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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

29
Mai12

HÁ PESSOAS QUE ...

NEOABJECCIONISMO






















imagem de Esmi Bauto...
***
HÁ  PESSOAS!...
*
há pessoas que ainda sonham
mas não têm atitudes
há pessoas que são capazes
mas não têm sonhos
há pessoas que entendem
mas são egoístas
há pessoas egocêntricas
que se abominam
há pessoas sem limite d'ambição
que destroem vidas coisas
há pessoas insensíveis de amor
que se pensam imortais
há pessoas tão gananciosas
que omitem o ser
há pessoas atrás da violência
que encobrem o medo
há pessoas tão de tanto arrogantes
com défices de coragem
há pessoas aterradas de medo
que não soltam a força
há pessoas mesquinhas de ganhar
que não aceitam perder
há pessoas invejosas agoirentas
que não sabem sorrir
há pessoas viciadas viciantes
que recusam parar
há pessoas autodestrutivas
que vivem angustiadas
há pessoas astutas ardilosas
que tecem armadilhas
e há pessoas boas tão simplesmente valorosas
que as não deixam sonhar
*
autor: jrg
25
Mai12

ANDEI À GANDAIA

NEOABJECCIONISMO

imagem pública tirada da net
*
ANDEI À GANDAIA
*
fui à beira do povo
a ver se inda havia gente
tal o silêncio sentido
não vi nada mais de novo
mutismo arrepiante
doutro tempo já vivido
*
fui à beira da vida
gota d'água da nascente
a ver o q'ela escondia
não vi mais que desvalida
a ideia fútil incipiente
gritada de forma erradia
*
fui à beira da morte
envolta na bruma nascente
onde o medo se encolhia
a ver se via a estrela mais a norte
não vi esperança latente
só sofisma e altiva cobardia
*
fui à beira do rio
corrente que engrossa o mar
ouvi gritos e recados
marasmo de povo sem brio
a ver a vida quebrar
não vi fumos branqueados
*
fui à beira da IDEIA
a ver que mudanças havia
filósofos pensadores
tudo envolto em densa teia
histórias de fantasia
não vi mais que impostores
*
fui à beira da Mulher
dos homens e das Crianças
a ver se via a coragem
de tudo o que ouvi mais dizer
foram risos e esperanças
de meninos e meninas sem roupagem
*
parei à beira do tempo
a ver o que o tempo então fazia
estava tudo em turbilhão
nem água nem fogo nem vento
nem a terra se mexia
cada qual metido em seu caixão
*
solto um grito espavorido
por entre as nuvens de pássaros
toda a orbe estremeceu
achei o segredo à tanto escondido
onde antes soavam disparos
uma voz anunciava que a IDEIA não morreu
*
levantam dos corpos as almas
correm crianças de IDEIA à cintura
rasgam as páginas do sistema
reencontram a mãe batem as palmas
lavra o fogo a terra apura
ruge o vento o mar afoga o estratagema
*
rufam frenéticos tambores
irrompem tubas violinos e trompetes
rodas vivas melodias e cantares
celebram o fim de todos os horrores
fogem tresloucados os ferretes
mas o mundo mudou respiremos novos ares
autor: jrg
12
Mai12

AINDA A INVEJA...

NEOABJECCIONISMO
foto pública tirada da net
*
AINDA A INVEJA
*
somos povo mesquinho
de tal sorte
capazes de guardar sem serventia
um bem privado ou público
num canto da casa ou do quintal
só por invejar bens de outros
*
habituados à servidão
servimos-nos cruelmente da astúcia
puta só ladrão só
e quando alguém se evade desta atença
se homem é vigarista
se mulher é apodada de putéfia
*
somos um povo habilidoso
desenrascado à procura de biscates
se alguém que ganha mais
for roubado seja por lei ou por privado
acomodamos no silêncio
o medo de sermos pelo mesmo motivo achados
*
vamos ao grito na multidão
vazamos os instintos há muito abafados
atiramos pedras aos fracos
cada um de nós é o mais puro e incita os outros
sem saber qual a razão
por isso nos iludimos do que mais parecer
*
somo um povo carente de destino
de olhar cabisbaixo vendemos a dignidade
por um naco e tanto de lixeira
ainda que tenhamos uma leira nossa de terra
somos pobres de tudo até no pedir
não vá a pobreza ruir e deixar-nos à mingua
*
cansados de viver em vã disputa
olhamos os mais jovens que protestam
como uma faúlha desgarrada
isto foi sempre assim disseram os antes de nós
vocês não querem é trabalhar
como quem diz aéreamente desenrasquem-se
*
somos um povo invejoso
a quem a revolução sempre encontra
à esquina de mãos nos bolsos
a mirar para que lado a vitória engrossa
na dúvida silenciados
mas se ganham os revoltosos soltamos a euforia
*
quero saudar a juventude com IDEIAS
as Mulheres
todos os que não se vergam ao poder discricionário
os possuidores de mentalidade nova
as crianças que não aceitam a nossa rendição
por um novo Humanismo
jrg
06
Mai12

POLICROMIAS...

NEOABJECCIONISMO

 

 

 

 

imagem de Maria Mariam

 

 

 

*

POLICROMIAS...

*

nem sempre

o verde é a cor da esperança

como uma rosa vermelha

às vezes um azul suave alpendre

como o céu dá confiança

ou uma tulipa negra s'assemelha

ao mistério que há dentro dum ventre

*

também na luz

as cores mais mimosas salientes

brancas claras amarelas

têm um tom ou cheiro que acalenta ou seduz

como a alfazema o jasmim tão inocentes

ou a lótus em festivas aguarelas

que a um pintor poeta criativo eu propus

*

uma tela de aromas

com cheiros sentidos e sabores

num toque policromo circundado a negro e cinza

de onde sobressaem genes de genomas

e corpos  inteiros mergulhados nos amores

que um sabor a mel tanto enfatiza

na evolução da cor dentro das almas

*

autor: jrg

01
Mai12

EPITÁFIO !...

NEOABJECCIONISMO
imagem pública tirada da net
*
EPITÁFIO
**
até ao último estertor
a morte
quero agonizante poder dizer
que entendi
viver até ao fim insubmisso
a todo o poder
ainda que me custasse a pouca sorte
de pobremente
enriquecer de amor e tão feliz
autor: jrg

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