Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

23
Jan13

O REGRESSO AOS MERCADOS DEPOIS DO POGROM SOBRE OS REFORMADOS...

NEOABJECCIONISMO
«««»»»
Depois do Pogrom sobre os reformados, confiscando-lhes parte das pensões, comparados aos Cristãos-Novos da crónica de Damião de Góis abaixo transcrita, da devastação da economia, com o consequente aumento do desemprego, da destruição do SNS, da conspurcação da alma Portuguesa, este governo de Portugal, manda anunciar o regresso aos Mercados, única bandeira que serviram desde que assumiram o poder de governar o Estado/Nação...
Não tarda, se conseguir provocar a euforia entre os trabalhadores que ainda têm emprego, sitiados pelo corte de salários, de sonhos e aumento de impostos, a cena descrita na Crónica de Damião de Góis, que originou o massacre de Lisboa de 1506, pode voltar a renascer, culpando os pensionistas, reformados e idosos em geral, por todos os males de que a Nação padece...Já hoje é igualmente notícia a sentença do" Imperador" do Japão..."só quando os velhos morrerem...ou...se todos os velhos morrerem, será a salvação dos estados em crise financeira...
Estamos no limiar duma revolução cósmica...o velho humanismo definha sem nunca se ter afirmado na plenitude dos seus propósitos e objectivos...os direitos humanos ficam de novo à mercê do livre arbítrio, da insaciabilidade financeira das obscuras entidades que dominam o mundo,,,
Quero gritar a esperança, sem medo, aquela luz que vedes, não é um milagre...é apenas uma luz que alguém acendeu com o propósito de vos, nos cegar a consciência...com o tempo ela se apagará e voltaremos a mergulhar na escuridão...
A esperança reside na organização do estado em plano raso...sem faustos nem iluminados...partindo dum princípio de liberdade e democraticidade participada e autêntica, tendo em conta o elemento feminino como a génese da história da humanidade...
autor: jrg
Damião de Góis in «Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória»:
«No mosteiro de São Domingos existe uma capela, chamada de Jesus, e nela há um Crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que deram foros de milagre, embora os que se encontravam na igreja julgassem o contrário. Destes, um Cristão-novo (julgou ver, somente), uma candeia acesa ao lado da imagem de Jesus. Ouvindo isto, alguns homens de baixa condição arrastaram-no pelos cabelos, para fora da igreja, e mataram-no e queimaram logo o corpo no Rossio.
Ao alvoroço acudiu muito povo a quem um frade dirigiu uma pregação incitando contra os Cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro com um crucifixo nas mãos e gritando: “Heresia! Heresia!” Isto impressionou grande multidão de gente estrangeira, marinheiros de naus vindos da Holanda, Zelândia, Alemanha e outras paragens. Juntos mais de quinhentos, começaram a matar os Cristãos-novos que encontravam pelas ruas, e os corpos, mortos ou meio-vivos, queimavam-nos em fogueiras que acendiam na ribeira (do Tejo) e no Rossio. Na tarefa ajudavam-nos escravos e moços portugueses que, com grande diligência, acarretavam lenha e outros materiais para acender o fogo. E, nesse Domingo de Pascoela, mataram mais de quinhentas pessoas.
A esta turba de maus homens e de frades que, sem temor de Deus, andavam pelas ruas concitando o povo a tamanha crueldade, juntaram-se mais de mil homens (de Lisboa) da qualidade (social)dos (marinheiros estrangeiros), os quais, na Segunda-feira, continuaram esta maldade com maior crueza. E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes. E não esqueciam de lhes saquear as casas e de roubar todo o ouro, prata e enxovais que achavam. E chegou-se a tal dissolução que (até) das (próprias) igrejas arrancavam homens, mulheres, moços e moças inocentes, despegando-os dos Sacrários, e das imagens de Nosso Senhor, de Nossa Senhora e de outros santos, a que o medo da morte os havia abraçado, e dali os arrancavam, matando-os e queimando-os fanaticamente sem temor de Deus.
Nesta (Segunda-feira), pereceram mais de mil almas, sem que, na cidade, alguém ousasse resistir, pois havia nela pouca gente visto que por causa da peste, estavam fora os mais honrados. E se os alcaides e outras justiças queriam acudir a tamanho mal, achavam tanta resistência que eram forçados a recolher-se para lhes não acontecer o mesmo que aos Cristãos-novos.
Havia, entre os portugueses encarniçados neste tão feio e inumano negócio, alguns que, pelo ódio e malquerença a Cristãos, para se vingarem deles, davam a entender aos estrangeiros que eram Cristãos-novos, e nas ruas ou em suas (próprias) casas os iam assaltar e os maltratavam, sem que se pudesse pôr cobro a semelhante desventura.
Na Terça-feira, estes danados homens prosseguiram em sua maldade, mas não tanto como nos dias anteriores; já não achavam quem matar, pois todos os Cristãos-novos, escapados desta fúria, foram postos a salvo por pessoas honradas e piedosas, (contudo) sem poderem evitar que perecessem mais de mil e novecentas criaturas.
17
Jan13

A PALAVRA VOMITA ACÇÃO!

NEOABJECCIONISMO

*
A PALAVRA VOMITA ACÇÃO
«««//»»»
faço alto continência
à palavra capitão
submeto a reticência
e entro no pelotão
*
peço se me dá licença
à palavra sargento
sem nada que me pertença
a não ser o juramento
*
passo de ganso no desfile
da palavra coronel
tropeço ergo o perfil
de meu país já sem pele
*
faço respeitoso sentido
na palavra general
sou soldado e mal vestido
não posso honrar Portugal
*
passei tanto distraído
à palavra major
nem vi que o símbolo caído
era dum povo maior
*
assim é minha recruta
ante a palavra revolta
sentinela alerta escuta
morre gente à tua volta
*
sem encontrar meu abrigo
na palavra exercitar
voltei-me abri o postigo
num avião quis entrar
*
mas era tropa de elite
na palavra condição
não pode voar quem vomite
mesmo que a bem da nação
*
ergo meus olhos ao céu
à palavra comandante
se tanto mar é só meu
só me falta um ajudante
*
ouço o toque de silêncio
a palavra emudece também
não mexo nem cheiro o cio
mas ouço rumores de alguém
*
mulheres com filhos ao colo
reformados sem vintém
doentes rastejam no solo
nem o silêncio os detém
*
empresários falidos
desempregados com fome
estudantes revertidos
tanta vergonha sem nome
*
mas havia sorrisos de mulheres
com palavras armadas
de justiça e humanizados alvoreceres
que tocaram as almas piradas
*
instalaram um cerco de cobiça
tropa de choque da tirania
frente a frente com a razão que atiça
do baluarte a chama a ousadia
*
as palavras na parada
inverteram a posição
basta de terra queimada
criminosos para a prisão
*
ordena o general atrás das lentes
às palavras que marchem
despidas também elas sem patentes
nem flores que também murchem
*
o soldado responde prontidão
à ordem do general
cumprindo a constituição
vamos salvar Portugal
*
juízes juramentados
aos interesses financeiros
foram pelo povo julgados
como meros trapaceiros
*
reformados e pensionistas
e outros que foram roubados
juntaram-se aos humanistas
aos jovens desempregados
*
a batalha foi tremenda 
tão feroz que atirou
os tiranos para a contenda
e nem um só se safou
*
o caos durou cinco dias
das palavras desagravos
já a Primavera servias
mas livres não mais escravos
*
se as quadras desassossegassem
meu povo em estranho quebranto
se as palavras se revoltassem
quebrando o feitiço com espanto
*
ninguém mais se descansou
a governos confiados
a tropa que então desfilou
eram civis dedicados
*
chamada à ordem a alma lusa
unida para tudo vencer
qualquer tragédia difusa
que o mundo possa sofrer
*
de alma nova risonha
meu povo se revezou
não mais a palavra tristonha
a lua nova ofuscou
*
autor: jrg
14
Jan13

DISSESTE-ME...

NEOABJECCIONISMO
Botticelli
*
{#emotions_dlg.blueflower}
DISSESTE-ME...
***

disseste-me
que em Março era Primavera
e faltava tanto tempo
contei os dias que pareciam anos
e eram apenas dias
mas tantas as palavras e os actos
que torturavam minha alma
que temia não ter tempo de alcançá-la
mitigado na afronta
que o poder dos deuses me infligia
*
disseste-me
que uma nuvem de esperança
um novo humanismo
vestido com a sabedoria feminina
aniquilaria os tiranos
com um toque cósmico de consciência
olhei o céu segui
a rota dos ventos e correntes de marés
e eram negras as nuvens 
no silêncio compacto do meu grito
*
disseste-me
não desistas nunca de sonhar
sem dizer que sonhaste
não vá o papão acordar e taxar os teus sonhos
ergue um muro de coragem
à volta das oníricas instantes imagens
aperta mãos cinge corações
agita pensamentos almas profecias
onde houver gente a dormir
ateia fogos de revolta que fertilizem liberdade
*
disseste-me
que em Março renascia a Primavera
sublime de encanto paz amor
envolta num sol resplandecente de luz
rompendo a treva o pesadelo
mas tarda estou descompensado em agonia
faminto de decência e de justiça
carente dos valores que dão sentido à vida
apetece-me não ser desta espécie
emigrar a alma deixando o corpo apodrecer
*
disseste-me
não partas precisamos de ti à mesa
onde celebraremos a vitória
envenenámos o sangue que eles nos beberam
não tarda suplicarão a sua morte
vomitarão a nossa dignidade que engoliram
asfixiados na mentira
precisamos de ti no banquete à despedida
na toca das feras desavindas
põe a mesa dispersa o pão e a água
*
disseste-me
bem te ouvi amiga vigorosas as palavras
mas eu já estava amortalhado
amanhã seria já tarde porque era ontem o tempo
da orgia sangrenta à liberdade
abriste um hiato na treva que então me levava
átomos de luz catársicos
porque eu era os demais desesperados
eu era o desperdício
pela bandidagem de governo descarnado
*
disseste-me
levanta-te a Primavera está à tua espera
refulge no acordar da madrugada
tantas amigas em volta me encarnando
era delas o pensamento novo
lusas gregas d'itália francesas e espanholas
eslavas hindus americanas chinocas
árabes oceânicas numa tela gigantesca a adejar
acreditei de novo agora com sentido
era de África o som que ouvia vindo do passado


autor: jrg
09
Dez12

OS DEZ MANDAMENTOS QUE CONDENAM O XIX GOVERNO CONSTITUCIONAL DA REPÚBLICA PORTUGUESA !!!

NEOABJECCIONISMO
quadro de Rembrandt
»»»//«««
OS DEZ MANDAMENTOS QUE CONDENAM
O XIX GOVERNO CONSTITUCIONAL
DA REPÚBLICA PORTUGUESA !!!
I
não roubarás
mas passos e gaspar roubaram
primeiro os reformados
que indefesos já não distinguem deus de barrabás
depois os outros que acreditaram
que era já farta a fome dos poderes esfaimados
II
não matarás
mas os macedos sanguinários
sinistros de pica e bastão
condenaram à morte lenta sem pira nem gaz
sob aplausos correligionários
os demais sobreviventes da inclitica nação
III
não cobiçarás
nem a mulher nem a coisa alheia
mas as portas corriqueiras
abrem a frente aos negócios com a mão atrás
e abrem a traseira coisa feia
com as luvas sempre cheias e certeiras
IV
Não mentirás
nem sobre os ídolos da constituição
que reconhece o povo soberano
por falsa castidade  ou desgoverno  não te rirás
enquanto vendes alma e coração
que é dos bens terrenos o mais humano
V
não governarás
adorando os ídolos ímpios estrangeiros
reduzindo à miséria o teu povo
ao demónio a tua alma e a riqueza entregarás
como resgate dos dinheiros
que perdeste no vício do viciado jogo
VI
não honrarás
a memória dos teus egrégios e santos avós
destruindo tudo o que deixaram
a dignidade de livre não precisa d'alvarás
ou da caridadezinha dum motar a sós
condeno-vos a devolverem o que já roubaram
VII
não odiarás
sobre todas as coisas o reformado e o trabalhador
nem mulher que anseia pão para seu filho
contra o senhor dos exércitos não mais te revoltarás
farei que pagues por toda justiça sem amor
condeno-vos ao exílio para que aprendeis o novo trilho
VIII
não ignorarás
a vontade e o saber no povo acumulado
nem o Sábado e o Domingo
porque são os dias da marcha contra o teu ídolo Satanás
a quem seguis de veras obstinado
condeno-vos à fuga permanente e sem abrigo
IX
Não sobreviverás
ao adultério das leis comuns e das constitucionais
à falsa castidade nem aos ardis
por onde rastejais... de onde vindes? de Alcoentre ou Alcatraz?
mando que acordem os lusos que apagais
que em cada coração se eleve a chama dos amores que fiz

X
Não Passarás
incólume pelo silêncio protestativo da multidão
em cada lamento nasce a coragem
perante a qual ao seres derrubado te calarás
de nada te valendo a oração
porque deus não perdoa à vilanagem

autor: jrg
25
Nov12

PAZ OU IMPLOSÃO HUMANITÁRIA ???

NEOABJECCIONISMO


**
PAZ OU IMPLOSÃO HUMANITÁRIA ???
***
que paz quereis
que paz é esta que atormenta
que paz fazemos
que paz é esta que me vos nos mata
que paz erguemos
que paz é esta que nos guerreia
que paz vivemos
que paz é esta cheia de medos
que paz companheiras
que paz é esta carente de amor
*
a paz que eu quero
é a da alegria
dos vales férteis de ecos vadios
a paz que eu quero
é a do amor
da justiça e dos valores humanos
a paz que eu quero
é a do humanismo
sem inveja sem luxúria sem cobiça
a paz que eu quero
*
que paz me trazeis
se não me dais senão desassossego
e medo de me perder
que paz cheia de terrores me ofereceis
se já não chega o pão
e o salário mingua a cada saque
que paz me paga
a insolvência de não ter com que pagar
à mercê do garrote
que paz senão a que sobrevêm à morte
*
a paz que eu quero
é a de trabalhar e receber a paga
o justo e meu salário
a paz que eu quero
é a da não violência
recuso a paz insólita do cemitério
a paz que eu quero
é a de viver em paz com a natureza
e respeitar os bichos
a paz que eu realmente quero
*
que paz é esta senhoril
que paz alevantais com a força bruta
que paz no roubo das pensões
que paz sobre os velhotes a tropeções
que paz é esta de  funil
que paz nos rouba água e alimento
que paz nos programais
que paz de desamor ódio e desemprego
que paz é esta vingadora
que paz nos divide e farta a mesa da ganância
*
olho duas mulheres pela paz
escrevem no chão com círios a palavra União
face a face com o parlamento
de onde parte a ordem para toda a violência
faz frio sentadas na laje da desdita
devem pensar que são crianças a brincar
os cidadãos que passam
sem se darem conta da tragédia que é viver
acorrentado ao livre arbítrio
no dia seguinte a chuva invade a paz sem solução
*
porque era mentira
*
não havia guerra nem povo revoltado
mas elas não sabiam
acreditavam ser porta voz da alma ou a bandeira
dos que tinha fome de justiça
mas elas não sabiam
acreditavam ser capazes de vencer
a inércia dum povo dividido
mas elas não sabiam
acreditavam na sublimação da arte em movimento
a unir um povo acéfalo
*
porque era mentira
*
que houvesse fome mais do que já havia
que o desemprego fosse flagelo
que houvesse tristeza nas mesas da alegria
que a alma deixasse o corpo ao abandono
que a economia rastejasse
que os mais ricos repartissem entre si a mais valia
que a revolução está em marcha
que havia corrupção fugas ao fisco e à balança
que se morria nas ruas
que havia em paralelo outra economia
*
duas mulheres enfrentam os carrascos
fica a pergunta
*
que é do povo pequeno
que é do povo do meio e do intermédio
que é da sabedoria e do alento
que é dos jovens sem futuro mandados emigrar
que é das mães em desespero
que é das mulheres que a longa história violentou
que é da fraternidade 
que é da alma solidária que resiste
que é da vergonha idólatra
que nos deixa em casa enquanto a paz insiste
autor: jrg
18
Out12

PORTUGAL DE MARESIAS !

NEOABJECCIONISMO

imagem pública tirada da net

**

PORTUGAL DE MARESIAS
*
o país vai afundando
sem governo
nem arte de o marear
naufragando
numa maresia de veneno
à luz do medo e ao luar
à toa do inútil memorando
*
o país segue em cortejo
onda de ventos
a reboque da trama dos tiranos
alvos de motejo
com o país a passos lentos
em rotos panos
virado d'avesso como o vejo
*
a malta sai p'ra rua
dos tormentos
que já fora d'Árabes e romanos
agora é toda sua
alvor de puros sentimentos
mais humanos
e da realidade nua e crua
*
meu país de sol de mar e fogo
terra maninha fértil
d'olhos d'ao pé d'aver o mar
perdido em torpe jogo
num antro fumado de batota vil
impedido de jogar
que vai a pique logo logo logo
*
país de flores de brandos ventos
de aromas sensuais
de gente tão de boa cuja beleza
usa alma por sustento
livres pensadores mais além Universais
que amam sua natureza
não a vendem nem por testamento
*
povo rude mas assaz inteligente
ao ver do lobo a veste
na sua roupagem de vítima informal
agiliza a sua mente
exalta o que resta da alma luta resiste
à traição a Portugal
por criminosos de aparência galante
*
mas já não há nem nacionalismo
o que há são pessoas
ligadas pela terra e língua mãe
a libertarem-se d'egoismo
dispostas a construirem coisas boas
com esperança e sonho nada as detém
são a força do novo humanismo

*

 dantes não tínhamos nada

fomos por esse mundo fora à conquista
atrás da ambição dos loucos
hoje temos o mais que sobra da fornada
não desperdicemos d'altruísta
hoje que somos muitos antes tão poucos
a alma da nação nossa amada

*

autor: jrg

26
Set12

AOS DESVALIDOS... LIBELO ACUSATÓRIO!...

NEOABJECCIONISMO

fotografia João Girão-global imagens
«««//»»»
AOS DESVALIDOS...
LIBELO ACUSATÓRIO
**
senhor Passos Coelho
Excelência
primeiro ministro de Portugal
o senhor é um ditador
no embuste e na mentira sufragado
rodeado de hienas
mas tem como todo ditador os pés de barro
prestes também a derreter
sobre as cinzas dum povo imenso
a renascer 
demita-se já! sofre uma vaia
melhor sorte essa
que vitima do assalto ao seu poder
*
Acuso-o de traição
à Pátria que o senhor jurou defender
por ter vendido
a alma impenhorável da Nação
confiscou aos reformados
crime hediondo uma parte do seu pão
dividiu o trabalho
acintosamente em público e privado
acicatando estes contra os outros
aumentou impostos destruiu humana natureza
fez ruir empresas despediu
com politicas fratricidas o tecido do emprego
vendeu ao desbarato o que gerava mais valias
*
instituiu o descrédito da justiça
afrontando-a com o desrespeito à equidade
encurtou as prestações solidárias
condenando famílias crianças velhos à insolvência
paralisou o país sem luz nem rumo
violentando-o com suas palavras insolentes
maltratou as forças militares
e as demais que fazem jus à segurança
paralisou a economia
o país segue em marcha lenta agonizante
enrolado em sacrifícios
sem achar altar ou monte onde medrar
o senhor falhou redondamente
*
diz-se bom aluno mas copista
mentiu e mente defraudando a esperança
colocou milhares no desemprego
aumentou os custos da saúde rompeu a confiança
de enfermeiros e médicos no sistema
intensificou a espera e o descuido nos doentes
desmantelou a escola 
cavou um fosso entre aluno e professor
aprovou a degradação do ensino
corroeu expectativas projectadas na mudança
lavrou no mar incompetências
navegou à bolina com velas rotas a terra agrária
será possível que não tenha feito nada positivo?
*
Fez...
*
fomentou a economia paralela
criou comissões e cargos de alta assessoria
distribuiu benesses aos amigos
pagou a juro excelso à usura financeira
permitiu excepções às regras
de extermínio dos direitos mais elementares
criou riqueza para os mais ricos
que sustentam a manutenção do seu estatuto
manteve salários obscenos
e créditos consagrados em cartões de ilusão
renovou frotas de alta cilindrada
blindados covas e coveiros para enterro da Nação
vendeu a alma lusa a pataco
*
reclamo justiça
*
autor: jrg
24
Set12

POR UM NOVO HUMANISMO!!!

NEOABJECCIONISMO

 

POR UM NOVO HUMANISMO!!!
***
Progressivamente e na ausência dum pensamento que nos projectasse o futuro, deixamos que o egoísmo tomasse conta das nossas vidas...a ideia de escola tornou-se uma bolsa de valores especulativa...onde professores e alunos são simples mercadoria transaccionável...a família deixou de ser o baluarte que o Catolicismo defendeu desde a sua criação, como forma de assegurar a hegemonia do masculino sobre o feminino...hoje a ideia de deus esfuma-se e a correlação dos valores alteraram-se sem que nada de verdadeiramente humano a substituísse...na nova escala de valores, surgem a Internet e as redes sociais como forma de partilha das emoções...vivemos num estado de selvajaria civilizacional, sem respeito pelos outros, nem pelos animais, nem pela natureza...os pensadores dos anos 60 perguntavam-se: " A máquina substituirá o homem? " tudo parece indicar que sim...o homem deixou de ser um fim em si próprio...precisamos dum esforço maior e das mãos de muitos para sair deste círculo limitado onde nos encerrámos...
*
Lembro uma expressão de Auguste Comte " saber para prever a fim de prover " qualquer governo, desde há décadas, não é mais do que isso, um grupo de amanuenses que tem um plafond de crédito para gerir na baiuca do seu país, validado por obscuras instâncias
internacionais...depois há uns, mais humanizados, que distribuem alguns benefícios aos mais carentes e outros que os roubam...e vão fazendo obras...quanto mais monumentais mais derrapantes..logo...mais corruptíveis...a questão da escolha dos personagens que vão gerir a massa disponível, referendada pelo voto dos cidadãos, numa espécie de democracia representativa, é apresentada como a melhor solução em cada momento, incentivada pelo marketing que orienta e manipula a opinião e corre pelos eleitores como uma espécie de campeonato...mais sucesso menos sucesso, as coisas foram-se compondo ao longo dos últimos anos...também nós Portugueses entrávamos na sociedade da abastança...Sócrates apareceu como um vilão e foram, contra ele, desencadeadas acções de autêntico genocídio politico e pessoal sem precedentes...as pessoas que estão hoje no governo, por via disso, não poderiam ser boas reses...nem para abate, quanto mais para engorda...
*
Era uma evidência, pela frieza dos lábios cerrados, pelo brilho sinistro dos olhos ávidos, pelo alarido das vozes vorazes, que esta gente que hoje se governa em Portugal não tinha solução nenhuma para os problemas do país...eles traziam uma única ideia para passar em
mensagens repetidas até à exaustão: Kafkianamente, as pessoas, os Portugueses, viveram estes anos todos, não sei quais nem quantos, acima das suas possibilidades...e nós ficamos assustados...vítimas de nós próprios, porque se havia quem vivesse acima do produto ou da riqueza criada, era o próprio estado/governo e seus acólitos do aparelho administrativo, regulador e fiscalizador...o que eles, poder pretendem é colocar-nos uns contra os outros, a velha táctica dos tiranos...
*
Esta crise, mais uma a meu ver induzida, é, na realidade, do pensamento...cada família ou individuo tem o seu próprio plano de endividamento e esforça-se por o cumprir sem possibilidade de roubar o estado ou qualquer outra instituição pública ou privada...se o estado se sobre endividou, deve procurar, como procurou, um plano de ajustamento, com espaço de manobra e de tempo que lhe permita honrar os seus compromissos...considerar que tal plano de reajustamento deve contemplar o roubo e a destruição da alma dum povo quase inteiro é no mínimo confrangedor à luz do pensamento humano humanitário... o que eles devem procurar reaver é de quem se enriqueceu com as comissões e favores nos grandes negócios que geraram uma nova classe de novos ricos e especuladores financeiros...cortar nas despesas supérfluas e no desmantelamento das instituições que servem para aglomerar famílias de protegidos pagos sumptuosamente... mas não...
*
Tornou-se uma evidência vergonhosa que ao abocanhar raivosamente os reformados, esta associação criminosa a que chamam governo, se preparava para um manjar dos deuses sobre toda a restante população, a partir do chamado limite de pobreza...e isto porque é pobre de ideias...é incompetente para pensar com humanidade...é incapaz para aprender com a história...é um aluno copista...é um traidor à alma Portuguesa que jurou servir e defender...não discuto medida por medida, este governo é um embuste todo ele, não gere...saqueia!, não produz... rouba!...vendeu a alma Portuguesa e é isso que temos que resgatar se acharmos que temos algum valor enquanto membros da espécie humana...
*
Não pode nem deve resumir-se à questão da taxa social única...à reorganização dos escalões de IRS ou a qualquer outro estratagema que virá a seguir, à medida que as medidas testadas na opinião pública sejam rejeitadas pela sua própria violência...o problema é de alma...quer se queira ou não, este governo, os seus mentores e os seus executantes venderam a alma de quem tem o verdadeiro poder para levantar e dignificar a alma dum país...o seu povo!...roubar dois salários aos pensionistas é um crime que nenhum ser humano decente pode compactuar sob pena de se ver envolvido num acto criminoso contra a humanidade...mas compactuaram! e logo de seguida, vem a taxa
social única que despoletou a unanimidade da indignação e da revolta...e virão mais medidas, até à derrocada final...porque o país está paralisado... porque sem alma não há pensamento que resista...não há trabalhador que trabalhe o seu melhor...e os resultados positivos  não vão poder aparecer...
*
É preciso pensar e organizar...os pensadores ostracizados...os loucos de Utopias...tudo cá para fora...antes que seja demasiado tarde...
*
"Antes pastor da Lusitânia que ser vítima desta tirania... "a revolta é inevitável, compete aos pensadores pensarem um modelo novo de sociedade à luz dum novo humanismo...insisto na ideia Matriarcal de organização da vida humana...o que não augura nada de bom é persistir neste sistema de sociedade arbitrária que tem conduzido o Planeta à beira do abismo...tem de haver alternativa...há alternativa...o pensamento não pode demitir-se nesta hora trágica para a humanidade...

Por Um Novo Humanismo!!!

autor: jrg

19
Set12

CONVOCATÓRIA!

NEOABJECCIONISMO
foto pública tirada da net
**
CONVOCATÓRIA!!!
***
convoco todas as forças ocultas
as da natureza
as do cosmos e abismos da alma
que soprem ventos
que o mar se revolte e regenere
as entranhas da terra
que se solte o fogo e arda tudo
o que nas palavras
não gera no corpo uma emoção
de sustentar a vida
*
convoco as palavras interditadas
nos subterrâneos conflituosos
onde se movimenta a nossa consciência
os gestos absurdos
de falsos estrategas do pensamento
os versos de poemas
odes cantilenas de poetas inversos
para que se municiem
da transparência púdica insofismável
invadam suas almas de ternura
*
convoco as crianças inocentes
de sorrisos tão lindos
e as carentes de amor de olhar triste
para darem as mãos
e em cada mão uma flor d'esperança
a fazerem de adultos
galgando as barreiras dos tiranos
porque perderam o medo
ao verem-se ser tantas orgulhosas
à beira do abismo dos sonhos
*
convoco as consciências
livres pensadores envergonhados
os defensores da nação
não os patriotas ficam onde estão
que armados uns de sabedoria
outros de balas para todo tipo de canhão
reponham valores de origem
internem esta demência desvalida
dos agentes da desgraça
que não saciam sua fome de vingança
*
convoco os deserdados de viver
que acreditem nos valores da dignidade
se munam de toda a esperança
e da sua capacidade de até a morte vencer
agarrem  com o fervor da alma
a oportunidade de gerirem a sua sorte
entre escolhos de desumanidade
abandonados sem préstimo p'los "valentes" 
ergamos de novo a imagem
da nossa humanidade povo em construção
*
convoco todas as mulheres
mães amantes de toda a criatura humana
que a história condenou à servidão
para não se deixarem enganar na sedução
de serem mais lindas fantasiadas
do que inteiras a pensar um mundo justo
o tempo urge e num ventre de mulher
em gestação há uma ideia nova pronta a nascer
uma filosofia um conceito de vida
baseada no amor que é comum a toda a natureza
*
convoco os cobardes e os valentões
os vagabundos com e sem eira nem beiral
os que só agora sentiram
a devastação que se apropria de nossas vidas
os que acreditaram na mentira
de alma ferida mas validada pela esperança
para que não se deixem vergar
pela incompetência dos valores invertidos
unidos por memória à resistência
contra a ablação da dignidade humana
*
há uma nova via para a felicidade
em paz amor e harmonia de vidas responsáveis
as nossas crianças exigem-nos a coragem
de desmantelar todo o poder que se arroga mais valia
quer seja um acto tresloucado
que erradique esta nojice de gente avassalada
ao obscuro domínio dos interesses
ou um pensamento imarcescível que humanize
num volte face a corrente histórica
que nos prende à morte por um fio de vida
autor: jrg

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa útil - home - pesquisa avançada - últimos posts - tops / estatísticas direito de resposta - área de utilizador - logout informação - ajuda / faqs - sobre o blog.com.pt - contacto - o nosso blog - blog.com.pt no Twitter - termos e condições - publicidade parceiros e patrocinadores