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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

05
Abr12

SOMOS O HOMEM !

NEOABJECCIONISMO
foto pública tirada da net
*
SOMOS O HOMEM
*
a terra é um planeta gigante
onde  mais que sete biliões
de crianças humanas brincam
ao traficante
sem saberem as regras do jogo 
uns por verem brincar outros com cifrões
outros a brincar a nada 
que tropeçam volta e meia no absurdo
da aresta dum farsante
que domina as regras em segredo 
*
crianças que giram girando
fazem roda à volta de complexas rotações
umas ingénuas imberbes aéreas
outras crescidas gritando
às que por não terem armas nem brasões
saem do jogo e vão de férias
indiferentes ao poder que estão gastando
*
a terra é uma bola em suspensão
nos abismos do éter vaporosos
tanto de tão profundos
tudo o que se sabe é de pouco valimento
eu que nasci e morro criança 
aprendendo
sem ter aprendido de onde e porque vim
preso na força que me a rodeia
desacreditado das razões humanas 
fraudulentas
*
fomos semeados é o que somos
sementes embutidas nas correntes marítimas
ou pequenas partículas de átomos
que segregaram poeiras germes e gazes
agrupados em constelações Zodiacais
depois em tribos
territórios nações impérios
divididos em sementes gradas e miúdas
famílias inteiras
até que divididas na repartição do ouro
*
nos tornámos num embuste animal
face à imensidão deste pequeno núcleo terráqueo
tomados pelo desvario da ambição
subvertemos valores
alteramos a ordem natural das coisas
porque somos os mais
na inteligência no consciente e na razão
não há ser nem acontecer
dominamos o saber e o conhecimento
somos o homem
*
ah ah ah que carinhosa loucura
somos um pouco de nada
amparados uns nos outros sem memória
à procura da nossa dimensão
a cada contratempo culpamos um deus
ou um diabo que inventamos
somos feitos de mentiras e enredos
*
batemos no vizinho por pura instigação
seguimos os de maior seguimento
que ninguém pense que somos uma aberração
temos medos...pois claro
porque nos sentimos avaros e tão sós
na partilha dos sentimentos
porque deixamos a árdua tarefa de pensar
a quem melhor usa os pensamentos
para nos amarrar a preconceitos de humildes serviçais
não basta parecer o homem é preciso ser o Homem
por um novo humanismo
autor: jrg
10
Dez11

GRITO PARA MEMÓRIA FUTURA!...

NEOABJECCIONISMO
O Grito (Edvard  Munch)
GRITO PARA MEMÓRIA FUTURA!...
hoje
dia dez do mês de Dezembro
do ano judaico cristão
de dois mil e onze
o meu grito de indignação e revolta
de impotência
sem direito de defesa
ecoa para que se fixe na memória
futura dos tempos
**
hoje
porque é o dia dez de todos os meses
o governo deste país
onde faz anos que nasci
consumou em mim e mais uns quantos
a sua sanha vampiresca
de submeter ao medo a liberdade
cortando o rendimento
aos que na escravidão o suportam
**
hoje
décimo dia do mês hipócrita de Natal
o meu grito delirante
denuncia esta associação criminosa
que me nos saqueia impunemente
e se ri no momento da sórdida partilha
dos despojos dum povo
hipotecando o seu valor por cobardia
de pensar um mundo novo
**
autor: jrg
05
Nov11

A CAVERNA DA SOLIDÃO...

NEOABJECCIONISMO
imagem pública tirada da net
**
A CAVERNA DA SOLIDÃO
**
um homem caminha sozinho
sem rasto deixou a tribo
onde nada mais o alimenta
metido num remoinho
leva água dor e pão de trigo
já que a morte não atenta

cansou de viver amansado
na ordem que esconde a vida
salvou-se num agueiro
um dia pelo gás foi atentado
nem a guerra atrevida
quis da morte um ser inteiro

roubaram já no fim a dignidade
que todo o homem tem
lutou com os meios mais ousados
sucumbio à desumanidade
de quem abjurou a própria mãe
fez das trevas seus pecados

procura na montanha antiga
do tempo da infância
a gruta ou caverna disfarçada
a ver o mar e a restinga
perfumado o ar de tal fragrância
a serenar a alma libertada

podia ter-se pelo fogo imolado
ou que a fome o mendigasse
podia ter semeado o pânico na cidade
seria preso talvez julgado
nada que a solidão atormentasse
o ser livre em plena liberdade

lá está intacto ainda o seu reduto
no horizonte o mar inteiro
fixa-o até que doa o alagamento
e pensa meditando o atributo
que é ser na solidão como um rafeiro
indiferente ao chamamento

a caverna é ampla está imunda
pejada de dejectos absurdos da civilização
por testemunho ali deixados
do homem que agora livre nela se afunda
entregue a alma à meditação
sobre despojos de sonhos inflamados

em volta há restos de lavoura
figueiras vides dispersas abandonadas
cantam as aves hinos de alegria
um riacho escorre pela terra duradoura
não há tempo nem horas prolongadas
viver agora é pura fantasia

não fazia sentido ser vitima da desordem
coberto pelo medo ao adormecer
manso ou soberbo no limiar dos sonhos abstractos
prisioneiro de conceitos que absorvem
a humanidade fria e sangrenta a se anoitecer
na revolta submissa de segredos intactos

junta gravetos acende o fogo à moda antiga
dois paus entrelaçados na memória
porque faz frio a noite desce do tempo em harmonia
já se não vê no mar a coroa da restinga
um homem só não faz girar a vida nem a história
mas pode escolher morrer sem agonia

ah fiquem com o ouro todo as propriedades
teias que teceram tão manhosas
os escravos romperam subtis lianas e grilhetas
livres das correntes saquearam cidades   
os detentores das verdades hipócritas ardilosas
jazem nas bermas de praias lamacentas

o homem voltou à pacatez da caverna
um brilho nos olhos da loucura
em fundo o mar azul aquém do horizonte
enroscado na sombra de árvore eterna
aspira com sofreguidão o cheiro da brisa pura
e deixa correr o pensamento a monte

autor: jrg
22
Out11

SALVADORES DA PÁTRIA...

NEOABJECCIONISMO

imagem pública tirada da net

*

SALVADORES DA PÁTRIA

*
«««//»»»

*
é um vómito 

de escárnio
obsceno
o daqueles senhores
tão delicados
de palavras frias
insolentes

é duro dramático
mas que podemos fazer
que importa
se somos nós amigos nossos 
ou contrários
temos de roubar a todos
vós
por mais que sejam indignados

é um vómito
tão degradante
de delinquentes
aquelas figuras arregimentadas
olhares de aço
sorrisos tétricos
ameaçadores

são ingénuos figurantes
baralham dados
viciam jogo ateiam fogos
a nós que já vimos outros iguais
caçados como ratos
nas próprias armadilhas que tecem
acobardados

é um vómito
asco nojo repugnância
de mentes odiosas
cujas palavras
olhares
lábios conspurcam
a humana virtude

transmitem por omissão
a mensagem do larápio
ou se deixam roubar
ou morrem
não há como vos pagar o pão
podem gritar
porque somos nós os herdeiros da nação

é um vómito
de sábios ajavardados
acintosos
melhor será que partam
poupando-nos
os actos de violência
o cheiro pestífero 
do vosso sangue purulento 

não há homens
nem povos de natureza mansa
a ordem natural da vida é a ferocidade
apenas o medo
a cobardia da mentira
num falso equilíbrio instável
de silêncios suspensos

é um vómito
sobre a esperança
uma tortura permanente
na crista da arrogância 
já Kadhafi morreu
vitima da mesma ousadia
ante os povos em fúria

vêm de norte do sul
da raia do interior e litoral
enchem as ruas
de silêncio nos gritos de coragem
as crianças empunham sorrisos
as mães olhares
sobre um país de homens enfeudados

autor:jrg

 

25
Set11

A PÁTRIA DO HOMEM É A ALMA HUMANA !...

NEOABJECCIONISMO

 

 

 

 

 


 

 foto pública tirada da net

 

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A PÁTRIA DO HOMEM É A ALMA HUMANA!...

***

Não faz mais sentido

Estudar trabalhar viver sem brincadeira

Levar a sério a adulta consciência

Se o conceito de honra é sempre pervertido

Na partilha do saque pela bandalheira

Que governa a mais-valia em sua conveniência

*

Não faz mais sentido

Cansar adoecer se endividar morrer sem diversão

Atribuindo idade ao crescimento

Sendo maior ser responsável pelo que de outros é devido

Por motivos óbvios cativo dos desígnios da nação

E ver diminuído seu orçamento

*

Não faz mais sentido

Casar ter filhos construir os alicerces da família

E serem todos escravos dos maiorais

Servindo de cobaia passível de ser arguido

Se fizer valer direitos na quezília

Usurpados sem pudor por deveres imorais

*

 Não faz mais sentido

Viver tolhido pela incerteza que transmite o medo

Se a lei permite a legítima defesa

Não se pode condenar um homem perseguido

Nem retê-lo nas teias dum enredo

Se apenas fez bom uso de elementar esperteza

*

Não faz mais sentido

Permitir que nos confisquem os bens e os salários

Em nome de interesses obscuros

Que apenas beneficiam a usura e os salafrários

Cercados de mordomias e monturos

Sem que seja ouvido em uníssono da revolta o rugido

*

Não faz mais sentido

Ouvir e aceitar na dúvida a mentira piedosa

Desta gente que o poder tomou

Sem que se ouça um sussurro um grito um balido

Que afronte a prepotência ruinosa

E devolva a esperança no sorriso que murchou

*

 Não faz mais sentido

Continuar em silêncio angustiado nesta espera

Aos poucos ir destapando a caraça

Da evidência dum sistema de há muito já falido

Que nos oculta as portas da cratera

Onde o abismo sem fundo nos espreita por desgraça

*

Não faz mais sentido

Deixar morrer por incúria de abandono a esperança

Quando ainda resta espaço na memória

O tempo é do conhecimento hoje a ignorante promovido

Escuto o riso inocente duma criança

Que se acendam em todo o esplendor as luzes da história

*

Não faz mais sentido

O suicídio de calar por medo ou indiferença

A revolta de indignação contra a mente insana

É da lei que caçar um homem sem motivo é proibido

A força da vontade em movimento é a sentença

Sendo a pátria do homem a alma humana

*

Autor: jrg

22
Set11

QUE OUTRO PAÍS É ESTE ?...

NEOABJECCIONISMO
foto pública tirada da net
*
QUE OUTRO PAÍS É ESTE?...

«««//»»»

que outro país é este
que ouço tão perto a gritar
se há sondagens que dizem
que há quem confie nesta peste
de governo a governar
mentindo em tudo o que dizem?

olho o silêncio das ruas
leio apelos pungentes desesperados
jovens curvados sem alegria
discursos sem chama palavras nuas
velhos mendigos envergonhados
sem prosa sem amor nem poesia

que outro país é este
que naufraga sem tábua de salvação
se há sondagens que afiançam
que uma maioria celeste
verdade ou pérfida manipulação
aprova que nos empobreçam

procuro entre a bruma entender
dói-me a memória na luz da consciência
estava tudo tão fácil nem pensar havia
o crédito não parava de crescer
esconjuramos o medo sem prever a insolvência
dum sistema condenado à revelia

que outro país é este
sem deus sem pátria nem emoção
se há sondagens que o definem
como uma maioria agreste
que vê neste governo a salvação
para os males que a outros afligem

apetece-me um vómito
até que a bílis amarelada seque a excreção
a entender Pavese Pessoa
e tantos notáveis ou anónimos de fim insólito
enojados desta perversa encenação
que na milenar memória ainda ressoa

que outro país é este
que se deixou por mentes frias penetrar
se há sondagens que o mostram confiante
afogado nas medidas que reveste
a insensível condição de governar
para um abismo do absurdo mais adiante

autor: jrg

20
Set11

RES (PUBLICA) DO BANANAL...

NEOABJECCIONISMO
foto:portugalfotografiaaerea.blogspot.com

RES (PUBLICA) DO BANANAL

«««//»»»

quando Zarco  Perestrelo e Vaz Teixeira
acharam na sua rota náutica
sobressaindo do mar altivo justo penedo
as ilhas desérticas da Madeira
ali vaticinaram no futuro a boa prática
tecendo em densa teia o enredo
que viria a dar  autónoma bandalheira
**
a origem já então omissa... dos povoadores
envolta em bruma não se conhece
nem porque trocaram a lavoura por turismo
havia escravos prisioneiros e tutores
a navegar à bolina na mercê que amanhece
amálgama promiscua do iluminismo
de onde surgiram os maiorais e os doutores
**
à ilha então chamada de pérola preciosa
aportaram vorazes oportunistas
numa mixórdia de interesses incontinentes
não chegava parecer maravilhosa
na exuberância dos recortes paisagistas
podiam ser d'insularidade utentes
criando um feudo autónomo de forma graciosa
**
não se conhece perdoem se os houve ou há
figuras de vulto da Lusitana cultura
nadas e criadas na surreal e vã autonomia
Herberto viveu fora dos genes era Judá
a ilha é tão brilhante que ofusca a partitura
nem no jardim floresce a flor da poesia
rola a bola o insulto jogados à mesa do Xá
**
mas tem uma livraria a fundação esperança
tida como das maiores do mundo
habilmente gerida de modo a lucro repartir
não por quem nela trabalha e afiança
serve os interesses laico-religiosos do feudo
poupa impostos vê os ganhos a subir
ali humilham os cultos até dói a uma criança
**
livros presos por alfinetes em cordas d'estendal
nos espaços palacianos displicentes
cruzam-se linhas nas salas e escadas nichos 
capas amarrotadas Pessoa Sthendal
a mesma megalomania dos luxos nascentes
Camões a um canto roído de bichos
Torga Cesário Eça Antero o Hino Nacional
**
de pérola natural resta-lhe a zona franca baluarte
do turismo finança e indústria de betão
é demasiado luxo para um país pobre endividado
a beleza desvirtuada nem mima a arte
nem há humanidade de gente com bom coração
mulheres tristes suspiram por namorado
seja do continente ou de uma qualquer outra parte
**
a ilha foi achada não custou vida a ninguém
teve custos foi pelo povo prendada
em suor privação usos costumes pitorescos
tanto mar mal se avista quem a tem
perdem-se os anos por um Jardim arrendada
gastos dívidas lucros principescos
mixórdia de sentimentos que a alta finança tem
**
caiu o pano a Jardim se pano ainda havia
é Zé do Telhado o mito continental
sacou aos ricos patronos até que empobrecidos
pediram contas à enclítica parceria
são bananas pá terá dito a Sócrates sobre a despesa brutal
agora paguem a factura e os juros já vencidos
que vou dançar o bailinho para outra freguesia
**
não colhe o preconceito de unidade nacional
nem um povo nem o outro o reconhecem
e ao mundo global só interessa a dinheirama
privatize-se a terra e o título RES-PUBLICA DO BANANAL
são gente que à sombra d'alguém crescem
enfeudados ao Jardim que lhes mitiga a derrama
que sonega com astúcia ao erário nacional
**
EPÍLOGO
*
na fábula só a ilha é verdadeira
tudo o resto é fantasia
de uma mente cansada e insana
que vê dotes de rameira
nas brumas de oculta maresia
onde a maldade humana
se branqueia na luxúria prazenteira
*
autor: jrg
18
Set11

C O B A I A S !...

NEOABJECCIONISMO
C O B A I A S !...

ESTE GOVERNO que hoje governa Portugal, pára...mas não anda...escuta...mas não ouve...olha...mas não vê...

USA A ESTRATÉGIA de amealhar em seu proveito, indiferente e insensível, à flacidez do tecido humano que procurava emergir da ancestral pobreza em que sucessivamente o têm mergulhado...para se precaver dos colossais desvios que sabe serem inevitáveis...porque a máquina do estado é complexa...os interesses de grupo e particulares se revestem duma carapaça quase inviolável...a corrupção é endémica...pandémica...e espalha-se como grãos de areia tocados da mais leve brisa

USA A TÁCTICA do cientista alucinado, eles são todos sábios...cientistas...manipulando as cobaias com propósitos,tantas vezes obscuros...manipulam as palavras com "o que eu disse...queria dizer...não é o que "abusivamente" é interpretado...o que nós dissemos é que ia haver uma mudança...de estilo..."

COMO COBAIAS, nós, os que não podemos decidir levianamente sobre a forma como queremos morrer, assistimos à nossa própria experimentação dos limites...de até quando e quanto mais, as medidas de contenção e austeridade, nos permitem respirar nesta atmosfera viciada em que nos enjaulam...

TECE A TEIA em que nos pretende envolver, usando a demagógica aferição do atestado de pobreza...quando muitos milhares de nós não sabem ler, já não ouvem...por cansaço...nem vêm..por cisma...envelhecidos, mal andam e ninguém mostra querer saber... sitiados, é o que estamos muitos de nós, vagabundos do tempo, humilhados ante o despotismo que nos fere de indignação, com este modelo de governo...

AS TAXAS de comparticipação do estado sobre os medicamentos, estão em revolução contínua e dinâmica, dizia há dias o director do INFARMED, como se fora a coisa mais natural do mundo...é uma revolução "dinâmica", logo, forçosamente célere, imprevisível e que nos apanha ao voltar da esquina, de surpresa, pela calada do sistema informático...

UM EXEMPLO REVOLTANTE: no dia 15/09/2011, fui aviar uma receita de 2 embalagens de losartam 100+12,5, genérico, do laboratório Alter.., para uma mulher de 67 anos, com o rendimento/pensão de 246 euros mês...no governo anterior era grátis...agora custou-lhe 2,84 euros...mas a farmácia só tinha uma embalagem disponível...voltei no dia 16, dia seguinte, para levantar a outra caixa...nesse espaço de 24
horas tudo se tinha alterado...a dinâmica autista penetrou no sistema e o mesmo medicamento, a mesma receita, a mesma pessoa de 246 euros de reforma, teve de pagar 7,05 euros...em 24 horas ...!!!???!!!

A FOME, o medo, a indignação, a idade, provocam alterações no sistema nervoso do indivíduo...eles, governo e lobbies que o suportam, sabem a monstruosidade do que estão a fazer...como em outras situações na memória do tempo, há um silêncio estranho, uma paz de cemitério..mas já se ouve o cão a uivar...o gato assanha-se de olhos atentos e ouvidos à escuta...as galinhas inquietam-se na capoeira...o sistema cheira a
bosta putrefacta..."já se ouvem os rumores..." "já se ouvem os tambores.. " "já se ouvem os rumores..."

autor: jrg
16
Set11

UM VAGABUNDO PODE SER..UM LOUCO!...

NEOABJECCIONISMO

foto pública tirada da net
«««//»»»
UM VAGABUNDO PODE SER...
UM LOUCO!...

***

não é forçoso para o vagabundo
não ter eira nem beira
nem ser da alma humana um pária
se na sua mente gira outro mundo
se ao estender da esteira
dorme ao relento da Lua solidária

pode ser ministro ou executivo
a vaguear de corrente em corrente da ideia
a dormir sentado à secretária
sendo um vagabundo luxuriante lascivo
que arrebanha migalhas da teia
tecida e urdida por mente insana contrária

lá vai a falar sozinho na mímica dos dedos
abrem-lhe a porta de entrada
curvam-se risonhos lacaios à sua passagem
pessoas ciosas de seus medos
atraídos pelo brilho obscuro da cara lavada
ou tementes da sua rapinagem

ser vagabundo é ser em cada momento
um equilibrista sobre o abismo
entre os que se fascinam do absurdo
que é fantasiar o sentimento
e os que se indignam da toada do laxismo
na tentativa d'ouvir um mudo surdo

pode ser até alguém que se perdeu
que dorme sem abrigo sobre esteira de cartão
cansado de ser à lei humana obediente
vasculha nos dejectos a identidade que ardeu
sorri nos dentes podres à sua solidão
e sonha com um tempo e mundo d'outra gente

ou ser um outro que ande de mercedes
atafulhado no mito financeiro
a experimentar fétiches certezas idolátricas
remexendo o lixo se num vómito lhe pedes
que seja vagabundo a tempo inteiro
viajante sem rumo nas esferas galácticas

um vagabundo pode ser um louco
cansado de catar em desespero o conhecimento
ou mergulhado em certezas colossais
um aforrador de esperanças em bolso roto
ou um idiota sábio sem valimento
ambos sendo vagabundos só um nos lesa mais

autor: jrg
03
Set11

"OS V A M P I R O S !..."

NEOABJECCIONISMO

 

"V A M P I R O S!"


Para este governo que hoje governa Portugal, inevitavelmente, a obesidade do estado está concentrada na Educação...na Saúde  e na Solidariedade Social...

na Educação: porquê tanto despesismo para promover a ignorância? já o sabiamos...os povos querem-se obtusos...de preferência com os olhos vendados, para não terem a veleidade de sair dos trilhos agendados...não tarda, os edifícios serão substituídos por locais ermos, frondosos, tipo escola de Platão...com professores messiânicos e alunos de eleição que cultivem a sério a aprendizagem...

na Saúde: pois então...com um sistema que tem vindo a modernizar-se, técnica e cientificamente, onde os profissionais dão o seu melhor, em condições muitas vezes adversas, para manter a saúde dos Portugueses em níveis superiores de humanidade e que por via disso, permite uma maior longevidade e qualidade de vida às populações a ele recorrentes, é preciso cortar nos "excessos" de cuidados...a morte de uns tantos éa sobrevivência do sistema...há demasiados idosos com a morte adiada pelos serviços do SNS...

na Solidariedade Social:  reformas...complementos solidários para idosos...subsidios de inserção social...abonos de família..subsidios de desemprego...são "luxos" inadmissíveis na situação de crise em que o país se encontra..."correram com os herdeiros de Salazar? elegeram governos megalómanos?...não querem trabalhar? levaram as pobres empresas à falência a contar com o subsidio?...agora é tempo de "arrumar a casa"...fazendo uso do mandato que em "consciência" nos sufragaram...

É um cerco concertado em torno da liberdade de movimentos...da liberdade de expressão...da liberdade de apreender conhecimento...pergunto-me: de onde terão surgido estas mentes brilhantes..iluminadas...que em tantos anos que o país está mergulhado em défices orçamentais constantes..não tiveram uma palavra..um gesto solidário para com os que pensavam estar a seguir o caminho certo?...

Uma treta..é o que são...olhos nos olhos...são falsos messias como todos os messias que nos foram profetizados...são insensiveis e trazem no bojo da alma, ideias preconcebidas no luxo dos gabinetes, de como ordenar os insurrectos que se rebelaram contra a velha ordem...

mais do que em qualquer outra situação, faz hoje todo o sentido o poema de Zeca Afonso "Os Vampiros"...se alguém se engana com o seu ar sisudo/ e lhes franqueia as portas à chegada/ eles comem tudo...eles comem tudo/ eles comem tudo e não deixam nada..."

autor: jrg

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