Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
TOQUE DE SILÊNCIO...

 


foto:Carla Sofia Ferreira
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TOQUE DE SILÊNCIO
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hoje
porque me apetece
conhecer
no matraquear da memória
sobre os mortos
clamando esperança
ingénuos
que esperaram um toque 
de rebate
que os despertasse 
da insónia 
na letargia da espera
por um momento
um toque de silêncio
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hoje
porque me lembro
de ser jovem
no despertar desta aventura
de viver
das mulheres de xaile negro
do sangue vítreo
dos mortos
de olhos esbugalhados
acusadores inquiridores
ante a indiferença
ou a cobardia
por um momento
um toque de silêncio
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hoje
porque me sinto num turbilhão
de surdos rumores
que escorrem ilesos
por entre as camadas tectónicas
e me enchem a alma
no éter da existência
sobrecarregam neurónios
quase extintos
que ainda regurgitam amor
onde o sentimento
é aço gelo glaciar
por um momento
um toque de silêncio
autor: jrg
sinto-me: meditativo
música: Um Toque de Silêncio..
publicado por NEOABJECCIONISMO às 13:21
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
UM SÁBIO SENHOR FINANÇAS...ZÉ POVINHO...E O SAMURAI DO FEUDO...
UM SÁBIO SENHOR FINANÇAS...
ZÉ POVINHO...
E O SAMURAI DO FEUDO...
imagem pública: obra de Rafael Bordalo Pinheiro

*
1º acto (sábio senhor finanças)
**
um sábio senhor finanças
quer casar o Zé povinho
com forças de outras andanças
julgando o povo parvinho

um sábio que mima a pilhagem
com doses de dramatismo
quer casar a "malandragem"
à sombra do despesismo

um sábio que em palco alheio
se curva subserviente
quer casar o papo cheio
com povinho obediente

um sábio que corta na luz
sobe gás transportes salários
quer casar quem ele seduz
Zé povinho com usurários

um sábio senhor de magia
de aspecto mítico louco
quer sem dote a fantasia
 a casar com filantropo

um sábio assim tão de rico
não merece abstenção
por querer casar o onírico
com a sua maldição

um sábio senhor financeiro
das longas noites refém
não pode perder dinheiro
casando povo e desdém
***
imagem pública:obra de Rafael Bordalo Pinheiro
*
2º acto (zé povinho)
**
sai à rua indignado
Zé povinho de tanta suficiência
não quer ser à força mimado
nem casar por mera conveniência

porque há ainda mais
estagnaram salários pensões
confiscaram os natais
subiram medicamentos com menos comparticipações

gastaram-me as energias
puseram a nu o estafado segredo
quem corre por mordomias
esconde dos outros seu medo

afinal o outro é que era ladrão
mentiroso incompetente
perdeu por insidia vossa a razão
à custa do povo indiferente

o feudo está paralisado
desemprego nem rei nem roque de emoção
sujeito sem predicado
não faz do verbo oração

quem chamou o vento que colha a tempestade
sou Zé povinho à condição
um povo que se deixa casar com a insanidade
perde o seu lugar de livre cidadão

deste modo não me casam não
perdi a maré da vontade
por mais que me empolem de nação
quero a minha liberdade

***
imagem pública: obra de Rafael Bordalo Pinheiro
*
3º acto (samurai do feudo)
**

não te minto agora Zé povinho
são mais dois anos de abstémia financeira
sou eu quem te dá o pão e o vinho
mandei varrer o jardim mais a sua bandalheira

não escutes as vozes estranhas
que falam de novos intensos tornados
nem cuides que são patranhas
quando ameaço os mais indignados

é preciso trabalhar mais e melhor
ganhar menos por emprego
libertar o subsidio para o financeiro mor
que de dinheiro anda sôfrego

os ventos mandam mudar
do social a ventura
somos marinheiros temos mar
e terra de semeadura

não faz sentido ignorar
que conhecimento empanturra
por isso mandei mandar
que se despromova a cultura

nem dá saúde manter
cuidados e descontos exacerbados
melhor será ver morrer
os doentes mais acomodados

casa Zé com esta nova postura
talha a tua vida à maré da boa sorte
que os ventos são de rotura
com o estado previdência a monte sem norte

***
imagem pública: obra de Rafael Bordalo Pinheiro

*
4º acto (zé povinho)
**
indigna-me ser povo e Zé tido por ignorante
basta de insultos à minha inteligência
digam a essa corja que vos manda que sou eu o mandante
não caso com a usura nem com a emergência
sou povo e Zé da arte amante
trabalhador insigne pago com insuficiência

indigna-me ser povo e Zé amedrontado
alvo de arremessos e picardias
não pago mais a corruptos já sou casado
com os de humanidades mais sadias
nem quero ser dos meus direitos mais castrado
o que exijo dos eleitos são valores não cobardias

indigna-me saber que não dormem na voragem
de conjugar o verbo ter com a rapina
não caso a minha humilde sabedoria com a chantagem
sou povo e Zé mas já nem uso a barretina
exijo ser achado no emprego e na saúde não à margem
vou para a rua, já! de palavra e concertina

indigna-me ser povo e Zé na orgia global
onde se discute grão a grão o que cabe a cada um na partilha
a minha pátria é a alma humana Universal
não caso com quem a minha alma omina e não perfilha
antes a definha pelo terror transversal
se o barco vai ao fundo eu Zé não vou na quilha

indigna-me ser presa ingénua de agiotas
que chafurdam legalmente nas minhas frustradas ilusões
promovidas por pérfidos sábios patriotas
conjugados com os outros para encontrarem soluções
não caso basta! sou Zé dentro de portas
mas do mundo inteiro sou a alma cheia d'emoções

indigna-me ser povo e Zé no limiar da pobreza
catalogado de má fé e vadiagem
num feudo onde produzo e não se vê minha riqueza
especulada nas roletas da triagem
onde se definem os lucros maquilhados de esperteza
basta não caso com a bandidagem

indigna-me ser o Zé povinho sempre alegrete
rosto da opinião pública economicamente controlada
na realidade sou de fortuna até pobrete
mas de alma pura empunhando da esperança a alvorada
não caso com a perfídia nem a porrete
sou povo de paz e amor se saio à rua é pela liberdade ameaçada

fim
autor: jrg
sinto-me: Zé Povinho Indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por NEOABJECCIONISMO às 12:29
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Domingo, 25 de Setembro de 2011
A PÁTRIA DO HOMEM É A ALMA HUMANA !...

 

 

 

 

 


 

 foto pública tirada da net

 

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A PÁTRIA DO HOMEM É A ALMA HUMANA!...

***

Não faz mais sentido

Estudar trabalhar viver sem brincadeira

Levar a sério a adulta consciência

Se o conceito de honra é sempre pervertido

Na partilha do saque pela bandalheira

Que governa a mais-valia em sua conveniência

*

Não faz mais sentido

Cansar adoecer se endividar morrer sem diversão

Atribuindo idade ao crescimento

Sendo maior ser responsável pelo que de outros é devido

Por motivos óbvios cativo dos desígnios da nação

E ver diminuído seu orçamento

*

Não faz mais sentido

Casar ter filhos construir os alicerces da família

E serem todos escravos dos maiorais

Servindo de cobaia passível de ser arguido

Se fizer valer direitos na quezília

Usurpados sem pudor por deveres imorais

*

 Não faz mais sentido

Viver tolhido pela incerteza que transmite o medo

Se a lei permite a legítima defesa

Não se pode condenar um homem perseguido

Nem retê-lo nas teias dum enredo

Se apenas fez bom uso de elementar esperteza

*

Não faz mais sentido

Permitir que nos confisquem os bens e os salários

Em nome de interesses obscuros

Que apenas beneficiam a usura e os salafrários

Cercados de mordomias e monturos

Sem que seja ouvido em uníssono da revolta o rugido

*

Não faz mais sentido

Ouvir e aceitar na dúvida a mentira piedosa

Desta gente que o poder tomou

Sem que se ouça um sussurro um grito um balido

Que afronte a prepotência ruinosa

E devolva a esperança no sorriso que murchou

*

 Não faz mais sentido

Continuar em silêncio angustiado nesta espera

Aos poucos ir destapando a caraça

Da evidência dum sistema de há muito já falido

Que nos oculta as portas da cratera

Onde o abismo sem fundo nos espreita por desgraça

*

Não faz mais sentido

Deixar morrer por incúria de abandono a esperança

Quando ainda resta espaço na memória

O tempo é do conhecimento hoje a ignorante promovido

Escuto o riso inocente duma criança

Que se acendam em todo o esplendor as luzes da história

*

Não faz mais sentido

O suicídio de calar por medo ou indiferença

A revolta de indignação contra a mente insana

É da lei que caçar um homem sem motivo é proibido

A força da vontade em movimento é a sentença

Sendo a pátria do homem a alma humana

*

Autor: jrg

sinto-me: esperança
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por NEOABJECCIONISMO às 18:59
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Sábado, 24 de Setembro de 2011
ÀS MUSAS...NINFAS DE ESPUMA...


 
foto pública tirada da net...orgia de musas amorosas...
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ÀS MUSAS NINFAS DE ESPUMA
***
onde páram as musas
ninfas feiticeiras da esperança
nuas na alma do poeta
que correm nas veias confusas
em passos de contra dança

por onde andam tão belas
de palavras sensuais inspiradoras
com sorrisos de malícia
nos seus olhos brilhavam estrelas
almas puras sedutoras
voluptuosas sensíveis à ironia

vinham cedo madrugada
súbitas de dentro dos sonhos saídas
envoltas da bruma alvar
despertavam no poeta a alvorada
airosas lindas perdidas
alegres esplendorosas odoradas pelo mar

chora o poeta em segredo
já partiram Outonais as andorinhas
sopram ventos precoces d' Invernia
nas palavras enleadas tecidas no enredo
onde faltam as musas danadinhas
mágicas magas feiticeiras d'ousadia

da inspiração cansadas
musas pelo amor na poesia vencidas
vitimas das crises hediondas
talvez construam palavras arejadas
que galvanizem mentes entretidas
no marasmo manso deste mar sem ondas

vislumbro duma janela
na abertura cósmica para largo espaço
vagabundeio percorrendo ideias
telhados vermelhos com musas na tela
pintadas em fino delicado traço
fingindo que tecem emaranhas teias

chilreiam atrevidos pardais
grasnam soberbas de maresia as gaivotas
gatos pardos ratos osgas lagartos
nuvens cinzentas que sombreiam os beirais
de ninhos vazios agiotas
corrompendo pensamentos abstractos

aonde se escondem brincalhonas
sangram almas de poetas
sem musas ninfas de espuma a poesia definha
airosas queridas mandonas
flores de lótus rosas jasmins violetas
adejam algures onde o tempo as aninha

abro escancaradas todas as janelas
descerro as portas da alma e as do coração
que venham as musas encantadas
ao aprendiz que sou são de mim estrelas
piscando os olhos de emoção
musas poéticas da paz e do amor prendadas

autor: jrg
sinto-me: inspirado
música: valsas vienenses
publicado por NEOABJECCIONISMO às 23:47
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011
QUE OUTRO PAÍS É ESTE ?...
foto pública tirada da net
*
QUE OUTRO PAÍS É ESTE?...

«««//»»»

que outro país é este
que ouço tão perto a gritar
se há sondagens que dizem
que há quem confie nesta peste
de governo a governar
mentindo em tudo o que dizem?

olho o silêncio das ruas
leio apelos pungentes desesperados
jovens curvados sem alegria
discursos sem chama palavras nuas
velhos mendigos envergonhados
sem prosa sem amor nem poesia

que outro país é este
que naufraga sem tábua de salvação
se há sondagens que afiançam
que uma maioria celeste
verdade ou pérfida manipulação
aprova que nos empobreçam

procuro entre a bruma entender
dói-me a memória na luz da consciência
estava tudo tão fácil nem pensar havia
o crédito não parava de crescer
esconjuramos o medo sem prever a insolvência
dum sistema condenado à revelia

que outro país é este
sem deus sem pátria nem emoção
se há sondagens que o definem
como uma maioria agreste
que vê neste governo a salvação
para os males que a outros afligem

apetece-me um vómito
até que a bílis amarelada seque a excreção
a entender Pavese Pessoa
e tantos notáveis ou anónimos de fim insólito
enojados desta perversa encenação
que na milenar memória ainda ressoa

que outro país é este
que se deixou por mentes frias penetrar
se há sondagens que o mostram confiante
afogado nas medidas que reveste
a insensível condição de governar
para um abismo do absurdo mais adiante

autor: jrg

sinto-me: indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por NEOABJECCIONISMO às 00:36
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011
RES (PUBLICA) DO BANANAL...
foto:portugalfotografiaaerea.blogspot.com

RES (PUBLICA) DO BANANAL

«««//»»»

quando Zarco  Perestrelo e Vaz Teixeira
acharam na sua rota náutica
sobressaindo do mar altivo justo penedo
as ilhas desérticas da Madeira
ali vaticinaram no futuro a boa prática
tecendo em densa teia o enredo
que viria a dar  autónoma bandalheira
**
a origem já então omissa... dos povoadores
envolta em bruma não se conhece
nem porque trocaram a lavoura por turismo
havia escravos prisioneiros e tutores
a navegar à bolina na mercê que amanhece
amálgama promiscua do iluminismo
de onde surgiram os maiorais e os doutores
**
à ilha então chamada de pérola preciosa
aportaram vorazes oportunistas
numa mixórdia de interesses incontinentes
não chegava parecer maravilhosa
na exuberância dos recortes paisagistas
podiam ser d'insularidade utentes
criando um feudo autónomo de forma graciosa
**
não se conhece perdoem se os houve ou há
figuras de vulto da Lusitana cultura
nadas e criadas na surreal e vã autonomia
Herberto viveu fora dos genes era Judá
a ilha é tão brilhante que ofusca a partitura
nem no jardim floresce a flor da poesia
rola a bola o insulto jogados à mesa do Xá
**
mas tem uma livraria a fundação esperança
tida como das maiores do mundo
habilmente gerida de modo a lucro repartir
não por quem nela trabalha e afiança
serve os interesses laico-religiosos do feudo
poupa impostos vê os ganhos a subir
ali humilham os cultos até dói a uma criança
**
livros presos por alfinetes em cordas d'estendal
nos espaços palacianos displicentes
cruzam-se linhas nas salas e escadas nichos 
capas amarrotadas Pessoa Sthendal
a mesma megalomania dos luxos nascentes
Camões a um canto roído de bichos
Torga Cesário Eça Antero o Hino Nacional
**
de pérola natural resta-lhe a zona franca baluarte
do turismo finança e indústria de betão
é demasiado luxo para um país pobre endividado
a beleza desvirtuada nem mima a arte
nem há humanidade de gente com bom coração
mulheres tristes suspiram por namorado
seja do continente ou de uma qualquer outra parte
**
a ilha foi achada não custou vida a ninguém
teve custos foi pelo povo prendada
em suor privação usos costumes pitorescos
tanto mar mal se avista quem a tem
perdem-se os anos por um Jardim arrendada
gastos dívidas lucros principescos
mixórdia de sentimentos que a alta finança tem
**
caiu o pano a Jardim se pano ainda havia
é Zé do Telhado o mito continental
sacou aos ricos patronos até que empobrecidos
pediram contas à enclítica parceria
são bananas pá terá dito a Sócrates sobre a despesa brutal
agora paguem a factura e os juros já vencidos
que vou dançar o bailinho para outra freguesia
**
não colhe o preconceito de unidade nacional
nem um povo nem o outro o reconhecem
e ao mundo global só interessa a dinheirama
privatize-se a terra e o título RES-PUBLICA DO BANANAL
são gente que à sombra d'alguém crescem
enfeudados ao Jardim que lhes mitiga a derrama
que sonega com astúcia ao erário nacional
**
EPÍLOGO
*
na fábula só a ilha é verdadeira
tudo o resto é fantasia
de uma mente cansada e insana
que vê dotes de rameira
nas brumas de oculta maresia
onde a maldade humana
se branqueia na luxúria prazenteira
*
autor: jrg
sinto-me: historicamente indignado
música: bailinho da madeira
publicado por NEOABJECCIONISMO às 01:41
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Domingo, 18 de Setembro de 2011
C O B A I A S !...
C O B A I A S !...

ESTE GOVERNO que hoje governa Portugal, pára...mas não anda...escuta...mas não ouve...olha...mas não vê...

USA A ESTRATÉGIA de amealhar em seu proveito, indiferente e insensível, à flacidez do tecido humano que procurava emergir da ancestral pobreza em que sucessivamente o têm mergulhado...para se precaver dos colossais desvios que sabe serem inevitáveis...porque a máquina do estado é complexa...os interesses de grupo e particulares se revestem duma carapaça quase inviolável...a corrupção é endémica...pandémica...e espalha-se como grãos de areia tocados da mais leve brisa

USA A TÁCTICA do cientista alucinado, eles são todos sábios...cientistas...manipulando as cobaias com propósitos,tantas vezes obscuros...manipulam as palavras com "o que eu disse...queria dizer...não é o que "abusivamente" é interpretado...o que nós dissemos é que ia haver uma mudança...de estilo..."

COMO COBAIAS, nós, os que não podemos decidir levianamente sobre a forma como queremos morrer, assistimos à nossa própria experimentação dos limites...de até quando e quanto mais, as medidas de contenção e austeridade, nos permitem respirar nesta atmosfera viciada em que nos enjaulam...

TECE A TEIA em que nos pretende envolver, usando a demagógica aferição do atestado de pobreza...quando muitos milhares de nós não sabem ler, já não ouvem...por cansaço...nem vêm..por cisma...envelhecidos, mal andam e ninguém mostra querer saber... sitiados, é o que estamos muitos de nós, vagabundos do tempo, humilhados ante o despotismo que nos fere de indignação, com este modelo de governo...

AS TAXAS de comparticipação do estado sobre os medicamentos, estão em revolução contínua e dinâmica, dizia há dias o director do INFARMED, como se fora a coisa mais natural do mundo...é uma revolução "dinâmica", logo, forçosamente célere, imprevisível e que nos apanha ao voltar da esquina, de surpresa, pela calada do sistema informático...

UM EXEMPLO REVOLTANTE: no dia 15/09/2011, fui aviar uma receita de 2 embalagens de losartam 100+12,5, genérico, do laboratório Alter.., para uma mulher de 67 anos, com o rendimento/pensão de 246 euros mês...no governo anterior era grátis...agora custou-lhe 2,84 euros...mas a farmácia só tinha uma embalagem disponível...voltei no dia 16, dia seguinte, para levantar a outra caixa...nesse espaço de 24
horas tudo se tinha alterado...a dinâmica autista penetrou no sistema e o mesmo medicamento, a mesma receita, a mesma pessoa de 246 euros de reforma, teve de pagar 7,05 euros...em 24 horas ...!!!???!!!

A FOME, o medo, a indignação, a idade, provocam alterações no sistema nervoso do indivíduo...eles, governo e lobbies que o suportam, sabem a monstruosidade do que estão a fazer...como em outras situações na memória do tempo, há um silêncio estranho, uma paz de cemitério..mas já se ouve o cão a uivar...o gato assanha-se de olhos atentos e ouvidos à escuta...as galinhas inquietam-se na capoeira...o sistema cheira a
bosta putrefacta..."já se ouvem os rumores..." "já se ouvem os tambores.. " "já se ouvem os rumores..."

autor: jrg
sinto-me: indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por NEOABJECCIONISMO às 15:12
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011
UM VAGABUNDO PODE SER..UM LOUCO!...

foto pública tirada da net
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UM VAGABUNDO PODE SER...
UM LOUCO!...

***

não é forçoso para o vagabundo
não ter eira nem beira
nem ser da alma humana um pária
se na sua mente gira outro mundo
se ao estender da esteira
dorme ao relento da Lua solidária

pode ser ministro ou executivo
a vaguear de corrente em corrente da ideia
a dormir sentado à secretária
sendo um vagabundo luxuriante lascivo
que arrebanha migalhas da teia
tecida e urdida por mente insana contrária

lá vai a falar sozinho na mímica dos dedos
abrem-lhe a porta de entrada
curvam-se risonhos lacaios à sua passagem
pessoas ciosas de seus medos
atraídos pelo brilho obscuro da cara lavada
ou tementes da sua rapinagem

ser vagabundo é ser em cada momento
um equilibrista sobre o abismo
entre os que se fascinam do absurdo
que é fantasiar o sentimento
e os que se indignam da toada do laxismo
na tentativa d'ouvir um mudo surdo

pode ser até alguém que se perdeu
que dorme sem abrigo sobre esteira de cartão
cansado de ser à lei humana obediente
vasculha nos dejectos a identidade que ardeu
sorri nos dentes podres à sua solidão
e sonha com um tempo e mundo d'outra gente

ou ser um outro que ande de mercedes
atafulhado no mito financeiro
a experimentar fétiches certezas idolátricas
remexendo o lixo se num vómito lhe pedes
que seja vagabundo a tempo inteiro
viajante sem rumo nas esferas galácticas

um vagabundo pode ser um louco
cansado de catar em desespero o conhecimento
ou mergulhado em certezas colossais
um aforrador de esperanças em bolso roto
ou um idiota sábio sem valimento
ambos sendo vagabundos só um nos lesa mais

autor: jrg
sinto-me: vagabundo
música: Mafalda Veiga
publicado por NEOABJECCIONISMO às 00:43
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Sábado, 10 de Setembro de 2011
TERRORISMO !...

TERRORISMO !

 

a palavra terrorismo não me sai da memória...

 

eram terroristas os cruzados que sob a égide de um deus maior, espalharam a mortandade contra os ditos infiéis de menor idade, destruiram testemunhos, anexaram gente e lugares à sua causa de expansão maciça, pelo saque e mordomias vitalícias...

 

 eram, são terroristas os homens que na África colonial Portuguesa exigiam a retirada dos ocupantes de há 500 anos, que os dominaram pela força do Cristo e a das armas...,que os escravizaram e às sua famílias ou afins..., que os incitaram no ódio feroz de uns contra os outros..., que os domesticaram, suprimindo os direitos básicos de humanidade e os emboscaram na sua própria terra...que violentaram as suas mulheres...as suas crianças...em nome de desígnios civilizacionais do absurdo...

 

eram, são terroristas os Americanos que despejaram as bombas atómicas sobre as populações indefesas de Hiroshima e Nagasaki, em nome de princípios hegemónicos expansionistas...que espalharam Napalm sobre pessoas na Indochina, no Vietnam, no Camboja...que produziram efeitos colaterais maciços, no Afeganistão e no Iraque, e expandiram o medo sobre os detractores da sua política hegemónica...

 

eram, são terroristas os Alemães que suprimiram milhões de pessoas, apenas por serem diferentes e ostentarem valores que o seu nacionalismo não comportava...que condenam os povos da Europa subsidiária, ao vexame de serem tidos como incapazes, vitimas das leis de mercado que eles próprios criam e alteram, segundo as suas conveniências de momento 

 

eram, são terroristas os Israelitas que por cada rocket lançado pelos Palestinianos, invadiam, destruíam habitações e matavam milhares de pessoas, em nome da defesa do seu território , usurpado por meios de engenharia político-jurídica e sob o beneplácito das potências 

ocidentais...criando um clima de ódio e contestação sobre o seu próprio povo...

 

eram terroristas os "coronéis" da vasta Nação Brasileira, que subornavam senadores, tratavam os seus escravos a chicote, devastaram a 

 floresta Amazónica, contratavam jagunços para impor a sua lei da força bruta, sob os cânones dos representantes do Cristianismo...os que criaram o império das favelas...e a sordidez dos negócios obscuros entre a lei e o sub-mundo dos narco-traficantes...

 

eram, são terroristas os que maltrataram crianças, abusaram da sua inocência, os recalcaram no surgimento da sua plenitude existencial, pela força da sua ignorância, face ao que somos, quem somos e o que fazemos aqui...na inconsciência da sua efémera passagem pelo estado de vida...

 

eram, são terroristas , os homens ciosos da sua masculinidade, que violentaram mulheres, as humilharam, as condenaram à submissão contra natura do casamento, as aviltaram na sua qualidade de mulheres, amantes, mães, segundo os seus padrões, conceitos e pre-conceitos, que visavam a preservação do seu domínio machista, ante a evidência da sua própria fragilidade, num mundo desconhecido em movimento...

 

são terroristas os especuladores financeiros, agiotas legais do mundo inteiro, que exercem uma ditadura feroz sobre os povos financeiramente dependentes, que se deixaram deslumbrar pela sua magnificência da abastança, e que ao pressentirem o limiar de uma nova era que se anuncia, baseada no conhecimento profundo dos elementos nocivos e da simplicidade que deve nortear a evolução da humanidade...ensaiam uma manobra desesperada para conter as chamas do fogo que alastra sob o manto da sua fantasia ...

 

as sociedades humanas, as ditas mais evoluídas, mantém intactos os instintos de barbárie que ao longo da história da humanidade sempre 

eclodiram quando são confrontadas com as suas insuficiências natas ou degenerativas...cada pessoa é um potencial troglodita..dêem-lhe poder...achem-lhe graça ao picaresco das suas atitudes...mas também os elementos dum governo moderno...e dos grupos de interesses que lhes dão a cobertura mediática e circunstante à sua actuação, tantas vezes de terror, quando exercitam, sobre a população "menor" que avaliza pelo voto as promessas de justiça e evolução do bem estar, as medidas que afligem e condenam à insegurança psíquica, aqueles que são o objecto da sua própria existência... 

 

o terrorismo, sendo uma sequência de mentes doentias, só se combate pela inteligência, pela erradicação da pobreza, pela desmistificação do estado como hoje o entendemos, pelo aprofundar do conhecimento, pelo exercitar da memória profunda, pelo uso da nossa consciência face à sensaboria dos doutamente iluminados... 

 

se eu fosse cão, latia espavorido, ante a eminência da mudança profunda...

se eu fosse gato, assanhava-me, ante a turbulência gerada pela ganância...

se eu fosse galo, cantava, ao despertar da consciência da nova alvorada...

 

autor: jrg

sinto-me: sem medo
música: ode à alegria
publicado por NEOABJECCIONISMO às 23:11
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Domingo, 4 de Setembro de 2011
REFORMAS...REFORMADOS...DO DIREITO... À SUBSERVIÊNCIA!...

REFORMAS...REFORMADOS...DO DIREITO À SUBSERVIÊNCIA!...

Ninguém podia imaginar, há cinquenta anos, que os descontos para a Previdência, que consubstanciavam, também, uma precaução para depois do limite da idade , vulgo reforma, descontos, na sua totalidade, retirados da mais valia do trabalho gerado pelo trabalhador  e que, entre outras manigâncias financeiras, sustentou, significativamente, a guerra colonial, fosse posto em causa por uma geração visivelmente cansada de aturar o envelhecimento natural da espécie humana...
***
Hoje, com a nova engenharia de cálculos para atribuição de reforma, com o congelamento permanente da progressão dos valores pecuniários, face ao aumento do custo de vida, com o confisco, em forma de taxa extraordinária, de parte do 13º mês, com o previsível corte
nos valores das pensões, com os aumentos de transportes, electricidade, gás e outros bens essenciais de consumo, com a febre de reduzir despesas sociais até ao limite do absurdo, na saúde, na educação, na solidariedade social, as mentalidades mudaram...
*
hoje, as reformas são consideradas um peso excessivo "colossal" para o orçamento do estado...
hoje, os reformados sentem-se uns Párias que vivem à custa do erário público...
hoje, não faz mais sentido cuidar da saúde dos chamados idosos, porque tal prolonga a idade "insustentável" da reforma...
hoje, talvez as "mentes brilhantes" já pensem na instituição de um tecto limite de idade, a partir do qual, cessa a prestação da reforma...
hoje, o conhecimento adquirido é tido como escória, cuja mistura, pode conspurcar o ideal duma sociedade de "elites"...
hoje, há já quem pense na inutilidade da sua contribuição para a solidariedade do sistema, porque se antevê a extinção ou mutação pré-conceitual do conceito de direitos adquiridos, quando chegar a sua idade de os poder usufruir...
hoje, estamos no limiar da mudança para uma idade retrógrada, onde os mais capazes vingam sobre os despojos dos mais humildes...
***
Hoje, exorto ao espírito solidário que caracteriza a espécie humana...à "reinvenção" do amor sobre os seus diversos aspectos...ao entrelaçar das mãos e das vontades para resistir à voragem deste ciclo intermédio, desesperado, que se interpõe nas correntes de ar da efectiva mudança, da velha para a nova humanidade...vai dar-se um salto gigantesco...e nós, os descatologados do sistema, somos a diferença que faz a ligação positiva...sem nós...a humanidade seria um deserto polvilhado de idiotas mimicos...
**
autor: jrg

sinto-me: indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por NEOABJECCIONISMO às 14:21
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