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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

29
Jun08

D E S A F I O A DUAS MÃOS

NEOABJECCIONISMO

DESAFIO. Eu Neoabjeccionismo e o Mocho Velho lançamos um desafio a todos, todas, nossos amigos e amigas, ou a quem nos visitar, que achem interessante responder de si a seis questões que julgamos pertinentes, colocadas por nós. E em que os comentários podem ser cruzados por entre todos os intervenientes

 Três destas questões, as colocadas pelo Mocho Velho, serão editadas neste blog. As três outras, colocadas pelo neo, eu próprio, serão colocadas no blog do Mocho Velho.
Esperamos a vossa participação com a alegria que vos, nos é própria:
 
                                        DESAFIO -Questões do Mocho Velho
 
1-.Como encara o suicido ( em geral)...................................................................................................................................
2- Qual é a melhor coisa, (concreta e definida), que uma pessoa pode deixar neste mundo?..........................................................................................................................................
3 -O que mais o (a) horroriza e transtorna no mundo actual?..........................................................................................................................................

 

O desafio está aberto a todos que queiram participar. Para ir a mocho velho: mochovelho

Estamos no dealbar de uma nova era, um nova ordem internacional surge, perfila-se no horizonte..

Os homens mostram-se incapazes de suster a derrocada do Planeta. É tempo das mulheres mostrarem a sua verdadeira face. E de os homens colaborarem com elas.

24
Jun08

CONTO ZEN

NEOABJECCIONISMO

um monge aproximou-se com uma dúvida: mestre, se as respostas estão no silêncio, porque é que os ensinamentos são transmitidos por palavras? o sábio respondeu: as palavras são como um dedo apontando para a Lua. cuida de olhar para a Lua e não para o dedo que a aponta. o monge perguntou: posso olhar a Lua sem precisar de um dedo que a indique? o mestre sorriu e disse: ninguém pode olhar a Lua por ti. as palavras são como bolhas de sabão, a Lua está sempre presente. as palavras não tornam real o que sempre existiu. o monge questionou: então, por que é que os homens precisam das palavras? o sábio explicou: verem a Lua faz com que se esqueçam dela, pensam na sua existência como um facto consumado. de igual modo, os homens não confiam na Verdade, simplesmente porque esta se manifesta em todas as coisas sem distinção. as palavras são como um subterfúgio para atrair a atenção e, como qualquer adorno, podem ser valorizadas mais do que é necessário. o mestre permaneceu em silêncio durante muito tempo. de súbito, apontou para a Lua.



 

publicado por anaeugenio às 00:00
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09
Jun08

UM POVO.UMA NAÇÃO-O FUTEBOL-A SELECÇÃO

NEOABJECCIONISMO

É uma Nação em festa. Bandeiras nas janelas, nos carros, em volta das pessoas em camisas , panos e outros artefactos. É o tema de todas as conversas. A selecção.

São um conjunto de jovens, briosos, elegantes, ricos e que do futebol têm o engenho e a arte não querem mais do que isso, ser da arte interpretes valorosos e de tal tirarem proveitos financeiros.

Mas o povo a Nação, que sempre se levanta por uma boa causa, enorme e em emoção se agiganta, vê, na selecção, a oportunidade de ser grande, de ver reconhecido o valor de ser Nação.

Tarefa dura, ser a parte maior da ambição, onde outros também o são.

Que interessa o poema, a ficção, as artes e as ciências do homem, da civilização, a medicina, A engenharia, onde a grandeza que somos é uma evidência, calada na propaganda de que somos os últimos em quase tudo o que edifica uma Nação?

Dirão que são pequenas ilhas sem honra Universal e que o futebol, isso sim, é toda uma Nação.

E não é Português, o homem que idealizou e conseguiu unir um povo inteiro à volta de uma ideia, a selecção. Seria desperdício cooptá-lo para Ministro da Educação?

Sabendo nós que o verdadeiro déficit do País, é na área da educação, porque espera o Primeiro Ministro?

Scolari, já a Ministro da Educação.

01
Jun08

DA FILOSOFIA DA EXISTÊNCIA

NEOABJECCIONISMO

No amor nunca os pratos da balança estão equilibrados. E como a essência do amor é etérea, quem pesa mais é quem ama menos.

Vergilio Ferreira

O vocabulário do amor é restrito e repetitivo, porque a sua melhor expressão é o silêncio. Mas é deste silêncio que nasce todo o vocabulário do mundo.

Vergílio Ferreirara

Ama-se a vitória difícil, porque a derrota lhe preenchia quase todo o espaço possível. E foi com o que restava que se venceu em todo ele.

Vergílio Ferreira

26
Mai08

O HOMEM

NEOABJECCIONISMO

Um dia o homem

perdeu-se

no matagal da vida

e achou uma conveniência:

                sou superior!

e desde então

é vê-lo

a eliminar tudo o que o ofusca

na razão inversa

do seu poder

02
Mai08

DISSECAÇÃO DA PALAVRA AMOR

NEOABJECCIONISMO

Pego na palavra amor. Ostento-a num papel branco onde desenhei a várias cores o A o M o O o R. .

Está perfeito. Primeiro em dégradé de cada uma das cores básicas: o vermelho, o verde, o azul, o amarelo, o preto, Depois utilizo folhas de papel coloridas. Coloco-as uma a uma na frente dos meus olhos, com os óculos de dioptria e meia. Fixo a palavra, a cor, a palavra. Soletro-a. Pronuncio-a em voz baixa. A meia voz. Grito-a. Apaparico-a de tons, suaves, quentes, sussurrantes, agudos, raivosos, blasfemos e volto à ternura que a palavra envolve, que ela pretende ser ainda, desde que a criaram e lhe atribuíram uma significação. A M O R. . .

Sirvo-me de um pequeno binóculo. Aumento a palavra. Reduzo. Aumento

Penso nos poemas exaltados, as odes, a lírica ,a epopeia, o  soneto, o verso trepidante a esmo, sem rima, em catadupas de enlevado orgasmo existencial. E na prosa sibilina que génios ou simples escribas de ocasião elevados ao panteão das musas eruditas por lobbies de promíscuas intenções, E em como a palavra resistiu, resiste, no âmago de si própria indecifrável, indetectável o sentimento do sentido, a aferição da grandeza.

Ela, a palavra A M O R. . , continua a ser utilizada por todos na medida das suas conveniências. Mais ou menos ferida de significante erudição.

O amor da mãe pelo seu filho gritado até à exaustão, não a impede de permitir e colaborar na sua violação, do filho, da filha, quando uma outra significação de amor, o próprio ou o carnal, de sexo e orgias consequentes, ou as drogas paradisíacas e ou afrodisíacas ingeridas para suprir a falta de amor e inventar um novo, artificial e efémero, amor que basta no momento e acalma o frenesim da solidão de si, de se não ter, de se não achar.

O amor de amigo, falso, misericordioso. Envolto em enredos desculpabilizantes. Em evasões de raciocínio denso e mirabolante .

O amor de pai como só ele sabe amar. Intransigente. Austero na aplicação das leis primárias e a utilizar a palavra na medida do querer ser ou parecer, como pilar da união, cada vez mais perene, da família e a delegar na mulher dele, mãe dos filhos ou madrasta, a administração do amor quanto baste.

01
Mai08

AS PALAVRAS ANDAM TODAS LIGADAS

NEOABJECCIONISMO

As PALAVRAS alinhadas no absurdo da memória são em si mesmas, apenas palavras, caracteres com significados e intenções e leituras subjectivas. Têm força e vida própria mas precisam de emissor e receptor para se afirmarem como fundamentais.

A PALAVRA mãe. Mulheres que exultam de alegria, que se doam inteiras, que abdicam dum todo que as fazia ser mulher. Que se desencontram abjectivamente do ser e do estar, dos objectivos que um dia se colocaram. E se dedicam inteiras aos filhos, aos filhos dos filhos.

A PALAVRA  amor. Amor de amigo, amor de sexo, amor de mim, amor da vida. E ninguém sabe o que é. Como se define, caracteriza. Porque sendo um estado ambivalente do ser, que congrega em si as frustrações e a consistência da consumação, a ira e a ternura, a felicidade e o desdém, o mito e a realidade , a banalidade e o ênfase .

A PALAVRA dinheiro. Em nome do qual se chacinam pais, amigos, filhos e se renega o amor. Direi que é a palavra mais cínica do alfabeto conhecido. Incita a ódios e a vinganças. Ninguém escapa à estrábica visão do dinheiro. A traição, o crime, a abjecção de tudo o que mexe e implique dinheiro. Até os padres de todas as religiões.

A PALAVRA religião. Antes da invenção das palavras, os seres hominídeos já fornicavam entre si para a proliferação da espécie. Não tinham deuses nem santidades instituídas . Mas tinham medos. Simplesmente medos. As religiões vieram suprir essa carência de remédios contra o medo. A exemplo do combate ao fogo pelo fogo, elas vieram trazer a expurgação do medo com novos e mais exaltantes medos: Deus e o Diabo e numa ordem decrescente, os pais, os amos e senhores, que da terra se foram apoderando para garantirem a protecção dos mais fracos.

A PALAVRA sexo. Quantas desgraças, angústias, morticínios e vilanias. Juras desfeitas ao sair a porta da casa comum. O sexo da gaja do vizinho é melhor do que o da minha. O gajo do lado tem uma picha mais comprida e olha-me com olhos gulosos, é porque sou boa.

Enlamear-se em sexo. Chafurdar. Inventariar posições e desvarios conseguidos. Mentir e seguir para outra. Dizer amo-te quando já não há nada para amar. Só o sexo adivinhado nos lábios trémulos de prazer. Na ilusão de imagens trabalhadas para atrair.

A PALAVRA sonho. Estudada ao pormenor por especialistas da ilusão. A tentativa de nos fazer crer na bondade de uns e maldade de outros. Como se a palavra, desprendida de si própria, subsistisse. Fosse. E se tornasse numa realidade que objectivamos com o frenesim próprio dos incrédulos. Sonhamos no sono e dentro do sonho acontecem sonhos. Sonhamos acordados. Não é cisma. É sonho.

A PALAVRA democracia. Todos os regimes vivem em democracia, mesmo os totalitários.

Chamamos democracia a um estado onde as pessoas são todas inscritas como rebanho, com variantes de cor e tamanho. Ciclicamente chamam-nas a votos. Digladiam-se os grupos em promessas e programas de circunstância. Atraem com sedutoras miragens de bem estar. Cada vez são menos os que votam, Desenganados. E vamo-nos aproximando das democracias totalitárias. Só um grupo activamente interessado e conivente vai aos votos e elege os confrades que melhor lhes retribuirão a paga.

 

30
Abr08

ZÉ DO PAPO - E OS AUMENTOS

NEOABJECCIONISMO

Sou vagabundo e estou-me cagando para o preço dos combustíveis . Tanto se me dá que subam três ou vinte cêntimos.

O governo também, apesar da fingida preocupação. Porque isto de automóveis para todos foi chão que já deu uvas. Vão-se foder . O governo já subsidia os transportes públicos.

 Quem não tem dinheiro que ande a pé, como eu. Nem percebo o porquê de tamanho alarido, hoje, logo pela manhã, nas rádios dos automóveis que passam. Três cêntimos de aumento é uma ninharia. Em dez litros não dá para um copo de vinho.

Quando eu tinha carro e estava incorporado na sociedade das boas práticas, se havia um aumento de combustíveis , formavam-se bichas, eu disse bichas? Pois, agora diz-se filas, para não ofender. Mas se bichas é o feminino de bichos e nós somos bichos, qual é o problema?

Agora, as pessoas nem dão pelos aumentos. É preciso ser amplamente divulgado, chamadas de atenção nas primeiras páginas. Entrevistas.

-Não. não dei por nada.

Pagam e não bufam. Nunca houve tanto dinheiro em circulação por tantas mãos. Bichas nas pontes. Bichas nas cidades maiores. Férias no estrangeiro e nem conhecem bem o bairro onde vivem.

Estamos a chegar ao fim duma etapa, mas eles não querem acreditar, continuam a foder -se uns aos outros. Isto da sociedade da abundância já não estica mais. Começa a não haver onde arrumar tanto desperdício , lixo, escória.

Os gajos tramam as gajas, as gajas tramam os gajos e chafurdam todos na mesma merda de sobes tu subo eu e que se fodam os sentimentos.

Por mim os preços podem subir todos até lhes tirar a tesão das grandezas. Só me preocupa o aumento de vagabundos. Aqui está uma inflação que me preocupa.

É endividarem-se. Os agiotas autorizados nunca ganharam tanto dinheiro e têm o apoio das instituições públicas.

Quando eu era parte, os agiotas levavam, por lei, um juro de oito por cento ao ano. Hoje, a agiotagem leva trinta por cento ao mês. Tudo facilidades. No fim é que é o caralho , na hora de pagar as várias facturas. E há gajas que têm que vender a cona para continuar a ter as mordomias e gajos que se deixam enrabar . Cada vez mais difícil , porque com tanta cona , no mercado da oferta e da procura, e pelos mais diversos motivos que vão da simples tesão ao endividamento insustentável, até as putas têm que variar a qualidade do serviço se querem sobreviver.

 

29
Abr08

IMAGEM DO DIA

NEOABJECCIONISMO

Alberto João Jardim, afogueado, vermelho o rosto balofo, estremecendo como gelatina de morango, a anunciar solenemente a uma selecção de jornalistas, que até dia  X dirá se vai ser candidato a presidente do PSD.

Os vagabundos do povo, aterrados, esperam que seja mais um bluf. Que não vai acontecer, e não acontecendo, não há hipótese de ganhar, e não ganhando, as cidades, as vilas e aldeias ficarão imunes à sua megalomania faustosa de transformar tudo em riqueza de e para grupo.

Até os vagabundos.

28
Abr08

ZÉ DO PAPO-O ERRADIO MAL CHEIROSO NUM DIA DE SORTE

NEOABJECCIONISMO

Zé do papo, o vagabundo glorioso que varria, quer dizer, andava por, toda a cidade, mais propriamente as partes mais nobres, da cidade, soletrando palavras obscenas e outras não tanto, em sussurros arfantes pelo cansaço de andarilho, catando aqui ou ali, alimento, objectos que lhe fossem úteis, favores subtis, encapotados de altiva sobriedade.

O que lhe dava mais gozo não era uma foda em qualquer gaja bem parecida que se enamorasse, enjeitada, das sua parcas qualidades atractivas, como ouvia a alguns basófias , nas noites sem chuva. O que lhe dava verdadeiramente um gozo de morrer a rir, de se peidar em jeito de fogo de artificio, era a imagem aflita dum ricaço, em carro de alto gabarito, entreabrindo a janela, um fio de espaço para deixar passar a voz melosa, a pedir-lhe, a ele Zé do papo, que arrastasse aquele caixote do lixo à entrada da garagem, para que a bomba de carro não saísse beliscado, e a corromper a liberdade da sua decisão com uma moeda reluzente, ouro e prata fingidos, por entre os dedos banhosos , da mão direita, sem anéis , no pequeno espaço aberto na medida certa para que os dedos dele não tocassem os do Zé, erradio e do papo. E o aroma dos seu pés não maculassem as ideias que acumulara.

-Zé, chega-me aquele caixote para lá. Tens aqui uma moeda. Olha que são dois euros.

Cabriolou numa reviravolta, sacou a moeda e dum salto lesto de genuína infantilidade, deu um piparote no dito, que se tombou.

E sem mais ligar ao banhoso , Zé do papo, olhos sagazes na procura, uma sandes inacabada e mista, olaré. Catou, catou e não achou mais nada com interesse. Juntou o derrame que meteu no caixote e seguiu adiante, comendo e cantarolando.

Havia uma espécie de tasca, um café avacalhado, como diziam. E foi para lá que foi regar com vinho, do tinto, aquela meia sandes e um coto de banana, ainda com casca que por último quase se perdia.

Zé do papo tinha um aspecto asqueroso à vista e fedia uma mistura de cheiros e aromas de frutas e odores do corpo macerado pelo pó e falta de água potável e sabão.

Tomava um banho de quinze em quinze dias, no abrigo e, quando havia, mudava alguma roupa. A merda no corpo dava-lhe saúde. Dizia por entre os dentes podres, os lábios gretados, grossos.

Saíu da tasca, cambaleando. Apanhou do chão o resto de meio cigarro e dirigiu-se a uma mulher,à porta da loja, a fumar, pedindo lume.

Zé do papo mirou-a bem. Era bonita. Jovem. E tinha um corpo escultural. Uma calça justa ao corpo. A meio, o rego da cona em evidência, entre os lábios fartos, Um papo de cona descomunal. Fazia-lhe o minete , o lambete , o que ela quisesse . Os olhos raiados de luxúria e fixos na imagem que o caracterizava. Zé do papo. Pedindo-lhe lume, se fazia favor e ela, de pronto, oferecendo-lhe o isqueiro,  que ficasse com ele. E a meter-se na loja, a fugir-lhe. Os dentes podres. O sorriso rebarbativo.

Seguiu um cu bamboleante que passava, a cueca entalada no rego entre nádegas rijas, ou bem compartimentadas, a sobressair das calças brancas de tecido fino.

Era outra das suas paixões: os papos de cona e as cuecas à transparência de calças ou vestidos. Havia algumas sem cuecas e era a pintelheira farta o que Zé do papo sorvia nos olhos turvos e atormentava a mente com motivos escabrosos de fodas em turbilhão num qualquer vão de escada.

Caía a noite. Crescia a noite. Mais um copo e outro e outro. Hoje tivera muitas emoções e foi-se deitar, num recanto de prédio, onde guardava os preparos e uma cadela vadia lhe fazia companhia.

Deitou-se. Acendeu um coto de cigarro. A cadela chegou-se a ele, meiga, os olhos doces e tristes. Zé do papo esperava companhia. A Zarolha.

E veio, trôpega, chiando ais. Sentou-se no colchão junto dele, sem  se aperceber do vulto que já lá estava, adormecido. Zé do papo apalpou-a no escuro.

-És tu? Zarolha do caralho ?

-Sou, sou, meu cabrão.

Zé do papo achegou-se a ela, levantou-lhe a farripa de saia, aspirou o ar com sofreguidão, a mistura de cheiros, mijo, espermas ressequidos, sarro e enfiou-lhe o caralho há muito faminto das sórdidas investidas que aplacassem a loucura das visões diurnas.

Ela, a Zarolha, não deu por nada. A cona chocalhando de espermas antigos e recentes. E ele, arfando e peidando-se , adensando o ar de novos perfumes e vapores.

A cadela dormindo.

 

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