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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

21
Jan12

INTENSIDADE...

NEOABJECCIONISMO
foto de carlos ribeiradn.wordpress.com
*
INTENSIDADE
*
em cada despertar
cada eu de mim meu banho
as mãos pelo corpo
o sexo amolecido a boiar
nariz húmido ranho
eu ainda um sonho ou morto
a me e te ressuscitar
*
abro o chuveiro 
sinto a água ficar tépida
voluptuosa
a percorrer-me quase inteiro
adormece-me rápida
inebriante o teu perfume rosa
meu sonho ordeiro
*
seco a alma nua
vestir uma roupa de quê
tom textura cor
vestir-me de ti ainda crua
boca olhos sexo ponto Gê
fecundo de amor
sol noite madrugada lua
*
raspar os pelos
a olhar-me do lado de fora
nos meus lábios 
isentos rodeados de espuma
os teus beijos selos
nas memórias de ti agora
os sorrisos  sábios
a volúpia do toque que se esfuma
*
que fica a pairar
bem dentro onde te aninhas
e onde me revejo
artista louco rema remar
entre palavras minhas
no silêncio paz do teu beijo
meu odor salivar
*
assim todos os dias
é tempo de chegar e de partir
na azáfama de viver
abjectos entre risos alegrias
recalque de sonhos a ruir
e a esperança teima em alvorecer
em cada banho fantasias
*
no espelho ainda eu
recortado espectro nele saliente
quem se importa
senão tu meu inviolável véu
coberta transparente
mundo colorido em minha rota
suspensão cósmica no céu
*
autor: jrg
25
Dez10

MOVIMENTOS ANAIS...

NEOABJECCIONISMO

MOVIMENTOS ANAIS

 {#emotions_dlg.sol}

minha ambição é toda a alma humana
por ela vou eterno confiante
levo a memória milenar das origens
sonho que do pensamento emana
levo o amor que me fez fiel amante
fantasia que me traz vertigens

*

há um sonho secreto para desvendar
que desde criança me acompanha
faz parte do meu ser mais original
um sonho talvez de olhar o mar
de sentir no vento a alma estranha
ardências do meu fogo visceral

*

ou este pesadelo da alta madrugada
que me acorda em suores frios
entalado entre a mentira a verdade
ante a lei de não ser ou nada
navegante sem rumo por entre rios
à beira de abismos da vontade

*

quem me prende o livre pensamento
a pausa a dúvida a sensaboria
a barbárie que destruiu testemunha
voltar atrás por um só momento
montar de novo tragédia e alegoria
colher do riso e da caramunha

*

sendo alma o instinto humanitário
plena de sensores biocósmicos
agindo no nosso corpo intermitente
em interligações e sem horário
secreto sistema de canais iónicos
que propagam na emoção a mente

*

respiro fundo num olhar alucinado
dentro do sonho outro sopesar
a Terra gira em torno de si mesma
arrasta Lua e Sol apaixonado
e em volta dele majestosa a girar
mantém expectativa do sistema

*

meio século rotação e translação
à roda do eixo belo feminino
a cada movimento avulta descoberta
do novo sentir amor o coração
o sonho revela segredos de menino
na minha alma inculta de poeta

*

conto os anos que passam a correr
nesta avidez de ganhar à morte
desdenho hiatos contemporizadores
filtro luz na esperança querer
procuro o rumo que devolva o norte
traço de união dos meus amores

 
jrg

30
Set10

TEMPESTADES...

NEOABJECCIONISMO

 

foto de Carla Sofia Ferreira

{#emotions_dlg.bouquete}

o Planeta gira à deriva

contrário à lei cósmica global

seis biliões de gente

que da morte não se priva

nem do medo visceral

que os arrasta na torrente

 

são deuses agnósticos

sementes de amor e ódio

todos iguais todos diferentes

sejam tratantes ou médicos

sábios fora do pódio

cientistas prepotentes

 

acontece tudo ou nada

tão de repente

visto da praia suada

dentro da gente

 

o mar ainda sereno

o sol memória

a meio da trajectória

o vento ameno

 

a maré enche os esporões

já não há abrigos

nem cardos nem chorões

sobre os médos antigos

 

lentamente a brisa

vira a sudoeste

engrossa a água frisa

torna-se agreste

 

traz o cheiro da maresia

nuvens carregadas

escuras encurtam o dia

vagas encapeladas

 

cresce o mar impetuoso

nas ondas irrequietas

sem tréguas do tempo ventoso

alegres assustam profetas

 

uma rajada de vento forte

o areal estremece

altera os médos a sul a norte

uivam os cães se anoitece

 

formam-se cristais

em volta de estranhos objectos

solta a sinfonia de sons abissais

raios trovões despertos

 

abana o corpo frágil

na ousadia se fosse mulher

o rugido no vento táctil

a fazer sentir o seu poder

 

ribombam ondas imponentes

que rebentam com fragor

voam gaivotas imprudentes

renasce a emoção do amor

 

não sou um intruso

ensopado  na chuva

de todos os continentes

estou alegre e confuso

sou o homem à beira da curva

colhendo as sementes

 

não sou um intruso

antes um elemento nefasto

que a tempestade acolheu

rosca sem parafuso

rês tresmalhada sem pasto

sem medo da noite de breu

 

autor: jrg

 

 

08
Dez09

NEGRITUDE...

NEOABJECCIONISMO

 

 

foto tirada da net

 

 

 

sou preto e brilho na noite escura

trago nos genes origens de humanidade

a cor da pele que amedrontou a alma impura

não é mais que diferença entre noite e claridade

 

na negritude em que me rutilo a suave  frescura

do mar e das estrelas do fogo da tempestade

sou das civilizações o tempo e a alvura

não poluente terror calamidade

 

um rasgo do tempo áureo fecundo

que eclodiu na terra  em era cósmica

antes de mim era no mar o fim do mundo

e todos se entendiam de uma forma harmónica

 

sou preto e fui escravo da pior barbárie forçado

sou finitude que o homem louco descorou

mulher violentada o mito alucinado

raiz e fruto que ninguém amou

 

sou preto negro a negritude

também eu tenho da existência medo

olhos escuros menina juventude

ritmo da vida que me fez o seu segredo 

 

autor: JRG

 

 

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