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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

29
Mar13

SÓCRATES !

NEOABJECCIONISMO


SÓCRATES
***
a palavra Sócrates
coloca tanta muita gente furibunda
primeiro o Grego da filosofia
depois foi o Brasileiro e seus fortes remates
agora é o político Tuga que a circunda
depois de ser julgado pérfidamente à revelia
*
se o filósofo Sócrates
em vez de condenado a tomar cicuta
pudesse litigar sua defesa
talvez houvesse menos mais disparates
nem a razão pareceria tão estulta
quando esgrimida com sofisma e tibieza
*
se o médio Sócrates
em vez de defender ousasse ser só ataque
quem sabe no Brasil o que faria
talvez se confrontado com os dislates
mandasse golear toda a claque
estendendo à verborreia a certeira pontaria
*
o grande erro de Sócrates
o político mais audaz da Lusa história
foi ter ido a combate sem defesa
traído por amigos vaiado por orates
vítima da mais cobarde oratória
que o culpou de crimes imputados até à realeza
*
é mentira que o homem
seja na natureza o ser mais que perfeito
sendo tão frágil ao nascer e na morte
cresce a aldrabar o mundo para que o tomem
por deus do universo rarefeito
submetendo o fraco à lei imbecil do mais forte
*
melhor seria se houvesse
de cada acção ou ideia melhor entendimento
que nos estimulasse a alegria
de acharmos na vida o sentido que fizesse
luz na consciência e pensamento
que a palavra Sócrates carrega em energia
*
melhor seria se houvesse
a noção exacta da nossa ínfima pequenez
num mundo giro e maravilhoso
onde cada um de nós se incumbisse
de livrar da vida a sordidez
que mancha o pensamento livre mais ditoso
*
jrg
17
Jan13

A PALAVRA VOMITA ACÇÃO!

NEOABJECCIONISMO

*
A PALAVRA VOMITA ACÇÃO
«««//»»»
faço alto continência
à palavra capitão
submeto a reticência
e entro no pelotão
*
peço se me dá licença
à palavra sargento
sem nada que me pertença
a não ser o juramento
*
passo de ganso no desfile
da palavra coronel
tropeço ergo o perfil
de meu país já sem pele
*
faço respeitoso sentido
na palavra general
sou soldado e mal vestido
não posso honrar Portugal
*
passei tanto distraído
à palavra major
nem vi que o símbolo caído
era dum povo maior
*
assim é minha recruta
ante a palavra revolta
sentinela alerta escuta
morre gente à tua volta
*
sem encontrar meu abrigo
na palavra exercitar
voltei-me abri o postigo
num avião quis entrar
*
mas era tropa de elite
na palavra condição
não pode voar quem vomite
mesmo que a bem da nação
*
ergo meus olhos ao céu
à palavra comandante
se tanto mar é só meu
só me falta um ajudante
*
ouço o toque de silêncio
a palavra emudece também
não mexo nem cheiro o cio
mas ouço rumores de alguém
*
mulheres com filhos ao colo
reformados sem vintém
doentes rastejam no solo
nem o silêncio os detém
*
empresários falidos
desempregados com fome
estudantes revertidos
tanta vergonha sem nome
*
mas havia sorrisos de mulheres
com palavras armadas
de justiça e humanizados alvoreceres
que tocaram as almas piradas
*
instalaram um cerco de cobiça
tropa de choque da tirania
frente a frente com a razão que atiça
do baluarte a chama a ousadia
*
as palavras na parada
inverteram a posição
basta de terra queimada
criminosos para a prisão
*
ordena o general atrás das lentes
às palavras que marchem
despidas também elas sem patentes
nem flores que também murchem
*
o soldado responde prontidão
à ordem do general
cumprindo a constituição
vamos salvar Portugal
*
juízes juramentados
aos interesses financeiros
foram pelo povo julgados
como meros trapaceiros
*
reformados e pensionistas
e outros que foram roubados
juntaram-se aos humanistas
aos jovens desempregados
*
a batalha foi tremenda 
tão feroz que atirou
os tiranos para a contenda
e nem um só se safou
*
o caos durou cinco dias
das palavras desagravos
já a Primavera servias
mas livres não mais escravos
*
se as quadras desassossegassem
meu povo em estranho quebranto
se as palavras se revoltassem
quebrando o feitiço com espanto
*
ninguém mais se descansou
a governos confiados
a tropa que então desfilou
eram civis dedicados
*
chamada à ordem a alma lusa
unida para tudo vencer
qualquer tragédia difusa
que o mundo possa sofrer
*
de alma nova risonha
meu povo se revezou
não mais a palavra tristonha
a lua nova ofuscou
*
autor: jrg
14
Jan13

DISSESTE-ME...

NEOABJECCIONISMO
Botticelli
*
{#emotions_dlg.blueflower}
DISSESTE-ME...
***

disseste-me
que em Março era Primavera
e faltava tanto tempo
contei os dias que pareciam anos
e eram apenas dias
mas tantas as palavras e os actos
que torturavam minha alma
que temia não ter tempo de alcançá-la
mitigado na afronta
que o poder dos deuses me infligia
*
disseste-me
que uma nuvem de esperança
um novo humanismo
vestido com a sabedoria feminina
aniquilaria os tiranos
com um toque cósmico de consciência
olhei o céu segui
a rota dos ventos e correntes de marés
e eram negras as nuvens 
no silêncio compacto do meu grito
*
disseste-me
não desistas nunca de sonhar
sem dizer que sonhaste
não vá o papão acordar e taxar os teus sonhos
ergue um muro de coragem
à volta das oníricas instantes imagens
aperta mãos cinge corações
agita pensamentos almas profecias
onde houver gente a dormir
ateia fogos de revolta que fertilizem liberdade
*
disseste-me
que em Março renascia a Primavera
sublime de encanto paz amor
envolta num sol resplandecente de luz
rompendo a treva o pesadelo
mas tarda estou descompensado em agonia
faminto de decência e de justiça
carente dos valores que dão sentido à vida
apetece-me não ser desta espécie
emigrar a alma deixando o corpo apodrecer
*
disseste-me
não partas precisamos de ti à mesa
onde celebraremos a vitória
envenenámos o sangue que eles nos beberam
não tarda suplicarão a sua morte
vomitarão a nossa dignidade que engoliram
asfixiados na mentira
precisamos de ti no banquete à despedida
na toca das feras desavindas
põe a mesa dispersa o pão e a água
*
disseste-me
bem te ouvi amiga vigorosas as palavras
mas eu já estava amortalhado
amanhã seria já tarde porque era ontem o tempo
da orgia sangrenta à liberdade
abriste um hiato na treva que então me levava
átomos de luz catársicos
porque eu era os demais desesperados
eu era o desperdício
pela bandidagem de governo descarnado
*
disseste-me
levanta-te a Primavera está à tua espera
refulge no acordar da madrugada
tantas amigas em volta me encarnando
era delas o pensamento novo
lusas gregas d'itália francesas e espanholas
eslavas hindus americanas chinocas
árabes oceânicas numa tela gigantesca a adejar
acreditei de novo agora com sentido
era de África o som que ouvia vindo do passado


autor: jrg
31
Dez12

2013

NEOABJECCIONISMO
foto pública tirada da net
2013
***
A Esperança, toda a Esperança, reside na nossa capacidade de resistir, de criarmos alianças com outros povos, de declararmos guerra às formas de governo ditatoriais  ainda que mascaradas de democracia...está aos olhos de todos que a chamada democracia está a ser subvertida por este governo em Portugal, hoje...
O que importa é o que nos une, o direito a sermos tratados com humanidade...as diferenças são trocos que devemos habituar-nos a juntar para uma unidade futura...
Está em curso uma mudança cósmica de grande dimensão…adivinham-se convulsões que abalarão os sistemas de organização humana, há hiatos no e de pensamento, uma revolução de natureza global, vinda da base para o topo da ancestral pirâmide dos poderes, político, económico e financeiro que transformará a vida no Planeta…
O estado em si, através dos governos, deixou de ser uma pessoa de bem…acossados pelo descalabro das contas públicas,  corroídos pela corrupção, quebraram contratos e promessas, cortando salários e pensões, atiçando pessoas contra pessoas numa divisão atípica de mais ricos e menos ricos dos pobres…
A ideia de riqueza associada ao dinheiro, ao ouro, à posse de bens móveis e imóveis  acumulada por usurpação das mais-valias geradas pelo trabalho, na especulação das bolsas e na engrenagem complexa de empréstimos públicos a privados, a juro baixo, que por sua vez emprestam aos estados a juros superiores, alavancados na segurança internacional que se solidariza com o esquema, está posta em causa por uma sociedade humana, descrente da via do ter a todo o custo e carenciada de amor…
A justiça, pensada para ser administrada com equidade, é uma falácia, porque o poder de litigância está reservado, apenas, aos detentores de riqueza material e influência política ou de corporação.
A economia definha, endividada, sem compradores, nem ideias que permitam a sua conversão para uma base sustentável e de valia humana, dissimula-se num crescendo da economia paralela, livre de impostos e de fiscalização, permissivamente instalada para suprir as dificuldades da economia organizada, que se julga serem de curta duração, e porque é uma fonte fiável de corrupção activa, além de via fortificada para impedir a revolta generalizada das populações, o biscate não paga impostos e retém as pessoas na acomodação de suas casas. Os bens transaccionáveis não o são pelo seu valor intrínseco ou de mercado, mas pela especulação financeira…fabrica-se mais do que é possível consumir…com o resultado nefasto do aumento do desperdício....da criação de excedentes que mais tarde ou mais cedo engrossam o negócio das sucatas.
O comércio florescente de estupefacientes, não tem paralelo com qualquer outro tipo de actividade humana lucrativa…assenta, sobretudo, na proibição da venda e do consumo e na sua criminalização…enquanto for proibido a procura cresce, o preço aumenta…enquanto for proibido, aumenta a sedução para o consumo, apresentada como um método eficaz para resolver as carências de todos os níveis do pensamento humano…acredita-se que as medidas punitivas, contra o tráfico, nascem duma comparticipação mútua de interesses públicos e privados ...as insuficiências, o abandono, a indiferença, a injustiça, a falta de estímulo, são supridas com a tomada de drogas…os lucros divididos geram um fabuloso enriquecimento ilícito, contra o qual se recusa legislar...
O amor como moeda de troca galvaniza as emoções dos que já nada têm a perder, por mera curiosidade intelectual ou por convicção filosófica…”Antes Pastores da Lusitânia Que Vitimas da Tirania” é uma expressão que ganha adeptos, entre os desesperados, ao verem as suas vidas trespassadas, por violentas medidas discricionárias, acompanhadas da exorbitação do medo e das restrições ao livre desenvolvimento das pessoas.
É neste clima cataclítico, que nasce um novo ano, onde as perspectivas animadoras e de esperança, são uma miragem...a juntar à pilhagem perpetrada por este governo em 2012 e face ao que se preparam para pilhar em 2013 e seguintes, em breve Portugal estará  de novo "Orgulhosamente Só"...sem direito à greve, a bem da nação...sem horário de trabalho, a bem da nação...sem convenções de trabalho, a bem da nação...sem liberdade de expressão, a bem da nação, sem mínimos salariais, a bem da nação...sem cuidados médicos essenciais, a bem da nação...sem escolas para todos, a bem da nação...sem liberdade de expressão e de reunião, a bem da nação...sem economia nem trabalho, a bem da nação...em breve voltarão os tribunais de excepção e não tarda, será referendada uma nova constituição...tudo a bem da nação...
Antes Pastor da Lusitânia que vítima desta tirania...
Que o novo ano de 2013 traga à gente Portuguesa o sentido do significado de Nação, que os dicionários traduzem como Povo...
autor: jrg
26
Set12

AOS DESVALIDOS... LIBELO ACUSATÓRIO!...

NEOABJECCIONISMO

fotografia João Girão-global imagens
«««//»»»
AOS DESVALIDOS...
LIBELO ACUSATÓRIO
**
senhor Passos Coelho
Excelência
primeiro ministro de Portugal
o senhor é um ditador
no embuste e na mentira sufragado
rodeado de hienas
mas tem como todo ditador os pés de barro
prestes também a derreter
sobre as cinzas dum povo imenso
a renascer 
demita-se já! sofre uma vaia
melhor sorte essa
que vitima do assalto ao seu poder
*
Acuso-o de traição
à Pátria que o senhor jurou defender
por ter vendido
a alma impenhorável da Nação
confiscou aos reformados
crime hediondo uma parte do seu pão
dividiu o trabalho
acintosamente em público e privado
acicatando estes contra os outros
aumentou impostos destruiu humana natureza
fez ruir empresas despediu
com politicas fratricidas o tecido do emprego
vendeu ao desbarato o que gerava mais valias
*
instituiu o descrédito da justiça
afrontando-a com o desrespeito à equidade
encurtou as prestações solidárias
condenando famílias crianças velhos à insolvência
paralisou o país sem luz nem rumo
violentando-o com suas palavras insolentes
maltratou as forças militares
e as demais que fazem jus à segurança
paralisou a economia
o país segue em marcha lenta agonizante
enrolado em sacrifícios
sem achar altar ou monte onde medrar
o senhor falhou redondamente
*
diz-se bom aluno mas copista
mentiu e mente defraudando a esperança
colocou milhares no desemprego
aumentou os custos da saúde rompeu a confiança
de enfermeiros e médicos no sistema
intensificou a espera e o descuido nos doentes
desmantelou a escola 
cavou um fosso entre aluno e professor
aprovou a degradação do ensino
corroeu expectativas projectadas na mudança
lavrou no mar incompetências
navegou à bolina com velas rotas a terra agrária
será possível que não tenha feito nada positivo?
*
Fez...
*
fomentou a economia paralela
criou comissões e cargos de alta assessoria
distribuiu benesses aos amigos
pagou a juro excelso à usura financeira
permitiu excepções às regras
de extermínio dos direitos mais elementares
criou riqueza para os mais ricos
que sustentam a manutenção do seu estatuto
manteve salários obscenos
e créditos consagrados em cartões de ilusão
renovou frotas de alta cilindrada
blindados covas e coveiros para enterro da Nação
vendeu a alma lusa a pataco
*
reclamo justiça
*
autor: jrg
24
Set12

POR UM NOVO HUMANISMO!!!

NEOABJECCIONISMO

 

POR UM NOVO HUMANISMO!!!
***
Progressivamente e na ausência dum pensamento que nos projectasse o futuro, deixamos que o egoísmo tomasse conta das nossas vidas...a ideia de escola tornou-se uma bolsa de valores especulativa...onde professores e alunos são simples mercadoria transaccionável...a família deixou de ser o baluarte que o Catolicismo defendeu desde a sua criação, como forma de assegurar a hegemonia do masculino sobre o feminino...hoje a ideia de deus esfuma-se e a correlação dos valores alteraram-se sem que nada de verdadeiramente humano a substituísse...na nova escala de valores, surgem a Internet e as redes sociais como forma de partilha das emoções...vivemos num estado de selvajaria civilizacional, sem respeito pelos outros, nem pelos animais, nem pela natureza...os pensadores dos anos 60 perguntavam-se: " A máquina substituirá o homem? " tudo parece indicar que sim...o homem deixou de ser um fim em si próprio...precisamos dum esforço maior e das mãos de muitos para sair deste círculo limitado onde nos encerrámos...
*
Lembro uma expressão de Auguste Comte " saber para prever a fim de prover " qualquer governo, desde há décadas, não é mais do que isso, um grupo de amanuenses que tem um plafond de crédito para gerir na baiuca do seu país, validado por obscuras instâncias
internacionais...depois há uns, mais humanizados, que distribuem alguns benefícios aos mais carentes e outros que os roubam...e vão fazendo obras...quanto mais monumentais mais derrapantes..logo...mais corruptíveis...a questão da escolha dos personagens que vão gerir a massa disponível, referendada pelo voto dos cidadãos, numa espécie de democracia representativa, é apresentada como a melhor solução em cada momento, incentivada pelo marketing que orienta e manipula a opinião e corre pelos eleitores como uma espécie de campeonato...mais sucesso menos sucesso, as coisas foram-se compondo ao longo dos últimos anos...também nós Portugueses entrávamos na sociedade da abastança...Sócrates apareceu como um vilão e foram, contra ele, desencadeadas acções de autêntico genocídio politico e pessoal sem precedentes...as pessoas que estão hoje no governo, por via disso, não poderiam ser boas reses...nem para abate, quanto mais para engorda...
*
Era uma evidência, pela frieza dos lábios cerrados, pelo brilho sinistro dos olhos ávidos, pelo alarido das vozes vorazes, que esta gente que hoje se governa em Portugal não tinha solução nenhuma para os problemas do país...eles traziam uma única ideia para passar em
mensagens repetidas até à exaustão: Kafkianamente, as pessoas, os Portugueses, viveram estes anos todos, não sei quais nem quantos, acima das suas possibilidades...e nós ficamos assustados...vítimas de nós próprios, porque se havia quem vivesse acima do produto ou da riqueza criada, era o próprio estado/governo e seus acólitos do aparelho administrativo, regulador e fiscalizador...o que eles, poder pretendem é colocar-nos uns contra os outros, a velha táctica dos tiranos...
*
Esta crise, mais uma a meu ver induzida, é, na realidade, do pensamento...cada família ou individuo tem o seu próprio plano de endividamento e esforça-se por o cumprir sem possibilidade de roubar o estado ou qualquer outra instituição pública ou privada...se o estado se sobre endividou, deve procurar, como procurou, um plano de ajustamento, com espaço de manobra e de tempo que lhe permita honrar os seus compromissos...considerar que tal plano de reajustamento deve contemplar o roubo e a destruição da alma dum povo quase inteiro é no mínimo confrangedor à luz do pensamento humano humanitário... o que eles devem procurar reaver é de quem se enriqueceu com as comissões e favores nos grandes negócios que geraram uma nova classe de novos ricos e especuladores financeiros...cortar nas despesas supérfluas e no desmantelamento das instituições que servem para aglomerar famílias de protegidos pagos sumptuosamente... mas não...
*
Tornou-se uma evidência vergonhosa que ao abocanhar raivosamente os reformados, esta associação criminosa a que chamam governo, se preparava para um manjar dos deuses sobre toda a restante população, a partir do chamado limite de pobreza...e isto porque é pobre de ideias...é incompetente para pensar com humanidade...é incapaz para aprender com a história...é um aluno copista...é um traidor à alma Portuguesa que jurou servir e defender...não discuto medida por medida, este governo é um embuste todo ele, não gere...saqueia!, não produz... rouba!...vendeu a alma Portuguesa e é isso que temos que resgatar se acharmos que temos algum valor enquanto membros da espécie humana...
*
Não pode nem deve resumir-se à questão da taxa social única...à reorganização dos escalões de IRS ou a qualquer outro estratagema que virá a seguir, à medida que as medidas testadas na opinião pública sejam rejeitadas pela sua própria violência...o problema é de alma...quer se queira ou não, este governo, os seus mentores e os seus executantes venderam a alma de quem tem o verdadeiro poder para levantar e dignificar a alma dum país...o seu povo!...roubar dois salários aos pensionistas é um crime que nenhum ser humano decente pode compactuar sob pena de se ver envolvido num acto criminoso contra a humanidade...mas compactuaram! e logo de seguida, vem a taxa
social única que despoletou a unanimidade da indignação e da revolta...e virão mais medidas, até à derrocada final...porque o país está paralisado... porque sem alma não há pensamento que resista...não há trabalhador que trabalhe o seu melhor...e os resultados positivos  não vão poder aparecer...
*
É preciso pensar e organizar...os pensadores ostracizados...os loucos de Utopias...tudo cá para fora...antes que seja demasiado tarde...
*
"Antes pastor da Lusitânia que ser vítima desta tirania... "a revolta é inevitável, compete aos pensadores pensarem um modelo novo de sociedade à luz dum novo humanismo...insisto na ideia Matriarcal de organização da vida humana...o que não augura nada de bom é persistir neste sistema de sociedade arbitrária que tem conduzido o Planeta à beira do abismo...tem de haver alternativa...há alternativa...o pensamento não pode demitir-se nesta hora trágica para a humanidade...

Por Um Novo Humanismo!!!

autor: jrg

07
Set12

TRAFARIA ou o MITO DA ESPERANÇA MORTA!

NEOABJECCIONISMO
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«««//»»»
TRAFARIA ou o 
MITO DA ESPERANÇA MORTA
***

a vila pasma moribunda
de silêncio frente a Lisboa adormecida
um barco de pesca atraca sem ruído
no cais da lota enquanto o país se afunda
grita a gaivota alerta à vida
na mansidão do Tejo ouço um vagido
é a esperança que minh'alma ronda
*
é tempo de incendiarmos as palavras
inflamá-las de coragem e amor
e atirá-las sobre os vermes que avançam
incólumes sobre a terra que lavras
pela planície humana apavorada uma flor
que ao soprar dos ventos ranjam
as portas que na tua alma de combate abras
*
cheira a pólvora seca
fulminante ou rastilhos de uma revolta
explodem palavras obscenas
na vila onde um vagabundo disseca
a vida que parou à sua volta
caras vermelhas de indignação serenas
pela sordidez do poder à solta
*
é preciso salvar a esperança
vitima de minorias absolutas obscuras
dada à praia ainda em agonia
se for preciso convoquemos uma criança
ou mulheres livres de roupas escuras
para comandar a força da nossa cobardia
a vila treme a ver se Lisboa avança
*
e é todo um clamor a norte a sul
de mães e filhos saídas do silêncio a acordar
fecharam escolas asilos e tavernas
a estrada tomou da luz a cor do céu azul
fábricas escritórios bancos a encerrar
porque a esperança é o que faz andar as pernas
é a alma de viver fora do casul (o)
*
marcham bombeiros e polícias à paisana
chegam à vila dos passos os rumores
das vozes saem cânticos de esperança a renascer
Lisboa a fervilhar de emoção abana
é um país que se agiganta sem medos nem temores
por uma vez a verdade sem mentira vai vencer
num volte face sobre a loucura agreste e desumana
*
quem disse que a esperança morreu
ou que o silêncio a mataria por demência
não viu que havia gente a pensar
nem o ventre da mulher onde ela renasceu
só havia nas crianças essa consciência
quando sorriam sobre a tristeza dum povo a definhar
Vitória! em Portugal a Primavera amanheceu!

autor: jrg
10
Jun12

TENHO SETE BILIÕES DE AMIGOS...

NEOABJECCIONISMO
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*
TENHO SETE BILIÕES D'AMIGOS
*
tenho sete biliões d'amigos
entre os humanóides
e muitos mais de espécies tão diversas
às vezes espreito as estrelas
do lado de fora a ver se vejo outra gente
numa órbita de amor
livre da sordidez apática financeira
*
tenho sete biliões de amigos
tantos tão diferentes
à deriva no celeste firmamento
uns têm pão e água
outros à mingua de alimentos
temos de comum ser na alma
uma criança que ainda não se achou
*
tenho sete biliões de amigos
cada um à procura de motivo para viver
uns são poetas pensadores ou seus contrários
outros são algozes de si mesmos
enredados nas teias de divinos medos
todos vivemos suspensos
da lei gravitacional e da memória
*
tenho sete biliões de amigos
encarcerados no degredo da humana história
divididos por mesquinhas uniões
que potenciam o ascenso de aldravões
destruindo muitos reinos naturais
em nome da mítica inteligência racional
que encobre
*
tenho sete biliões de amigos
à procura de resposta à sua identidade
uns sabem muito de tudo outros de nada
equilibrados por ligações fantasmagóricas
elegemos o ouro como riqueza metafórica
uns esbanjam o ar a água a terra fértil
outros ardem no fogo dos desertos
*
tenho sete biliões de amigos
ah se todos acorressem por um só de tantos sete
e num mítico apelo da razão
uma forma nova de viver reinventassem
onde cada um do outro seria irmão
onde todos acatassem a ordem natural das coisas
plantas mares animais ventos
*
tenho sete biliões de amigos
todos gerados num ventre duma mulher
todos nasceram nus
todos gritaram por comer por protecção e por afectos
que racionalidade os dividiu
em pobre e ricos? que deus ou por que lei?
se todos nasceram tão frágeis
*
tenho sete biliões de amigos
em toda a parte quero que sintam o meu amor
também pelos elefantes leões golfinhos
pelos cães gatos macacos tigres e tubarões
pelos rios mares serras e montados
florestas glaciares plantas e cidades entre as flores
o único poder que reconheço é o da força de viver
*
autor: jrg
26
Out11

C H O V E !...

NEOABJECCIONISMO
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*
CHOVE!
*
pudera esta chuva já tardia
que fertiliza e renova a natureza
operar na mente humana
corrigindo a tenebrosa fantasia
de mergulhar nossa tristeza
no abismo de que a mentira se ufana

pudera esta chuva à revelia
dos conceitos servis por anedóticos
arrastar na lama da corrente
impelida pela nossa portentosa rebeldia
agentes da desgraça patrióticos
salvadores de pátrias vazias de gente

pudera esta chuva cósmica
fertilizar a alma da indignação
corrigindo a trajectória
da dinâmica que se manifesta harmónica
onde falta a humana ambição
de inverter os desígnios da história

pudera esta chuva úbere
e o cheiro a húmus que dela se eleva agreste
penetrar as mentes que ultrajam
os que procuram no amor quem os lidere
uma mulher uma criança que se preste
a ser maior que os torcionários que nos esmagam

pudera esta chuva ser alegria
tocada de sudoeste pela dança do vento forte
agigantar as ondas do mar revolto
que acordassem os povos da endémica apatia
entregues a mudanças sem norte

pudera esta chuva ser um vómito
que nos acordasse deste pesadelo colossal
como lava saída dum vulcão
inundasse de loucura o pensamento atónito
ante tanta cobardia sepulcral
que nos tolhe o movimento sem acção

pudera esta chuva ser a dinâmica
que acelera o motor e põe em marcha a consciência
à procura de respostas radicais
que confrontem a sordidez da orgia messiânica
arrasadora dos valores da nossa essência
e se erguessem luz e fogo em auroras boreais

autor: jrg
13
Out11

VAGABUNDAGENS...

NEOABJECCIONISMO

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**
VAGABUNDAGENS...

***
um teto de madeira
todo pintado de branco
uma clarabóia
aberta no topo do telhado
onde os gatos se abeiram
e marcam
emanações odoríferas
que ondulam
se ampliam determinantes
duma existência vadia

uma casa amputada
sobranceira à sua quietude
na obliquidade
que o tempo tardiamente
arruinou
pátria de formigas
de pequenas aranhas corredias
também no cérebro das pessoas
que nela habitam
numa existência erradia

um espaço infinito
azul à vezes cinzento outras
de negro doirado
onde balança a nave térrea
que sustém a casa
as vidas que nela pernoitam
se constroem sonhos
se esgrimem
desespero e esperança
duma existência vagabunda

uma linha de água
amálgama de microrganismos
torrente líquida cristalina
e de lamas lixos subservientes
que arrastam
se arrastam à velocidade dos ventos
no equilíbrio do abismo
na magia da magnetização lunar
que o expande ou retrai
numa existência transviada

um tempo adúltero
compartimentado em segmentos
de hora minuto segundo
semana mês ano década século
em catadupas de acontecimentos
que se esvaem
ou se fixam e emergem de novo
num mesmo lato estrito conceito
oportunista
duma existência errante

uma estrela guia
que o avanço tecnológico apagou
terá caído? buraco negro
nem deus nem pátria nem amor
apenas um espectro de insolvência
que atravessa o absurdo
das leis físicas ou sobrenaturais
que impelem atracções
erguem barreiras às afinidades
numa existência extraviada

um mar de gente biliões
sitiados pela força da gravidade
nascidos ao acaso
do acaso que limita o tempo da idade
educados para obedecer
desde o berço trabalhar honrar vencer
não importa se a morte
inscrita ou descrita no ADN cósmico
anular o sofrimento
duma existência atribulada

então Zeus imperial
subscreveu o tratado das almas errantes
segundo o qual todos os deuses
e todos os mortais à deriva na paz celestial
cessariam de senso comum
as providências cautelares impostas à humanidade
onde toda a riqueza gerada
pelas artes as ciências e o trabalho
beneficiam do estatuto de bem humanitário
para uma existência sustentável

os mortais ainda indecisos
o ouro das heranças ancestrais
os bens móveis e imóveis topo de gama
as contas bancárias recheadas
uns porque as tinham dentro ou fora bem guardadas
outros porque as almejavam alcançar
e como fazer tão drástica se evidencia a mudança
cessar da vida humana a liderança
da bélica da secreta da religiosa da financeira
que torne a existência sã e amorável

convocarei todo o Olimpo
sobre as ruínas de Atenas à voragem rendida
soprarei ventos moverei terras
entre continentes provocarei terramotos
destruirei bunkers secretos
e todas as mentes de almas criminosas
lançarei a luz do entendimento
para os que de tais acervos fiquem órfãos
varrerei os céus de todos os deuses
para uma existência racionalizada


autor: jrg

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