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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

25
Nov12

PAZ OU IMPLOSÃO HUMANITÁRIA ???

NEOABJECCIONISMO


**
PAZ OU IMPLOSÃO HUMANITÁRIA ???
***
que paz quereis
que paz é esta que atormenta
que paz fazemos
que paz é esta que me vos nos mata
que paz erguemos
que paz é esta que nos guerreia
que paz vivemos
que paz é esta cheia de medos
que paz companheiras
que paz é esta carente de amor
*
a paz que eu quero
é a da alegria
dos vales férteis de ecos vadios
a paz que eu quero
é a do amor
da justiça e dos valores humanos
a paz que eu quero
é a do humanismo
sem inveja sem luxúria sem cobiça
a paz que eu quero
*
que paz me trazeis
se não me dais senão desassossego
e medo de me perder
que paz cheia de terrores me ofereceis
se já não chega o pão
e o salário mingua a cada saque
que paz me paga
a insolvência de não ter com que pagar
à mercê do garrote
que paz senão a que sobrevêm à morte
*
a paz que eu quero
é a de trabalhar e receber a paga
o justo e meu salário
a paz que eu quero
é a da não violência
recuso a paz insólita do cemitério
a paz que eu quero
é a de viver em paz com a natureza
e respeitar os bichos
a paz que eu realmente quero
*
que paz é esta senhoril
que paz alevantais com a força bruta
que paz no roubo das pensões
que paz sobre os velhotes a tropeções
que paz é esta de  funil
que paz nos rouba água e alimento
que paz nos programais
que paz de desamor ódio e desemprego
que paz é esta vingadora
que paz nos divide e farta a mesa da ganância
*
olho duas mulheres pela paz
escrevem no chão com círios a palavra União
face a face com o parlamento
de onde parte a ordem para toda a violência
faz frio sentadas na laje da desdita
devem pensar que são crianças a brincar
os cidadãos que passam
sem se darem conta da tragédia que é viver
acorrentado ao livre arbítrio
no dia seguinte a chuva invade a paz sem solução
*
porque era mentira
*
não havia guerra nem povo revoltado
mas elas não sabiam
acreditavam ser porta voz da alma ou a bandeira
dos que tinha fome de justiça
mas elas não sabiam
acreditavam ser capazes de vencer
a inércia dum povo dividido
mas elas não sabiam
acreditavam na sublimação da arte em movimento
a unir um povo acéfalo
*
porque era mentira
*
que houvesse fome mais do que já havia
que o desemprego fosse flagelo
que houvesse tristeza nas mesas da alegria
que a alma deixasse o corpo ao abandono
que a economia rastejasse
que os mais ricos repartissem entre si a mais valia
que a revolução está em marcha
que havia corrupção fugas ao fisco e à balança
que se morria nas ruas
que havia em paralelo outra economia
*
duas mulheres enfrentam os carrascos
fica a pergunta
*
que é do povo pequeno
que é do povo do meio e do intermédio
que é da sabedoria e do alento
que é dos jovens sem futuro mandados emigrar
que é das mães em desespero
que é das mulheres que a longa história violentou
que é da fraternidade 
que é da alma solidária que resiste
que é da vergonha idólatra
que nos deixa em casa enquanto a paz insiste
autor: jrg
04
Nov12

REPORTAGEM (?) de Carlos Fragata...seguido de O OLHAR DO POETA (!) de jrg

NEOABJECCIONISMO

 

imagem pública tirada da net


***

REPORTAGEM (?)

Numa manhã de Outono, sem sinal
Que lhe denunciasse a intenção,
Quis o povo que, com revolução,

Se devolvesse a honra a Portugal.

Se não crêem na minha descrição,
Façam das entrelinhas edital
E leiam, quando virem que é real,
Pois isto não é só suposição...

É descrição fiel do sucedido
Numa manhã de Outono, pardacenta
E de anotá-lo fui eu incumbido:

-Capturámos duzentos e oitenta;
O resto, pelo pânico tolhido,
Entregou-se (são cerca de setenta).

Carlos Fragata

***

O OLHAR DO POETA!
*
assim se escreva hoje e doravante
da pena do poeta com amor
a revolução seja um grito  instante
Outono ou Verão sem pavor
*
assim se leia a entrelinha do soneto
que o povo resgatou a honra
numa manhã coragem saiu do gueto
e prendeu a gatunagem, porra!
*
já não era sem tempo diz o poeta
deveras que tal aconteceu
já a malta desesperava sem cheta
_
a noite fora de espera noite de breu
onde a ladroagem s'acoberta
piedade pediam a quem os prendeu
*
autor: jrg

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