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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

27
Dez11

LISBOA SITIADA...

NEOABJECCIONISMO

 

foto pública tirda da net

*

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*

LISBOA SITIADA...

*

imagino Lisboa sitiada a transbordar

da alma cheia de país

vêm de sul Algarve da raia e Alentejo

do interior e rés ao mar

da beira à revelia do tempo douto juiz

amontoados em cortejo

**

não pagam nem coimas nem portagens

vêm a pé ou de carroça

de bicicleta à vez da alma indignados

no desacerto das miragens

trazem olhos de esperança que destroça

o medo incutido aos deserdados

**

sob escolta agressiva de carros de combate

o olhar firme lábios cerrados

vêm pedir contas ao mundo escalavrado

que os tem como gado para abate

galgam caminhos por estradas e montados

povo guerreiro do amor achado

**

Lisboa transborda de corações a arder

também do norte e emigração

um sussurro de vozes suores e cansaços

de gente maior que afronta o poder

agitando a chama incendeia a revolução

contra o cinismo dos devassos

**

e de repente sobre um silêncio extasiante

irrompe uma voz num cântico

sob uma sinfonia poderosa de encantamento

vem do lado do rio ou a montante

deste mar de gente que se levanta autentico

livre de ser seu o alto pensamento

**

"erguidos os povos

sob a falência dos desígnios

de absurdos nacionalismos

com que nos encheram

consciências

carregaram de ódios

vinganças morticínios 

e nos dividiram em lotes de subserviência

a uma ordem invertida

em nome de falsas 

segurança justiça partilha

*

e outra e outra tantas outras tantas

*

levaremos de vencida

a ganância a hipocrisia o medo

a inveja e o poderio avaro

dos que manipulam a riqueza

e construiremos um mundo

novo sustentado

de realidade transparente

muralhado de amor

solto de preconceitos e segredos

onde a alma humana 

seja um todo da natureza

*

figuras magníficas exuberantes do belo

*

de pé companheiras

porque são femininos os tempos novos

alerta companheiros

o tempo dos guerreiros já findou

tudo o que é supérfluo

que nos foi incutido por malícia

no luzir da decadência

a especulação do corpo da mulher

a violência sobre as crianças

a terra queimada

a extinção de espécies derradeiras"

*

erguidas como deusas sobre o mar de gente

*

eram vozes poderosas galopantes

de tenores barítonos

e sopranos em mágico movimento

surgindo como por encanto

envolvidos na música e por ela arrebatados

devolvendo a energia aos sitiantes

*

"de pé erguendo a era nova da mudança

sobre os fragmentos dispersos

do poder servil prepotente patético

vitima voraz da sua ambição

o que trazemos de novo é o humanismo

na sua real e pura dimensão

onde cada ser vivo tem um papel importante

abolidas todas as guerras

e o direito de expansão da vil riqueza

o que trazemos é a liberdade

inteira de viver a paz o amor a fraternidade"

*

suspenso dum Zepelim o maestro exultava d'alegria

*

e o mar de gente numa maresia de silêncio

tocada pelo eco da memória

pôs-se lentamente em convulsivo movimento

tomou por asfixia decrépito e néscio

o poder da mentira recolhido em falaciosa oratória

implantou  audaz o pensamento

**

Lisboa perante tanto país em fúria capitulou

sem honra sem dignidade ou nobreza

pediram clemência os facínoras mal-feitores

à ópera que a todos empolgou

e logo ali em manifesto sim se aboliu tristeza

porque a era nova é dos amores

*

autor:jrg

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