Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
O HÚMUS DO SEXO EM CHAMAS DE VOLÚPIA

Estamos na área de fumadores do bar e os olhos dela não param de me fitar. Eu dou por isso porque fixo aqueles olhos de uma luminosidade intensa que me causam calafrios.

Entre dois golos da bebida excitante que tomamos ,meio sentados na berma do banco de tecido vermelho e negro, ela diz-me que o marido é um nojo.

Tinha montado um cenário de tal forma absurdo que ela tivera de recusar participar e saiu enojada.

-Queres contar como foi?

-Havia um tipo nosso conhecido que o enrabava , depois  de envolvidos em cheiros e músicas afrodisíacas . Depois o tipo tirava a picha e o meu marido chupava-lhe a picha .

-E o teu papel, qual era? Ver apenas, masturbar-te ?

Olhou-me, cortante. Os olhos dela são lâminas. Vorazes. Demónios. E os nossos corpos encostavam-se, quando ela teatralizava a conversa com gestos e movimentos de mímica audaz e inconclusiva.

-Não. A ideia era, o tipo enrabar o meu marido, O gajo chupava-lhe a picha e o outro voltava a enrabá-lo . O terceiro acto era onde eu entrava. Bahhhh .

E atirou-se para cima de mim, provocando um choque energético, a sua mão, na minha mão, babando-se de vinho, de mistura com a saliva esbranquiçada, pastosa.

-Eu devia começar por chupar a picha do tipo. Estás a ver o filme?

-Não.

-Oh! pá!

Os olhos vidrados. a boca pastosa. Um aroma fétido. Aposto que se peidoul . o ruído da música, a obrigar-nos a juntar os lábios de um com os ouvidos do outro.

-Ele ia ao cu ao meu marido, o canal da merda e eu chupava de seguida a picha emerdada .

Ri-me sem grande vontade. Mais pela entoação das palavras. Do ar enojado com que as dizia.

-Ah!, bom. Agora compreendo. É um bocadinho porco.

-Um bocadinho? Meu sacana.

E deu-me um encontrão que quase me atirou ao chão. Agarrou-se-me logo de seguida, amparando-nos, os seios dela entesados, não sei se de ordem natural ou silicónica , ou ainda por acção de aperto do sutiã ., encostados, pressionantes , no meu braço livre do copo.

-Ainda se fosse para me enfiar no cu. Sempre era  merda com merda .

Perdida de bêbada . E eu a caminho. A perder o pé ás bebidas já ingeridas. A achá-la bonita. A pensar papá-la em um qualquer recanto. Por mim seria ali mesmo, ensaiando uma dança de introdução fácil, na penumbra das luzes.

A minha mão a percorrer-lhe as pernas, uma e outra, arredando-as do caminho da  cona que me atraí  , oculta, ainda, mas presente na minha libido exaltada pelos vapores da bebida.

Eu, um homem de bem. Formado na academia, director de empresa. Divorciado repetente, à procura de satisfazer o impossível .

Ela, menina de bem e boas famílias. Era o que ela dizia. Putéfia!...  Em busca de emoções inacessíveis no meio desviante em que se inseria o seu casamento.

As cuecas rendadas a transvazar um liquido pegajoso. Húmus vaginal.  Esta gaja tem estado a ter orgasmos sucessivos enquanto fala comigo e se encosta no meu corpo, penso .

Sugar aquele sumo antes que seque. A ideia a fixar-se. A atormentar-me.

Levanto-me e pego na mão dela, com uma vénia real.

-Vamos?

E ela, lânguida pelos espasmos, a deixar-se conduzir. A agarrar-se ao meu braço, os seios duros de encontro ao meu braço. A libido. A minha e a dela em consonância de desejos.

Entrámos no carro, a custo e pouco depois, já no meu apartamento. A cama. O corpo dela em posição atrevida a apelar à minha criatividade. A roupa tirada com sofreguidão e atirada pelo ar  em apoteótica exaltação, os meus lábios beijando o clítoris , os lábios róseos da cona fervente e húmida, excessivamente húmida. As mãos dela agarradas aos meus cabelos, guiando os movimentos, contorcendo-se no fogo em que ardia toda ela. O cheiro do cio a abater-se nas minhas narinas ofegantes, o cu dela, abrindo e fechando em contracções cadenciadas. Oes seios eram mesmos rijos, tamanho médio, apetitosos.

O meu caralho a entrar na cona apetecida, as contracções de orgasmos múltiplos, a sugar-me. Muito dilatada Os meus dedos no cu dela a prepará-lo, a excitá-la até à rendição total.

O cu bem mais apertado, pleno de prazer e volúpia . Os dedos na cona dela, ardente ainda, a percorre-la em afagos calculados. A ejaculação anal, num clímax total, num supremo prazer de a ter tido como troféu da noite e ela a mim, lambendo-me a pila ainda hirta, as minhas mãos nos cabelos negros dela a guiar, agora eu, os seus movimentos oscilatórios. Já vencido, eu, e ela ainda sugando o esperma de mistura com a  sua própria merda .

sinto-me: em fogo
música: Afrodite
publicado por NEOABJECCIONISMO às 01:14
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3 comentários:
De sunshine a 6 de Maio de 2008 às 12:57
Falar cruamente, não incomoda apenas, faz-nos sentir a realidade e da realidade muita gente tem medo. Até porque a maioria das pessoas não vive, limita-se a existir - a fresa é bela, mas não é minha. Contudo é bem verdadeira!
De NEOABJECCIONISMO a 7 de Maio de 2008 às 10:37
As pessoas povoam a mente de fantasias, incutidas ou geradas em si, pelo exterior visto e ouvido.
Anseiam por experimentar comportamentos considerados desviantes por culturas de ética duvidosa.
Um exemplo:
Sara, uma menina de 6 anos, a frequentar um colégio de grandes pergaminhos éticoe e pedagógicos. O pai médico, culto. A mãe, professora, culta.
Sara no parque infantil para outra menina que a importunava:
-Vai para o caralho!.
Uma senhora púdica que ouviu a intempéire.
-Sara, então isso diz-se?
E Sara, ingénua, pura, inocente:
-Qual é o problema? O meu pai também manda a minha mãe para o caralho quando discutem!...
No fundo, o quadro que ousei pintar, procura pôr em evidência esta relação ética e genética do ser em desespero por se achar, envolto numa miscelânea de conceitos, em confronto consigo e a encontrar-se de novo na posição de onde havia partido.
Um beijo

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