido pela técnica e a usura

*

natal hoje é

um compasso de espera na esperança

a dar um tempo à revolta

de toda a fera quando aprisionada

que até a natureza espanta

*

natal hoje é

dia mítico de memória recente

que já não vale a pena de todo engalanar

carente de humanidade

dia festivo dos abutres da rapina

*

natal hoje é

uma festa sem emoção nem tréguas marginal

à beira de total incumprimento

onde o beijo o abraço o sorriso

são manjar de esperança do novo renascimento


*

felizes os pobres de "amor" infectados

será deles o reino do novo humanismo


autor: jrg

22
Dez10

N A T A L ...???!!!

NEOABJECCIONISMO

foto tirada da net

 

{#emotions_dlg.bouquete}

***

não me preocupa tanto

que crianças não satisfaçam fantasias

na data induzida por encanto

pelos média e poderes sem demasias 

 

o que me preocupa e agonia

é que o sonho a fantasia desapareçam

do pensamento sendo mais valia

e crianças de fome e medo desfaleçam

 

não atormenta a minha dor

a data festiva de Natal convencionada

a orgia das dádivas do amor

sobre a hipocrisia de ser tudo ou nada

 

o que me desespera e inquieta

é ante a injustiça sentir a impotência

que leva o sonho da alma do poeta

e que adormece a humana consciência

 

não me fere nem incomoda

que me desejem felicidade pelo Natal

me perdoem a violência toda

que meu erro de julgar seja mortal

 

o que a alma me desassossega

é sentir que ordenaram nossas vidas

em nome do conceito que sonega

a liberdade de viver em plenas dúvidas

 

quero para todo o mundo farra imensa

comam bebam encham a pança

partilhem presentes esqueçam a sentença

que paira impunemente sobre a esperança

 

quero dizer que amor não tem data marcada

nem é único na humana virtude

todo o animal ama por instinto à descarada

só o homem degenera na atitude

 

não há credo nem religião ou seita que subsista

quando os códigos secretos se decifram

pela sabedoria do conhecimento inda que insista

a metáfora dos poderes que nos esmifram

 

quero saudar ateus cristãos judeus e islamitas

e todos os ramos da espiritualidade

dos mais humildes seres aos arrogantes e eremitas

não há amor maior que o da saudade 

 

autor jrg

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