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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

31
Jul18

E SE FOSSEMOS CAPAZES DE SALVAR A TERRA?!...

NEOABJECCIONISMO

 

37134313_10204964741274370_6021090162358878208_n (

 foto de Nuno Gonçalves

*

E SE FOSSEMOS CAPAZES
DE SALVAR A TERRA?!...
*
no meu sonho vou a pique
adejando sobre nuvens
não sei de onde vim ou venho
nem sei para onde vou
com as mãos agarro o mundo
que eu conheci conheço
para me suster o estranho desvario
*
no meu sonho tuas mãos
agarram com ternura o mundo novo
não sei se por seres Mulher
e mãe ou a deusa criadora da existência
o mundo leva-te levitando
nos teus olhos rutilam milhões de estrelas
saúdo o Ser que és à tua espera
*
acordo em sobressalto
a terra tremeu implodiu ou eu sonhei
ou fomos nós que a sustivemos
fomos capazes de varrer o lixo tóxico
e as mentes incapacitantes
com o simples gesto de darmos as mãos
conectando as nossas consciências
*
jrg

05
Out10

ARCO - ÌRIS

NEOABJECCIONISMO

 

{#emotions_dlg.bouquete}
recordo a fascinante alegria
quando o sol Primaveril
me soltava da chuva a magia
ao meu olhar infantil
{#emotions_dlg.blueflower}
sinto a mão firme ao clicar
a lembrança de menina
arco-ìris céu azul a se soltar
uma lágrima pequenina
{#emotions_dlg.sol}
a silhueta dos ramos desfloridos
mãos erguidas de esperança
côres maviosas de alegres sortidos
risos cristalinos de criança
{#emotions_dlg.rainbow}
terra escura olhos mágicos
amarelo verde rosa
fenómeno efeitos cósmicos
que o meu poema glosa
{#emotions_dlg.meeting}
nesta arte maior meu sortilégio
no sentir a alma da imagem
saída da essência do ser egrégio
que sente e fixa com coragem
{#emotions_dlg.orangeflower}
sensível ao toque ao movimento
dentro e fora do corpo à luz
a simbiose de todo um sentimento
de quem ama e de amor seduz
{#emotions_dlg.lua}

agora já não estranho o sentido
ou semelhança com provocação
do sorriso nos lábios contraído
antes lhe acho a alma o coração
autor :jrg

30
Set10

TEMPESTADES...

NEOABJECCIONISMO

 

foto de Carla Sofia Ferreira

{#emotions_dlg.bouquete}

o Planeta gira à deriva

contrário à lei cósmica global

seis biliões de gente

que da morte não se priva

nem do medo visceral

que os arrasta na torrente

 

são deuses agnósticos

sementes de amor e ódio

todos iguais todos diferentes

sejam tratantes ou médicos

sábios fora do pódio

cientistas prepotentes

 

acontece tudo ou nada

tão de repente

visto da praia suada

dentro da gente

 

o mar ainda sereno

o sol memória

a meio da trajectória

o vento ameno

 

a maré enche os esporões

já não há abrigos

nem cardos nem chorões

sobre os médos antigos

 

lentamente a brisa

vira a sudoeste

engrossa a água frisa

torna-se agreste

 

traz o cheiro da maresia

nuvens carregadas

escuras encurtam o dia

vagas encapeladas

 

cresce o mar impetuoso

nas ondas irrequietas

sem tréguas do tempo ventoso

alegres assustam profetas

 

uma rajada de vento forte

o areal estremece

altera os médos a sul a norte

uivam os cães se anoitece

 

formam-se cristais

em volta de estranhos objectos

solta a sinfonia de sons abissais

raios trovões despertos

 

abana o corpo frágil

na ousadia se fosse mulher

o rugido no vento táctil

a fazer sentir o seu poder

 

ribombam ondas imponentes

que rebentam com fragor

voam gaivotas imprudentes

renasce a emoção do amor

 

não sou um intruso

ensopado  na chuva

de todos os continentes

estou alegre e confuso

sou o homem à beira da curva

colhendo as sementes

 

não sou um intruso

antes um elemento nefasto

que a tempestade acolheu

rosca sem parafuso

rês tresmalhada sem pasto

sem medo da noite de breu

 

autor: jrg

 

 

17
Out09

A VILA ONDE EU MORO

NEOABJECCIONISMO


foto tirada da net, site da junta de Freguesia da Trafaria

 

 

na vila onde eu moro
vejo a outra margem do rio
há uma rua de escarros sem decoro
vejo de Lisboa imponente o casario

 

a rua desce desde o largo da igreja
até ao rio com Lisboa à vista
chão escuro laivos de muco para que se veja
que escarrar no chão aqui é uma conquista

 

dum lado casas de pasto humano
do outro ninhos de gente que na vila habita
sentados no chão velhos de olhar insano
no lusco fusco da vida que a morte regurgita

 

na vila onde eu moro
nem tudo é morto ou escarro
há natureza e o rio na base do morro
e gente feliz que se ri em cada bairro

 

há marchas maledicências romarias
homens de senso raro mulheres belas bonitas
há sábios que lêem no céu as ventanias
e cães abandonados por famílias catitas

 

no rio arrastar amêijoa pesca violenta
entre outras pescas duras ancestrais
na margem meninos de escola e gente que acalenta
no ar adejando gaivotas mergulhões maçaricos reais

 

na vila onde eu moro
gente que diz bom dia sempre que escarra
extraída de dentro a cava maldição o soro
renovada a esperança na uva que cresce na parra

 

chilreiam andorinhas, pardais grasnam gaivotas
melros estorninhos pintassilgos voos rasantes
nas Primaveras memória dos ninhos em suas rotas
exultam ao sol emplumados em ritos amantes

 

o rio de águas mutantes e densa corrente
atravessa vilas cidades estreita rasga montanhas
chegado ao mar estanca no estuário laxante
trocam-se de amores ressuscitam vidas estranhas

 

na vila onde eu moro
há um tudo e um nada que apetece viver
cada alma é de senso comum um justo foro
onde a vida e a morte se adiam ao escurecer

 

autor:JRG

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