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NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

NEOABJECCIONISMO

O abjeccionismo baseia-se na resposta de cada um à pergunta: QUE PODE FAZER UM HOMEM DESESPERADO QUANDO O AR É UM VÓMITO E NÓS SERES ABJECTOS?- Pedro Oom .-As palavras são meras formalidades... O NEOABJECCIONISMO, n

22
Nov10

MEU SONHO...

NEOABJECCIONISMO

 

o meu sonho é ser duma só pátria

onde a alma pura se evidencia

e não o ser da língua povo ou pária

que na dor me e te silencia


o meu sonho é ser de toda alma humana

no Universo total a expressão

que não se esgota na mente insana

é sangue que bombeia o coração


o meu sonho é amar a alma Universal

onde a Pátria da língua gera a violência

e não este silêncio mesquinho ritual

em que mergulha a falsa independência

 

o meu sonho é erradicar o medo

desde há milénios na alma instalado

o que cala a verdade no segredo

ainda que viva nesta Pátria exilado


o meu sonho é transformar o mundo

catalogado em números adversos

numa só Nação onde o amor profundo

liberta de conceitos complexos


o meu sonho é plantar na alma a esperança

criando raízes profundas intemporais

que floresça em cada sorriso de criança

e resista sem lesões aos vendavais


o meu sonho é ser homem pleno por inteiro

amante de mim e de toda a natureza

apelo ao consciente da minha inconsciência

que me revele o mistério verdadeiro

porquê a alma assume tão tanta beleza

quando se despe e nua mostra a sua essência
jrg

13
Nov10

AUNG SAN SUU KYI

NEOABJECCIONISMO

quero saudar a libertação
ainda que efémera realidade
duma mulher vitima da ocupação
da violência sobre a liberdade

não quero ter dúvidas acreditar
que amor em Birmanês
significa o mesmo sentir amar
que é sentido em Português

quero não sendo o primeiro
espalhar amor daqui por este povo
a despertar no homem inteiro
a alma deste mar em que me movo
jrg


10
Nov10

CORRENTES DE ALMA...

NEOABJECCIONISMO

 

tela de Carla Cunha

 

{#emotions_dlg.blueflower}

sob os azuis o brilho arrepiante

da emoção que a alma sente

olho os caminhos branqueados de rompante

e vejo a arte em fogo ardente

{#emotions_dlg.blueflower}

vejo a pintora de vestido leve

que na agitação da alma se passeia inquieta

em volta da tela fixa um olhar breve

sobre a poesia que rompe da poeta

{#emotions_dlg.blueflower}

a cada impulso o traço se acentua

azul cobalto azul de maresia

nervos da carne neurónios pincelada crua

caminhos onde bifurca a poesia

{#emotions_dlg.blueflower}

posso decifrar tentáculos de asfixia

uma brisa suave e mansa abana a vestimenta

a pintora se afaga e sorri de alegria

na mão o pincel é a alma que a cor pavimenta

{#emotions_dlg.blueflower}

desço a corrente de tons azulados

imagino a beleza abissal do mar profundo

que a tela exibe em sonhos rasgados

onde me detenho louco e de fora do mundo

{#emotions_dlg.blueflower}

ah se as palavras pintassem suavidade

se a pintora encontrasse a razão

se na cor onde avulta secreta sensualidade

o poeta sentisse o que norteia a mão

{#emotions_dlg.blueflower}

melhor é seguir a corrente da alma sibilina

de onde se espevita  bela a esperança

a tela é da pintora a paz da sedução feminina

que exala amor e me propõe uma aliança...

{#emotions_dlg.blueflower}

autor: jrg


 


 

09
Nov10

DOS AMIGOS

NEOABJECCIONISMO

se na proporção de amigos cento e dez

apenas um só se evidencia

eu sou de mil e cem justa prudência

de quem por amizade tudo fez

*

 se de cada mil e cem dez se mostrarem

neste caminhar da vida insano

serei de entre todo o ser humano

a esperança dos que em mim ficarem

*

sou mão estendida para levantar

nasci de uma mulher sou filho do mar

a alma cheia de palavras substantivas

-

se alguém me disser que somos vencidos

eu e mais dez dos meus amigos destemidos

digo não à morte e às medidas evasivas

jrg

06
Nov10

ÀS VEZES REGURGITO DA MEMÓRIA...

NEOABJECCIONISMO


olho de novo o espelho da memória
a ver-me rapazinho magrizela
no tempo que o medo fazia história
e meninas vestiam de Cinderela
{#emotions_dlg.blushed}
lembro sonhos estranhos pesadelos
saltos longos entre montanhas
ou o Anjo a puxar por meus cabelos
mesa farta sopa com castanhas
{#emotions_dlg.funchal}
enchiamos a barriga na chinchada
às uvas ao figo ao nabo ou à cenoura
tal era a nossa ementa e variada
tempo de crescimento vida duradoura
{#emotions_dlg.tongue}
era manhã eu e outro em correria
tiramos cada um uma maçã
julgando que deus ainda dormiria
mas a dona da venda era satã
{#emotions_dlg.evil}
tirar da quinta com consentimento
não era o mesmo que da praça
a fruta desta era um luxo de alimento
a nossa acção era roubar de graça
{#emotions_dlg.ninja}
foram dizer a minha mãe que eu roubara
e ela deduziu que eu era ladrão
ela fazia questão de levantar a cara
não podia aceitar a honra em erosão
{#emotions_dlg.mad}
vociferou que me bateria com chicote
por ter manchado a sua idoneidade
fuji de casa andei a monte como coiote
triste por ser mercê da caridade
{#emotions_dlg.evora}
quanto roubo hoje em dia à descarada
não à pássaro que não debique seara alheia
se a seca emerge só o alheio vai na derrocada
de papo cheio fica a crise qu'ele semeia
***
autor: jrg

03
Nov10

SAKINEH - ( IRÃO )

NEOABJECCIONISMO

 


uma mulher é condenada
a morrer por apedrejamento
pelo crime de adultério
a turba junta as pedras da calçada
alucinados pelo ajuntamento
gritam palavras contra o impropério

{#emotions_dlg.orangeflower}

o corpo dela encolhido sem apelo
um último olhar de súplica à multidão
os olhos doces de quem ama ser
por um momento o quebra gelo
que rompe da barbárie a solidão
apadrinhada por um sórdido poder

{#emotions_dlg.blueflower}

levantam-se vozes no mundo inteiro
porque a mulher é o ser supremo
gera e cria toda a criatura humana
não há ciência nem dinheiro
que altere a dimensão por isso tremo
impotente de travar razão insana

{#emotions_dlg.bouquete}

é apenas um corpo só de uma mulher
a alma dela ilesa fixa o mundo
chovem as pedras no corpo que atormenta
nem um grito no seu silêncio de sofrer
os olhos abertos procuram ver ao fundo
quantas das pedras frustração que acorrenta

{#emotions_dlg.blueflower}

pego na alma de SAKINEH amortalhada
levanto o estandarte do amor
vou de povo em povo dentro do poema
pelos lugares na Terra onde a mulher humilhada
seja tida como a mãe que resiste à dor
livre do preconceito e da algema

{#emotions_dlg.redflower}

autor: JRG

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